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Síndrome de Horner

terça-feira, 14 de maio de 2019
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Síndrome de Horner

O que é a síndrome de Horner?

A Síndrome de Horner, ou Síndrome de Horner-Bernard ou, ainda, paralisia óculo-simpática, é uma rara combinação de sinais e sintomas causada quando um grupo de nervos, conhecido como tronco simpático, é danificado, geralmente causando interrupção de uma via nervosa do cérebro até a face e os olhos de um lado do corpo.

Quais são as causas da síndrome de Horner?

A síndrome de Horner é causada por alguma condição médica como, por exemplo, doença neurológica, vascular, infecção ou tumor, mas pode também ser causada por uma deformação congênita (presente ao nascimento) ou por causas iatrogênicas como tratamentos medicamentosos ou cirurgia recente.

Em geral, ela é causada em virtude de alguma coisa que comprima o gânglio ou o nervo simpático e pode ser devida, entre outras condições, a uma lesão em um lado da cadeia simpática cervical; cefaleias em salva; traumas físicos na base do pescoço; acidente vascular cerebral; infecção do ouvido médio; tumores como o tumor de Pancoast; neurofibromatose; bócio; aneurisma aórtico; carcinoma de tireoide; carcinoma broncogênico; esclerose múltipla; trombose do seio cavernoso e simpatectomia.

Em alguns casos, nenhuma causa subjacente pode ser encontrada.

Veja sobre "Tumor de Pancoast", "Acidentes vasculares cerebrais" e "Neurofibromatose".

Qual é o mecanismo fisiológico da síndrome de Horner?

A via nervosa afetada na síndrome de Horner é dividida em três grupos de células nervosas (neurônios).

  1. Neurônios de primeira ordem: essa via neuronal leva do hipotálamo na base do cérebro, passando pelo tronco encefálico e se estendendendo até a porção superior da medula espinhal.
  2. Neurônios de segunda ordem: esse caminho do neurônio se estende da coluna vertebral, através da parte superior do tórax, para o lado do pescoço.
  3. Neurônios de terceira ordem: esse caminho do neurônio se estende ao longo do lado do pescoço e leva à pele facial e aos músculos da íris e das pálpebras.

Problemas (geralmente compressões) do nervo em qualquer destas regiões podem perturbar a função nervosa relacionada à síndrome de Horner e geram os sinais e sintomas característicos da síndrome.

Quais são as principais características clínicas da síndrome de Horner?

A síndrome de Horner é caracterizada clinicamente por quatro sinais clássicos:

  1. Pupila em estado de contração (miose).
  2. Queda da pálpebra superior (ptose).
  3. Ausência de sudorese na face (anidrose).
  4. Afundamento do globo ocular na cavidade óssea que o protege (enoftalmia).
Leia mais sobre "Enoftalmia e exoftalmia" e "Ptose palpebral".

Há também uma diferença notável no tamanho da pupila entre as pupilas dos dois olhos (anisocoria) e uma dilatação vagarosa da pupila afetada pela luz fraca, bem como ligeira elevação da pálpebra inferior. Os sinais e sintomas da ptose e anidrose podem ser sutis e difíceis de detectar. A síndrome de Horner afeta apenas um lado do rosto na maioria dos casos e os sinais e sintomas ocorrem do mesmo lado da lesão do tronco nervoso.

Crianças com síndrome de Horner podem apresentar sinais e sintomas adicionais como cor mais clara da íris no olho afetado e ausência de rubor no lado afetado do rosto que normalmente apareceria devido ao calor, esforço físico ou reações emocionais.

Como o médico diagnostica a síndrome de Horner?

A síndrome de Horner pode ser sinal de outras doenças e de vulnerabilidades cardiovasculares e neurológicas, por isso é importante encontrar a causa dela através de testes como exames de sangue; angiografia cerebral por ressonância magnética, radiografias do tórax, tomografia e punção lombar.

Além de um exame médico geral, o médico irá realizar testes para avaliar a natureza dos sintomas e identificar a possível causa deles. Os testes para confirmar a síndrome de Horner terão como base a história médica do paciente e seus sintomas. O médico também pode confirmar o diagnóstico administrando um colírio em ambos os olhos e verificando as diferenças de contração e dilatação da pupila entre eles.

Para identificar o local do dano nervoso, o médico pode realizar testes adicionais ou solicitar exames de imagem, como ressonância magnética, ultrassonografia carotídea, radiografias do tórax e tomografia computadorizada, entre outras.

Como o médico trata a síndrome de Horner?

Não há um tratamento específico para a síndrome de Horner, mas a eliminação da causa subjacente, quando possível, pode restaurar a função nervosa normal e fazer desaparecer os sinais e sintomas. O tratamento tem como objetivo prevenir outros problemas neurológicos e cardiovasculares ocasionados pela mesma causa como, por exemplo, as complicações de aneurismas ou aterosclerose.

Saiba mais sobre "Aneurismas" e "Aterosclerose".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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