AbcMed

Pericondrite - conceito, causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

quinta-feira, 12 de março de 2020
Avalie este artigo
Pericondrite - conceito, causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

O que é pericondrite?

A pericondrite é uma infecção que acomete o tecido conjuntivo que envolve a cartilagem do pavilhão auricular e/ou o canal auditivo. Normalmente, ela atinge toda a orelha, com exclusão do lóbulo, que não possui cartilagem.

Quais são as causas da pericondrite?

A pericondrite pode ser causada por traumas, lesões, queimaduras, picadas de insetos, colocação de piercings, cirurgia na orelha ou furúnculos na orelha. A infecção também costuma ocorrer em pessoas com distúrbios inflamatórios, nas quais o sistema imunológico está enfraquecido, ou com diabetes.

A Pseudomonas aeruginosa é a bactéria mais comumente observada em casos de pericondrite.

Leia sobre "Protetores auditivos", "Audiometria", "Surdez" e "Perfuração do tímpano".

Qual é o substrato fisiológico da pericondrite?

A cartilagem é o tecido espesso que confere forma, entre outros órgãos, ao nariz e ao pavilhão da orelha. Essa cartilagem é recoberta por uma fina camada de tecido conjuntivo, denominado pericôndrio, responsável por nutrir o tecido cartilaginoso. Quando inflamado, esse tecido gera um quadro clínico chamado pericondrite.

Dentre os fatores constitucionais que mais contribuem para o desenvolvimento da pericondrite estão a escassez de tecido subcutâneo entre a cartilagem e a pele e a diminuta irrigação sanguínea da cartilagem auricular, deixando-a mais predisposta ao desenvolvimento de infecções bacterianas.

Quais são as principais características clínicas da pericondrite?

Os sinais e sintomas iniciais da pericondrite da orelha são: dor intensa, vermelhidão, edema das orelhas e temperatura local e corporal aumentadas. Em casos graves, o derretimento purulento da cartilagem auricular ocorre e o pus aparece entre o pericôndrio e a cartilagem. O lóbulo permanece inalterado, ajudando a distinguir pericondrite de otite externa.

A pericondrite pode ser uma doença devastadora e, se não for adequadamente tratada, a infecção pode se agravar em uma condrite liquefeita, resultando em desfiguração e mesmo perda da orelha.

Como o médico diagnostica a pericondrite?

O diagnóstico é feito com base nas manifestações clínicas, juntamente com o histórico de danos à orelha e exame físico. Como a orelha é um órgão externo, a observação direta é possível e isso contribui ainda mais para o diagnóstico.

Um diagnóstico diferencial deve ser feito com a sensibilidade ou flutuação do processo mastoide do osso temporal, bem como envolvimento facial, orbital ou do ouvido médio.

Como o médico trata a pericondrite?

O tratamento é feito com o uso de antibióticos, que podem ser administrados por via oral ou intravenosa, dependendo da gravidade do quadro. Nos casos mais graves, quando há o aprisionamento de pus na lesão (abscesso), a cirurgia pode ser necessária para drenar o pus. Uma cirurgia plástica pode ser necessária para devolver uma aparência normal a uma orelha que tenha sido deformada.

O médico deve remover quaisquer corpos estranhos que estejam presos à orelha, como brincos ou piercings, por exemplo. Compressas quentes também podem ajudar e analgésicos podem ser usados, se necessários.

Quais são as complicações possíveis da pericondrite?

A pericondrite pode levar à condrite, que é uma infecção da própria cartilagem, o que pode causar danos graves à estrutura da orelha, deformando-a. Nos casos de maior gravidade, partes da orelha talvez precisem ser removidas e o pavilhão da orelha tenha de ser refeito por uma cirurgia plástica.

Veja também sobre "Otite", "Zumbido no ouvido", "Doença de Ménière?" e "Labirintite".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites do Nicklaus Children’s Hospital e do Penn State Hersley Medical Center.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários