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Hiper-homocisteinemia - o que é isso?

quarta-feira, 24 de outubro de 2018
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Hiper-homocisteinemia - o que é isso?

O que é a homocisteína?

A homocisteína é um homólogo do aminoácido natural cisteína, diferindo dela por conter uma pequena variação estrutural, um gupo metileno adicional na sua cadeia lateral. A cisteína, por sua vez, é um dos aminoácidos naturais codificados pelo código genético, sendo um dos componentes próprios das proteínas dos seres humanos.

O que é hiper-homocisteinemia?

Fala-se em hiper-homocisteinemia quando as taxas sanguíneas de homocisteína estão acima do normal. O valor de referência para a homocisteína plasmática varia de 5 a 15 micromol/L. O aumento é considerado leve se os valores estiverem entre 16 e 30 micromol/L, intermediário entre 31 e 100 micromol/L e grave se maior do que 100 micromol/L. A determinação do nível de homocisteína é útil para a avaliação de pacientes em risco para doenças cardiovasculares.

Quais são as causas da hiper-homocisteinemia?

A concentração plasmática de homocisteína é influenciada tanto por fatores nutricionais quanto hereditários. A hiper-homocisteinemia ocorre quando o corpo digere muita proteína, em especial a partir da carne vermelha. Além disso, a homocisteína também pode estar associada a:

  1. Baixa ingestão de alimentos com ácido fólico, vitamina B6 ou B12.
  2. Doenças como hipotireoidismo, doença renal ou psoríase.
  3. Uso de alguns remédios.
  4. Outros estados patológicos como artrite reumatoide e doenças inflamatórias intestinais.
  5. Certos hábitos de vida, como tabagismo, consumo excessivo de café, chá e vegetarianismo.
Leia mais sobre "Doenças cardiovasculares", "Hipotireoidismo" e "Ácido fólico".

Qual é o mecanismo fisiológico de ação da homocisteína?

A homocisteína degrada e inibe a formação dos três principais componentes estruturais das artérias: colágeno, elastina e proteoglicanos e assim danifica as células endoteliais, aumentando o risco de formação de trombos. Um aumento nas taxas sanguíneas dessa substância faz crescer esses efeitos.

Quais são as principais características clínicas da hiper-homocisteinemia?

Homocisteína em excesso prejudica o revestimento interno das artérias e pode promover a formação de trombos, aumentando o risco de doenças arteriais cardiovasculares, neurológicas, trombose e outras. Também está associada com microalbuminúria, que é um forte indicador de disfunção renal futura.

Existem evidências que relacionam níveis elevados de homocisteína e doença de Alzheimer, bem como de que níveis elevados de homocisteína e baixos níveis de vitamina B6 e B12 são fatores de risco para comprometimento cognitivo leve e demência. A homocisteína também pode desempenhar um papel ainda não esclarecido na esquizofrenia. Além disso, níveis elevados de homocisteína também têm sido associados a fraturas ósseas em idosos.

Como o médico diagnostica a hiper-homocisteinemia?

Normalmente, o médico pedirá um exame de sangue para medir a quantidade deste aminoácido no sangue.

Como o médico trata a hiper-homocisteinemia?

O tratamento para a hiper-homocisteinemia deve ser feito com a diminuição da ingesta de proteínas, especialmente carne vermelha. Além disso, é aconselhada a suplementação alimentar com ácido fólico, vitaminas B6 ou B12, taurina ou betaína para ajudar a diminuir a quantidade de homocisteína no sangue.

Veja também "Trombose", "Esquizofrenia", "Demência" e "Mal de Alzheimer".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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