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Poliangeíte microscópica

sexta-feira, 2 de junho de 2017
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Poliangeíte microscópica

O que é poliangeíte microscópica?

A poliangeíte microscópica é uma doença rara, resultante da inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite), que pode danificar os sistemas circulatórios de alguns órgãos mais comumente afetados (rins, pulmões, nervos, pele e articulações).

Em geral, chama-se vasculite à inflamação de qualquer vaso sanguíneo, o qual pode se tornar enfraquecido e dilatar formando um aneurisma, ou ficar tão fino que se rompe, dando origem a um sangramento no interior do tecido. A vasculite também pode causar o estreitamento do vaso sanguíneo até o ponto de o fechar completamente, o que pode danificar o órgão em causa pela falta de oxigênio e nutrientes.

A poliangeíte microscópica afeta apenas vasos sanguíneos de pequeno e médio portes, o que se reflete diretamente sobre o tipo de lesão tecidual observada nesta doença.

Quais são as causas da poliangeíte microscópica?

A causa é desconhecida. Sabe-se mais sobre o que ela não é: a poliangeíte microscópica não é uma forma de câncer, não é contagiosa e geralmente não ocorre repetidamente na linhagem familiar. Evidências de laboratórios apoiam firmemente a ideia de que o sistema imunológico desempenha um papel decisivo na sua etiologia.

Quais são as principais características clínicas da poliangeíte microscópica?

Ela pode ocorrer em todas as idades e afeta igualmente ambos os sexos. Uma extensa gama de sinais e sintomas são possíveis, já que diferentes órgãos ou sistemas podem estar envolvidos. De modo geral, os pacientes podem se sentir fatigados, ter febre, perda de apetite e de peso corporal. Eles também têm sintomas relacionados às áreas envolvidas, como erupções cutâneas, dores musculares e/ou dores nas articulações.

Quando a poliangeíte microscópica afeta os pulmões, os pacientes podem ter falta de ar ou tosse com eliminação de sangue. Se afeta os nervos, pode causar sensações anormais, seguidas de dormência ou perda de força nos membros.

A doença renal causada pela poliangeíte microscópica muitas vezes não produz sintomas até que os rins comecem a parar de funcionar, quando então aparecem os sintomas de insuficiência renal. Portanto, é muito importante, quando o médico lida com qualquer forma de vasculite, sempre examinar a urina para detectar precocemente sinais de comprometimento renal.

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Como o médico diagnostica a poliangeíte microscópica?

A suspeita de poliangeíte microscópica é baseada em informações coletadas de uma variedade de fontes, incluindo a história clínica, o exame físico, exames de sangue e de urina, testes de imagem, como radiografias, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Uma vez que o diagnóstico de poliangeíte microscópica tenha sido suspeitado, uma biópsia da área afetada pode confirmar a presença da vasculite.

Como o médico trata a poliangeíte microscópica?

O tratamento básico para a poliangeíte microscópica são os medicamentos que mitigam ou suprimem o sistema imunológico. Os pacientes são tratados com corticoides, às vezes combinados a outro medicamento imunossupressor. O objetivo do tratamento é paralisar todas as lesões que estão ocorrendo em decorrência da poliangeíte microscópica.

Uma vez que a doença esteja melhorando, os médicos podem reduzir lentamente a dose de corticoide e, eventualmente, descontinuá-lo. A duração do tratamento com medicação imunossupressora de manutenção pode variar entre os indivíduos. Na maioria dos casos, é administrado por um período mínimo de 1 a 2 anos.

O tratamento para recaídas é semelhante ao da doença originalmente diagnosticada. Tendo-se em vista que os medicamentos utilizados enfraquecem o sistema imunológico, há um risco aumentado do paciente desenvolver infecções graves.

Como evolui a poliangeíte microscópica?

Em média, após cinco anos de doença, mais de 80% das pessoas sobrevivem à poliangeíte microscópica. O prognóstico está diretamente relacionado à gravidade da doença. Os danos aos órgãos podem ser minimizados pelo início imediato do tratamento, seguido de um monitoramento cuidadoso.

Mesmo os pacientes que têm uma poliangeíte microscópica mais grave podem conseguir a remissão quando tratados prontamente e seguidos de perto, embora a enfermidade possa recorrer, tendo recaídas semelhantes às crises iniciais ou diferentes delas. A probabilidade de sofrer uma recaída grave pode ser minimizada por uma rápida intervenção médica.

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Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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