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Pálpebras inchadas? Pode ser dermatocalaze!

sexta-feira, 4 de setembro de 2020
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Pálpebras inchadas? Pode ser dermatocalaze!

O que é dermatocalaze?

Dermatocalaze, ou blefarocalaze, é o excesso de crescimento das pregas palpebrais, tanto superiores quanto inferiores, muitas vezes preenchidas com gordura, formando bolsas de tecido gorduroso. Está frequentemente relacionada ao processo de envelhecimento, apesar de poder acometer também indivíduos relativamente jovens.

Há quem faça diferença entre dermatocalaze e blefarocalaze, e considere que a dermatocalaze é o simples excesso de pele nas pálpebras, sem demais sintomas, e a blefarocalaze é caracterizada por edema crônico das pálpebras.

Quais são as causas da dermatocalaze?

Com o envelhecimento e a exposição a fatores externos como o sol, principalmente, a pele palpebral perde sua elasticidade, tornando-se flácida e com possíveis preenchimentos de gordura. Além da idade, há o fator genético, em razão do qual mesmo as pessoas ainda jovens podem apresentar dermatocalaze significante. Mas é certo que havendo ou não um fator genético, a dermatocalaze sempre piora com o passar do tempo.

Leia sobre "Ptose palpebral", "Calázio", "Terçol ou hordéolo" e "Blefarite".

Quais são as características clínicas da dermatocalaze?

Nas pessoas geneticamente predispostas é possível que a dermatocalaze ocorra já a partir dos 35 anos, ou ainda mais cedo. A exposição excessiva ao sol também pode ser uma das causas precipitantes, daí a importância de se controlar o tempo sob a luz solar.

Na dermatocalaze, as pálpebras podem apresentar inchaço, principalmente pela manhã, sensação de peso ao ler, acúmulo de lágrima no canto externo do olho e diminuição do campo de visão periférico. Outros sintomas mais podem ser pálpebras “pesadas”, com dificuldade de movimentação e desconforto na região palpebral. Na dermatocalaze, a expressividade do olhar, que normalmente comunica muitos sentimentos e é uma das características mais marcantes do semblante, é perdida em grande medida. A enfermidade também provoca sintomas estéticos, ao transparecer um aspecto cansado e envelhecido.

Como o médico diagnostica a dermatocalaze?

O diagnóstico é feito pela observação direta das pálpebras. O aspecto que elas assumem é inconfundível. O paciente pode ter também algumas queixas relativas aos sintomas, as quais, no entanto, são muito leves.

Como o médico trata a dermatocalaze?

A blefaroplastia, uma cirurgia plástica das pálpebras, é indicada para remover a flacidez das pálpebras superiores e inferiores, removendo também o excesso de pele e as bolsas de gordura, para que possa ser resgatado o aspecto original das pálpebras. O especialista com formação em plástica ocular terá a preocupação tanto estética como funcional, já que alterações na abertura palpebral ou no tônus das pálpebras podem influenciar no resultado de uma blefaroplastia tanto quanto a consideração estética. Nos casos onde há proeminência da bolsa de gordura sem o excesso de pele palpebral inferior, pode-se ter abordagem transconjuntival, ou seja, por dentro das pálpebras, sem cicatriz na pele.

Como evolui a cirurgia para corrigir a dermatocalaze?

A cirurgia para corrigir a dermatocalaze é realizada com anestesia local e sedação e tem duração de aproximadamente 45 minutos. O especialista em plástica ocular procura deixar cicatrizes muito pouco visíveis. Normalmente, a cicatriz fica escondida no sulco palpebral, uma linha natural já existente, tornando-se assim quase imperceptível.

Quais são as complicações possíveis com a cirurgia para corrigir a dermatocalaze?

Após a cirurgia pode haver um inchaço e um hematoma locais, principalmente na primeira semana. O inchaço diminui progressivamente e o hematoma tende a se espalhar, ficar amarelado e ser reabsorvido pelo próprio corpo. Algumas medidas aliviadoras orientadas são: o uso de compressas geladas, evitar exposição solar e usar as medicações prescritas. Geralmente após 7 dias o paciente submetido à blefaroplastia pode retornar às suas atividades de rotina, embora o resultado estético definitivo demore mais algumas semanas.

Veja também sobre "Rugas - por que aparecem e como evitar", "Bronzeamento natural ou solar da pele", "Protetor solar ou filtro solar" e "Cuidados com a pele".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites do Hospital de Olhos Beira Rio, do Hospital de Olhos de Governador Valadares e da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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