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Arterite de células gigantes

Thursday, October 20, 2016
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Arterite de células gigantes

O que é a arterite de células gigantes?

A arterite de células gigantes (por vezes chamada de arterite temporal) é uma vasculite (inflamação dos vasos) que afeta pricipalmente o revestimento interno das artérias. Na maioria dos casos são as artérias da cabeça, especialmente das têmporas, que são afetadas.

Quais são as causas da arterite de células gigantes?

Não se conhecem as razões pelas quais essas artérias se tornam inflamadas. Certos genes e variações genéticas parecem aumentar a susceptibilidade à doença. Raramente a arterite de células gigantes afeta pessoas com menos de 50 anos; a maioria delas tem mais de 70 anos.

As mulheres são afetadas cerca de duas vezes mais que os homens. A condição também é mais comum entre os povos brancos do norte da Europa. As pessoas que sofrem de polimialgia reumática têm um maior risco de desenvolver arterite de células gigantes concomitantemente.

Qual é o mecanismo fisiológico da arterite de células gigantes?

As paredes das artérias afetadas pela arterite de células gigantes ficam inflamadas e incham, causando um estreitamento dos vasos, o que reduz a quantidade de sangue e, portanto, de oxigênio e nutrientes para os tecidos do corpo. Quase qualquer média ou grande artéria é susceptível de ser afetada, mas o inchaço na maioria das vezes ocorre nas artérias localizadas nas têmporas, em frente às orelhas, donde se espalham por todo o couro cabeludo. Às vezes, o inchaço pode afetar apenas uma porção de uma artéria, com seções normais entre duas outras seções.

Quais são as principais características clínicas da arterite de células gigantes?

Os sintomas mais comuns da arterite de células gigantes são dores de cabeça, sensibilidade aumentada no couro cabeludo, dor na mandíbula e problemas de visão, que normalmente afetam ambos os lados. Pode haver também dor na mandíbula ao mastigar ou abrir a boca, febre, fadiga, perda de peso, disturbios visuais ou visão dupla, particularmente em pessoas que também têm uma repentina perda permanente da visão em um olho.

Cerca de metade das pessoas com arterite de células gigantes também têm polimialgia reumática e em razão dessa última condição pode ocorrer dor e rigidez no pescoço, ombros ou quadris.

Leia mais sobre "Trismo", "Diplopia", "Polimialgia reumática" e "Nevralgia".

Como o médico diagnostica a arterite de células gigantes?

Pode não ser fácil diagnosticar a arterite de células gigantes porque os seus primeiros sintomas se assemelham aos de muitas doenças comuns. De início, o médico deve examinar a história médica e os sintomas do paciente e realizar um exame físico completo, com especial foco nas artérias temporais. Muitas vezes, uma ou ambas as artérias podem mostrar um pulso reduzido e sensibilidade aumentada, assumindo uma aparência tubular rígida.

Um exame de sangue pode verificar a taxa de sedimentação, a qual pode indicar a inflamação. Igualmente, verificará a presença da proteína C-reativa (PCR). Esses exames também podem ser usados ​​para acompanhar o curso do tratamento. A maneira mais definitiva de confirmar o diagnóstico de arterite de células gigantes é fazer uma biópsia da artéria temporal.

Os possíveis exames de imagem para o diagnóstico de arterite de células gigantes são a angiografia por ressonância magnética, a ultrassonografia com Doppler e a tomografia por emissão de pósitrons.

Saiba mais sobre "Arteriografia ou angiografia" e "Biópsia".

Como o médico trata a arterite de células gigantes?

De início, o tratamento da arterite de células gigantes deve ser feito com elevadas doses de corticosteróides e deve ser começado mesmo antes do resultado da biópsia, em virtude do risco de perda da visão. Posteriormente, essas doses deverão ser ajustadas pelo médico. Os corticoides costumam apresentar significativos efeitos colaterais, os quais, no entanto, podem desaparecer quando o tratamento com eles se tornar menos intenso ou for interrompido.

Como evolui a arterite de células gigantes?

Provavelmente o paciente com arterite de células gigantes começará a se sentir melhor dentro de poucos dias após o início do tratamento. A menos que haja perda completa da visão, os sintomas visuais tendem a desaparecer dentro de três meses. A medicação pode continuar a ser necessária por um a dois anos, ou mais. Mas, mesmo com o tratamento, as recaídas são comuns.

Quais são as complicações da arterite de células gigantes?

A arterite de células gigantes pode causar complicações como diminuição do fluxo sanguíneo para os olhos com diminuição ou perda de visão em um ou, raramente, em ambos os olhos e aneurisma da aorta. Se não tratada, a arterite de células gigantes pode levar ainda a acidentes vasculares cerebrais ou à cegueira permanente.

Veja também sobre "Aneurisma cerebral" e "Acidente Vascular Cerebral".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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