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Blefarite: cuidados que uma pessoa com blefarite deve ter

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O que é blefarite1?

Blefarite1 é uma inflamação2 não contagiosa3 das camadas gordurosas das pálpebras4, que pode afetar transitoriamente a saúde5 dos olhos6. Pode acometer pessoas em todas as idades, mas predomina nas mais idosas.

Quais são as causas da blefarite1?

A blefarite1 normalmente é ocasionada pela colonização de bactérias comuns na pele7, facilitada pela produção excessiva de uma camada de gordura8 que se forma nas pálpebras4 e pelo aumento de oleosidade dessa região. A blefarite1 é uma inflamação2 que afeta mais frequentemente pessoas com secura ocular, pele7 oleosa e caspa (dermatite seborreica9).

Quais são os principais sinais10 e sintomas11 da blefarite1?

Os principais sinais10 e sintomas11 da blefarite1 são: coceira, ardência nos olhos6, irritação ocular, sensação de corpo estranho do olho12, vermelhidão, lacrimejamento e formação de crostas. As pálpebras4 ficam cobertas por detritos oleosos e bactérias em torno da base dos cílios13, o que pode levar à perda dos mesmos. A blefarite1 pode apresentar-se como olho12 seco, conjuntivite14, terçol ou calázio, ou mesmo com triquíase15 (reversão dos cílios13 para dentro) e úlcera16 de córnea17. Em alguns casos a blefarite1 está associada a alterações sistêmicas, tais como rosácea ou dermatite seborreica9, por exemplo.

Como o médico diagnostica a blefarite1?

O diagnóstico18 deve ser feito por um oftalmologista19, durante um exame ocular e pode ser feito por observação direta ou ao microscópio.

Como o médico trata a blefarite1?

Pomadas antibióticas e limpeza diária cuidadosa das bordas das pálpebras4 ajudam a remover os óleos da pele7, os quais possibilitam o crescimento das bactérias. É importante manter-se uma boa higiene palpebral, com a aplicação de compressas mornas, seguidas de limpeza com uma mistura de água e shampoo neutro, como os shampoos infantis. As pomadas de antibiótico são usualmente utilizadas. Algumas vezes há a necessidade de medicação oral por algum tempo. Além disso, o uso de lágrimas artificiais pode dar mais conforto até a melhora do quadro. Se houver condições sistêmicas relacionadas, elas devem ser adequadamente tratadas.

Como evolui a blefarite1?

O resultado do tratamento geralmente é satisfatório. A pálpebra deve ser mantida limpa para evitar a repetição do problema.

Quais são os cuidados que o paciente com blefarite1 deve ter?

  • Mantenha as mãos20 limpas e as unhas21 aparadas quando for fazer a limpeza da pálpebra.
  • Lave o rosto com shampoo neutro infantil pela manhã e à noite.
  • Aplique compressas mornas sobre as pálpebras4 fechadas, durante cinco minutos, duas ou mais vezes ao dia.
  • Com um cotonete, esfregue suavemente e com cuidado a base de implantação dos cílios13 de cada pálpebra.
  • Não use maquiagem. Isso pode agravar a irritação das pálpebras4 afetadas.
  • Abstenha-se de alimentos gordurosos.

Quais são as complicações possíveis da blefarite1?

Em alguns casos os cílios13 podem cair e deixar cicatrizes22 nas pálpebras4.

ABCMED, 2014. Blefarite: cuidados que uma pessoa com blefarite deve ter. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-dos-olhos/530284/blefarite-cuidados-que-uma-pessoa-com-blefarite-deve-ter.htm>. Acesso em: 6 dez. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Blefarite: Inflamação do bordo externo das pálpebras ou pestanas. Também conhecida como palpebrite, sapiranga, sapiroca ou tarsite.
2 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
3 Contagiosa: 1. Que é transmitida por contato ou contágio. 2. Que constitui veículo para o contágio. 3. Que se transmite pela intensidade, pela influência, etc.; contagiante.
4 Pálpebras:
5 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
6 Olhos:
7 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
8 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
9 Dermatite seborreica: Caracterizada por descamação da pele e do couro cabeludo. A forma que acomete couro cabeludo é a mais comum e conhecida popularmente por caspa. É uma doença inflamatória, não contagiosa, possui caráter crônico e recorrente. O fungo Pityrosporum ovale pode ser considerado um possível causador da dermatite seborreica. As manifestações clínicas mais comuns são descamação, vermelhidão e aspereza local. As escamas podem ser secas ou gordurosas, finas ou espessas, geralmente acinzentadas ou amareladas, quase sempre aderentes, podendo ser acompanhadas ou não de coceira.
10 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
11 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
12 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
13 Cílios: Populações de processos móveis e delgados que são encontrados revestindo a superfície dos ciliados (CILIÓFOROS) ou a superfície livre das células e que constroem o EPITÉLIO ciliado. Cada cílio nasce de um grânulo básico na camada superficial do CITOPLASMA. O movimento dos cílios propele os ciliados através do líquido no qual vivem. O movimento dos cílios em um epitélio ciliado serve para propelir uma camada superficial de muco ou fluido.
14 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
15 Triquíase: Desvio de pelos em torno de um orifício, para o qual convergem, como pode acontecer com os cílios com relação ao olho.
16 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
17 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
18 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
19 Oftalmologista: Médico especializado em diagnosticar e tratar as doenças que acometem os olhos. Podem prescrever óculos de grau e lentes de contato.
20 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
21 Unhas: São anexos cutâneos formados por células corneificadas (queratina) que formam lâminas de consistência endurecida. Esta consistência dura, confere proteção à extremidade dos dedos das mãos e dos pés. As unhas têm também função estética. Apresentam crescimento contínuo e recebem estímulos hormonais e nutricionais diversos.
22 Cicatrizes: Formação de um novo tecido durante o processo de cicatrização de um ferimento.
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Comentários

05/12/2014 - Comentário feito por joscelino
Depois que passei lavar o rosto com água...
Depois que passei lavar o rosto com água sem nenhum componente químico meus olhos sararam.

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