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Oncocitoma – conceito, causas, características clínicas, diagnóstico e tratamento

quinta-feira, 23 de abril de 2020
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Oncocitoma – conceito, causas, características clínicas, diagnóstico e tratamento

O que é oncocitoma?

Um oncocitoma é um tumor constituído por oncócitos, células epiteliais caracterizadas por uma grande quantidade de mitocôndrias, resultando em um citoplasma granular acidofílico abundante. As células e o tumor que elas compõem são geralmente benignos, mas às vezes podem ser pré-malignos ou malignos.

Quais são as causas do oncocitoma?

Como a divisão celular dos oncócitos não está impedida, é possível que eles deem origem a hiperplasias e neoplasias benignas ou (mais raramente) malignas. Pode haver causas ou desencadeamentos mais específicos, na dependência do órgão em que os tumores se localizam.

Leia sobre "Prevenção do câncer", "Limitar o consumo do álcool reduz o risco de câncer" e "Nódulos da tireoide".

Qual é o substrato fisiológico do oncocitoma?

Um oncocitoma é um tumor epitelial composto por oncócitos, grandes células glandulares epiteliais eosinofílicas com núcleos pequenos, redondos e de aparência benigna, com nucléolos grandes. A localização dos tumores parece ser incidental. A incidência deles é maior entre pacientes do sexo masculino que do sexo feminino.

Essas células foram identificadas por Hamperl, em 1931, e, em 1932, Jaffé introduziu o termo oncocitoma para esses tumores. Embora outras designações tenham sido sugeridas, como adenoma oxifílico e mitocondrioma, ela permanece desde então.

Quais são as principais características clínicas do oncocitoma?

Esses tumores foram encontrados nos rins, glândulas salivares, tireoide e outros tecidos e órgãos (paratireoide, glândula lacrimal, adenohipófise e pâncreas), todos com características muito assemelhadas, independentemente do local em que ocorrem.

Oncocitoma renal

O oncocitoma renal se origina das células intercaladas dos ductos coletores do rim. É um tumor benigno, mais comum em homens que em mulheres, que cresce assintomático, embora raros casos de metástases tenham sido relatados. Geralmente é descoberto por acaso na 6ª ou 7ª décadas da vida, quando um exame de imagem é feito em razão de outros motivos.

Em geral ele cresce por expansão, à razão de 0,5 centímetros ao ano, e pode atingir grandes tamanhos (até 15 cm), embora quando diagnosticado geralmente tenha 4 ou 5 centímetros. Pode afetar e prejudicar estruturas vizinhas, por contiguidade, como a artéria renal, por exemplo.

Nos exames de imagens costuma ser difícil diferenciá-lo de tumores malignos, pelo que quase sempre uma biópsia é requerida ou ele só é reconhecido como tal depois da extração cirúrgica. Esse tumor representa 5% a 15% das neoplasias renais cirurgicamente ressecadas.

Oncocitoma das glândulas salivares

O oncocitoma de glândulas salivares é um crescimento neoplásico benigno e bem circunscrito, localizado na glândula parótida na maioria dos casos. Geralmente são unilaterais e raramente bilaterais. Cerca de 20% deles está relacionado à terapia de radiação feita ou outros motivos. Compreende cerca de 1 a 2% de todos os tumores da glândula salivar, sendo mais frequente que a oncocitose ou que os carcinomas oncocíticos.

Macroscopicamente é uma massa tumoral de tamanho inferior a 4 cm, firme, lobulada, de cor vermelho-amarronzada, de crescimento lento e indolor, que aparece, em média, após os 60 anos de idade. A histopatologia é marcada por folhas de grandes oncócitos epiteliais poliédricos e inchados com núcleos localizados centralmente. Os oncocitomas das glândulas salivares são mais comuns nas mulheres que em homens.

Oncocitoma da tireoide

Pode ser benigno (adenoma) ou maligno (carcinoma), o que impõe a necessidade de um diagnóstico diferencial perfeito. Os adenomas oncocíticos são nódulos sólidos encapsulados com uma superfície característica de cor marrom.

A aparência do carcinoma minimamente invasivo é indistinguível da de um adenoma, enquanto o carcinoma amplamente invasivo é obviamente característico. Não existe característica citológica confiável que distinga o adenoma oncocitário do carcinoma e o único critério para o diagnóstico de malignidade é a identificação de invasão. Os pacientes apresentam nódulo tireoidiano, geralmente com função tireoidiana normal. Se o tumor for grande ou invasivo pode haver outros sintomas, como dificuldade em engolir ou falar, por exemplo.

Como o médico diagnostica o oncocitoma?

Quase sempre os oncocitomas são diagnosticados incidentalmente por exames de imagens feitos em razão de outros motivos. Embora essas imagens tenham algumas características próprias, elas não são suficientemente específicas para garantir um diagnóstico definitivo. Somente a biópsia ou o exame anatomopatológico de material extirpado pela cirurgia é capaz de selar o diagnóstico.

Como o médico trata o oncocitoma?

Como são de lenta progressão, geralmente assintomáticos e raramente se tornam malignos, os oncocitomas podem apenas ser monitorados, mas como são radiologicamente indistinguíveis de um carcinoma, devem ser removidos cirurgicamente, por via das dúvidas.

Veja também sobre "Bócio", "Adenocarcinoma" e "Biópsia da tireoide".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites do Oncoguia e do GARD – Genetic and Rare Diseases Information Center.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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