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Biópsia da tireoide - quando deve ser feita?

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O que é biópsia1 da tireoide2?

A biópsia1 da tireoide2 consiste na análise histopatológica de tecido3 orgânico retirado de nódulos tireoidianos4, para decidir se eles são malignos ou não. A maneira mais simples de fazer isso é a aspiração de células5 com agulha fina a partir do nódulo6 tireoidiano em causa, conhecida por punção aspirativa por agulha fina ou PAAF. As células5 aspiradas são posteriormente enviadas para análise em um laboratório de patologia7.

Há outras modalidades e indicações de biópsia1 da tireoide2, mas elas são bem mais raras.

Saiba mais sobre "Biópsia1" e "Nódulos da tireóide".

Como é feita a biópsia1 da tireoide2?

O preparo necessário para a biópsia1 da tireoide2 consiste, praticamente, em suspender medicação anticoagulante8, se for o caso. A biópsia1 tanto pode ser realizada em consultório como em hospital.

Primeiramente, deve identificar e demarcar os nódulos e o local mais adequado para realizar a punção. A agulha, guiada por ultrassonografia9, é inserida diretamente em duas ou três partes diferentes no nódulo6, para obter amostras de diversas áreas dele e aspirar algumas gotas de líquido contendo células5, bem como células5 de áreas sólidas do nódulo6.

As aspirações por agulha fina podem não ser conclusivas, tornando necessária uma biópsia1 cirúrgica para obter uma amostra maior de tecido3. Geralmente é feita uma lobectomia (remoção de um lobo da tireoide2). Essas biópsias10 cirúrgicas têm de ser feitas num hospital, com o paciente sob anestesia11 geral.

Quando há mais de um nódulo6, todos eles devem ser biopsiados. Em outras alterações menos comuns, uma biópsia1 aberta é feita para obtenção de amostras de tecido3 tumoral e exame imunohistoquímico do tecido3 retirado.

Leia sobre "Ultrassonografia9", "Anestesia11 geral" e "Cirurgia da tireoide2".

Por que fazer a biópsia1 da tireoide2?

A biópsia1 da tireoide2 está indicada para o diagnóstico12 citológico dos nódulos tireoidianos4, independentemente do tamanho e características deles. Cerca de 70% dos nódulos da tireoide13 são benignos e o câncer14 só é claramente diagnosticado em apenas cerca de 5% das aspirações por agulha fina.

Quais são as complicações possíveis da biópsia1 da tireoide2?

Acidentes ou complicações de punções tireoidianas, além de dor no local da punção, são muito raros.

Veja também sobre "Bócio15" e "Câncer14 da tireoide2".

 

ABCMED, 2016. Biópsia da tireoide - quando deve ser feita?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/tireoide/1281383/biopsia+da+tireoide+quando+deve+ser+feita.htm>. Acesso em: 17 jun. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
2 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
3 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
4 Nódulos tireoidianos: Nódulos da tireoide resultam em crescimentos anormais de células da tireoide, que formam protuberâncias dentro da glândula, normalmente visíveis sob a pele do pescoço.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Nódulo: Lesão de consistência sólida, maior do que 0,5cm de diâmetro, saliente na hipoderme. Em geral não produz alteração na epiderme que a recobre.
7 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
8 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
9 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
10 Biópsias: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
11 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
12 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
13 Nódulos da tireoide: Nódulos da tireoide resultam em crescimentos anormais de células da tireoide, que formam protuberâncias dentro da glândula, normalmente visíveis sob a pele do pescoço.
14 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
15 Bócio: Aumento do tamanho da glândula tireóide, que produz um abaulamento na região anterior do pescoço. Em geral está associado ao hipotireoidismo. Quando a causa desta doença é a deficiência de ingestão de iodo, é denominado Bócio Regional Endêmico. Também pode estar associado a outras doenças glandulares como tumores, infecções ou inflamações.
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