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Fisioterapia pélvica: para que serve?

Monday, December 16, 2024
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Fisioterapia pélvica: para que serve?

O que é fisioterapia pélvica?

A fisioterapia pélvica é uma área especializada da fisioterapia que se dedica à avaliação, prevenção e tratamento de disfunções nas estruturas do assoalho pélvico. Esse conjunto de músculos, ligamentos e tecidos localiza-se na base da pelve e tem a função de sustentar órgãos como bexiga, útero, intestino e outras estruturas da região inferior do abdômen. Ele é essencial para funções como micção, evacuação, continência urinária e fecal, função sexual e resistência a aumentos de pressão intra-abdominal, além de ter um papel crucial durante a gravidez e o parto.

Por que fazer fisioterapia pélvica?

A fisioterapia pélvica é indicada para tratar e prevenir uma ampla gama de condições, como incontinência urinária e fecal, prolapso de órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto), disfunções sexuais, dor pélvica crônica, instabilidade pélvica e lombar, além de dificuldades para evacuar ou esvaziar a bexiga. Também é muito útil no preparo para o parto, na recuperação pós-parto, na preparação para cirurgias pélvicas e na reabilitação após essas intervenções. Pode auxiliar no manejo de disfunções relacionadas à menopausa e melhorar a qualidade de vida de mulheres no período gestacional.

Além de atuar no tratamento de sintomas já presentes, a fisioterapia pélvica é uma abordagem preventiva eficaz. Ela reduz sintomas como incontinência, dores e desconfortos, aumenta o conforto nas atividades diárias e na vida sexual, e contribui para evitar complicações futuras, proporcionando bem-estar e qualidade de vida.

Conheça alguns tipos de parto:
» Parto vaginal
» Parto cesárea
» Parto Leboyer
» Parto de cócoras
» Parto na água

De que técnicas se vale a fisioterapia pélvica?

A fisioterapia pélvica utiliza um conjunto de técnicas para avaliar, tratar e prevenir disfunções.

  • Exercícios específicos: trabalham o fortalecimento, relaxamento e coordenação dos músculos do assoalho pélvico, integrando-os a outros grupos musculares, como abdômen e glúteos.
  • Terapia manual: inclui massagens, liberação miofascial e mobilizações articulares para aliviar tensões e melhorar a função muscular.
  • Eletroestimulação: utiliza correntes elétricas de baixa intensidade para estimular músculos enfraquecidos, especialmente em casos de incontinência urinária ou fecal.
  • Biofeedback: permite visualizar em uma tela a atividade muscular durante contrações ou relaxamentos, ajudando no aprendizado e na eficácia do tratamento.
  • Técnicas de relaxamento: são aplicadas em casos de tensão muscular excessiva, contribuindo para o alívio de dores crônicas.
  • Reeducação postural e biomecânica: avalia e corrige desalinhamentos pélvicos e padrões de movimento inadequados que afetam o assoalho pélvico.
  • Técnicas de respiração e mindfulness: reduzem a tensão, melhoram a circulação e aliviam dores crônicas.
  • Uso de dilatadores vaginais ou anais: indicados para condições como vaginismo, dispareunia (dor na relação sexual) ou dores pélvicas, promovendo elasticidade e tolerância ao alongamento.
  • Terapias instrumentais: como ultrassom terapêutico, usado para tratar cicatrizes e inflamações, e laser perineal, que facilita a cicatrização de lesões causadas por episiotomias, lacerações ou outras condições.

A fisioterapia pélvica no pré-parto

Durante a gravidez, o assoalho pélvico é submetido a maior esforço para suportar o peso adicional do feto, placenta e líquidos gestacionais. A fisioterapia pélvica, ao fortalecer e relaxar a musculatura, ajuda a mulher a suportar essas mudanças e se preparar para o parto, reduzindo dores lombares, pélvicas e no púbis. Também facilita o trabalho de parto ao melhorar a elasticidade muscular e reduzir o risco de lacerações.

Além disso, promove melhor alinhamento postural, reduzindo sobrecargas e aliviando desconfortos. Melhora a circulação geral, prevenindo inchaços e minimizando o risco de trombose, enquanto otimiza a circulação na região pélvica, essencial para a saúde do bebê e da mãe. A fisioterapia também ensina técnicas de respiração para manejo da dor durante o trabalho de parto e simula posições e movimentos que favorecem o parto normal. Contribui ainda para prevenir ou tratar a diástase abdominal e melhora a integração entre os músculos abdominais e o assoalho pélvico.

A fisioterapia pélvica no pós-parto

No pós-parto, as mudanças hormonais e estruturais que ocorreram durante a gestação demandam reabilitação específica para cada mulher. A fisioterapia pélvica auxilia na recuperação física e emocional do puerpério, fortalecendo os músculos do assoalho pélvico, corrigindo a diástase abdominal e prevenindo problemas como incontinência urinária e fecal.

Ela também contribui para minimizar dores durante a relação sexual e retomar a atividade física de forma segura. O uso de equipamentos como biofeedback, eletroestimuladores e cones pode ser parte do tratamento. Outros benefícios incluem o alívio de dores pélvicas e lombares, melhora da postura, auxílio na cicatrização de lacerações e episiotomias, estímulo à circulação local e redução do risco de tromboses.

Exercícios suaves, como técnicas de respiração e estímulo à circulação, podem ser iniciados logo após o parto, especialmente em cesarianas, para prevenir complicações. A reabilitação mais intensiva, no entanto, deve começar após seis semanas, com liberação médica, dependendo do tipo de parto e da recuperação da mulher.

Leia também sobre "Perda urinária em mulheres", "Incontinência urinária" e "Incontinência fecal".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e da Cleveland Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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