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Seroma - definição, causas, características clínicas, diagnóstico, tratamento e possíveis complicações

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
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Seroma - definição, causas, características clínicas, diagnóstico, tratamento e possíveis complicações

O que é seroma?

Um seroma é uma complicação comum que ocorre após uma lesão ou, mais comumente, após uma cirurgia. É um acúmulo de fluido claro ou levemente turvo que se deposita em uma cavidade ou área do corpo, ou entre camadas de tecido separadas durante uma cirurgia ou trauma, onde o tecido foi danificado. Por vezes, trata-se de um acúmulo de líquido entre dois tecidos que foram descolados um do outro durante o evento em causa.

O seroma consiste em fluido linfático ou plasma sanguíneo que extravasa dos vasos sanguíneos ou linfáticos danificados.

Quais são as causas do seroma?

Quando o organismo é lesado, intencionalmente ou não, o corpo reage com mecanismos de defesa e de recuperação dos tecidos. Nesse sentido, os vasos que carregam o sangue e a linfa e que normalmente seguram esses líquidos em seu interior se tornam temporariamente permeáveis e permitem a passagem de líquido para o exterior, formando o seroma.

Esta é, na verdade, uma manifestação de um processo inflamatório do organismo e faz parte das reações para recuperar o tecido lesado. Por isso, ele é comum nas primeiras semanas de pós-operatório.

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver seroma, como a extensão da cirurgia, a presença de infecção, trauma nos tecidos, obesidade e distúrbios linfáticos preexistentes.

Qual é o substrato fisiopatológico do seroma?

A fisiopatologia do seroma envolve vários fatores:

  1. Durante uma cirurgia ou lesão, ocorre dano aos tecidos, levando a uma resposta inflamatória natural do corpo. Essa resposta causa um aumento na permeabilidade dos vasos sanguíneos, permitindo a liberação de fluido para o espaço entre os tecidos.
  2. Após a cirurgia ou trauma, o sistema linfático pode ser comprometido, resultando na diminuição da capacidade de drenagem do excesso de fluidos. Isso pode acontecer devido à remoção dos gânglios linfáticos durante a cirurgia ou à lesão direta no sistema linfático.
  3. O seroma é absorvido pelo corpo ao longo do tempo, à medida que o sistema linfático se recupera e retoma sua capacidade de drenagem. Mas, por vezes, essa reabsorção pode não ser suficiente. Por isso, em certos casos, pode ser necessária a drenagem do fluido por meio de procedimentos médicos, como aspiração com uma seringa ou colocação de drenos.
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Quais são as características clínicas do seroma?

O seroma é uma decorrência (complicação?) cirúrgica muito comum. Ele não é sinal de infecção, mas pode causar desconforto na área afetada. Costuma surgir nas primeiras 2 semanas do pós-operatório e pode durar entre 2 a 3 semanas até ser reabsorvido. No entanto, esse tempo varia de acordo com a quantidade de líquido acumulado, o tipo de tecidos afetados e as possíveis complicações. Em casos mais graves, o seroma pode demorar vários meses para ser corrigido, especialmente se forem necessárias cirurgias corretivas.

Ele pode ser identificado a partir dos seguintes sinais e sintomas

  • saída de líquido pelas rupturas da pele;
  • inchaço local;
  • flutuação no local da cicatriz;
  • dor na região da cicatriz;
  • pele avermelhada;
  • e aumento da temperatura ao redor da cicatriz.

O líquido que emerge da cicatriz é claro e transparente, mas pode ter coloração avermelhada ou marrom caso esteja misturado com sangue, o que é mais comum logo após a cirurgia.

Como o médico diagnostica a presença de seroma?

O diagnóstico de seroma é feito com base na avaliação clínica. O sinal cardinal do seroma é o extravasamento de líquido. O médico examinará a área cirúrgica, procurando por sinais visíveis de inchaço, sensação de fluidez sob a pele e/ou a presença de uma protuberância ou coleção de líquido. Ele pode realizar uma palpação suave da área afetada para identificar a presença de uma bolsa de líquido.

O paciente poderá relatar inchaço, dor, sensibilidade ou uma sensação de pressão na área operada. Em alguns casos, o médico pode optar por realizar exames adicionais, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, por exemplo, para confirmar a presença do seroma e avaliar sua extensão.

Como o médico trata o seroma?

Em muitos casos, o próprio corpo reabsorve o fluido ao longo do tempo. No entanto, em situações em que o seroma causa desconforto significativo ou não desaparece naturalmente, pode ser necessário drenar o líquido para aliviar os sintomas e colocar um pequeno tubo para drenar a secreção.

O tratamento do seroma envolve a prevenção, quando possível, durante a cirurgia, garantindo uma técnica cirúrgica cuidadosa para minimizar lesões nos tecidos e preservar a integridade do sistema linfático.

Além disso, pode-se usar compressão, drenagem e, em alguns casos, a aspiração para aliviar o acúmulo de fluido e promover a cicatrização mais facilmente.

O tratamento curativo para o seroma envolve a drenagem do fluido acumulado por meio de aspiração com uma agulha e/ou colocação de drenos. Em casos mais graves, pode ser necessária a remoção cirúrgica do seroma. Se houver sinais de infecção, como vermelhidão, inchaço, calor ou febre, o tratamento deverá incluir antibióticos.

Quais são as complicações possíveis com a presença do seroma?

O seroma em si já pode ser considerado uma complicação pós-operatória. Enquanto na maioria dos casos ele se resolve sozinho e não causa problemas, em alguns casos podem surgir complicações secundárias, tais como infecções, dor, inchaço, desconforto, retardo na cicatrização e aumento do tempo necessário para a recuperação completa da cirurgia.

Em casos raros, se o seroma não for tratado, pode exercer pressão sobre os tecidos circundantes, o que pode resultar em danos aos tecidos ou nervos próximos. Em alguns casos, mesmo após a drenagem ou tratamento adequado, o seroma pode reaparecer, exigindo intervenções adicionais.

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Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente do site da U.S. National Library of Medicine.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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