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Linfadenite - como ela é?

sexta-feira, 10 de maio de 2019
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Linfadenite - como ela é?

O que são linfonodos?

Os linfonodos ou gânglios linfáticos são pequenos nódulos ovoides atravessados por canais, cujo tamanho varia de alguns milímetros a dois centímetros. Eles são distribuídos em grupos ao longo do curso de vasos linfáticos localizados em todo o corpo e a principal função deles é filtrar e destruir microrganismos e células anormais que tenham sido coletadas no fluido linfático. Quando eles se infectam, tornam-se dolorosos e sensíveis, constituindo aquilo que popularmente se denomina “ínguas”.

Cada pessoa tem cerca de 600 linfonodos em seu corpo. Eles existem em diversos pontos da rede linfática, uma rede de ductos que faz parte do sistema de defesa do organismo. Quando estão em seu estado normal, os linfonodos só podem ser sentidos (palpados) abaixo da mandíbula, sob os braços e na área da virilha.

Saiba mais sobre "Ínguas ou linfadenopatias".

O que é linfadenite?

Linfadenite é a inflamação ou aumento de volume de um ou mais linfonodos. A linfadenite pode afetar um único nódulo (linfadenopatia localizada), um grupo de nódulos (linfadenopatia regional) ou pode ser generalizada. O início e o curso da linfadenite podem ser agudos, subagudos ou crônicos, conforme sua causa.

A linfadenite localizada ou regional envolve um ou alguns gânglios próximos à área onde a infecção começou. Por exemplo, gânglios aumentados devido a uma infecção da amígdala podem ser sentidos na área do pescoço. A linfadenite generalizada ocorre em dois ou mais grupos de linfonodos e pode ser causada por uma infecção que se espalha pela corrente sanguínea ou por outra doença que afeta todo o corpo.

Quais são as causas da linfadenite?

Quando os gânglios linfáticos são infectados, isso é sinal de que alguma infecção começou em algum lugar próximo à área de drenagem deles. As infecções que se espalham para os gânglios linfáticos são causadas por bactérias, vírus ou fungos. É importante saber como a infecção se espalhou para os gânglios linfáticos para que seja feito o tratamento correto.

Qual é o mecanismo fisiológico da linfadenite?

Os linfonodos, cheios de glóbulos brancos, são a primeira barreira de defesa contra as infecções, tentando reter os agentes infectantes para que eles não se espalhem pelo corpo. Com isso, eles próprios se tornam infectados. Isso significa que eles estão numa “batalha” contra os agentes infectantes. Se conseguem vencer, contribuem para que a infecção seja debelada. Se são vencidos, a infecção se espalha pelo corpo, gerando uma sepse (infecção generalizada). Raramente, os nódulos linfáticos podem aumentar de tamanho sem sinais de infecção devido à uma “batalha” contra o espalhamento de células cancerosas.

Leia sobre "Bactérias", "Vírus", "Fungos" e "Agentes infecciosos".

Quais são as principais características clínicas da linfadenite?

O aumento de tamanho dos linfonodos é uma característica comum a uma grande variedade de doenças e pode servir como um ponto focal para investigação clínica subsequente de doenças do sistema reticuloendotelial ou infecção regional. A maioria dos casos representa uma resposta benigna de defesa contra a infecção localizada ou sistêmica.

A maioria das pessoas com linfadenite exibe pequenos linfonodos cervicais, axilares e inguinais palpáveis. Menos comum é o aumento dos linfonodos suboccipitais ou pós auriculares. Os linfonodos supraclaviculares palpáveis, epitrocleares e poplíteos são incomuns, assim como os linfonodos mediastinais e abdominais aumentados.

O principal sintoma da linfadenite é o aumento dos gânglios linfáticos. Os sintomas causados por um linfonodo ou grupo de linfonodos infectados podem incluir gânglios que aumentam de tamanho e tornam-se mais macios, avermelhados e dolorosos, e que podem se tornar cheios de pus (abscesso) e drenar para a pele.

Muitas vezes a linfadenite é a primeira indicação de um foco infeccioso ainda não conhecido ou detectado. Por outro lado, a linfadenite sugere a localização da infecção.

Como o médico diagnostica a linfadenite?

O diagnóstico é feito, em princípio, a partir da história clínica, dos sintomas e do exame físico do paciente. Sintomas como calafrios e febre devem ser associados com qualquer viagem recente, qualquer ruptura na pele e contato recente com gatos ou outros animais. Durante o exame físico, o médico procurará sinais de infecção na região drenada para os linfonodos aumentados.

Além disso, outros recursos podem ser necessários para ajudar a fazer o diagnóstico: exames de sangue para detectar infecção, extração de uma amostra de tecido do linfonodo ou de líquido de dentro do linfonodo para estudar sob microscópio ou exame de cultura do fluido do linfonodo para ver que tipo de germe cresce.

Como o médico trata a linfadenite?

O tratamento dependerá de certas caraterísticas do paciente: idade, saúde geral, quão bem ele pode lidar com tratamentos específicos, sua opinião ou preferências sobre o tratamento que irá receber.

O tipo exato de tratamento dependerá do tipo de infecção que se espalhou para os nódulos linfáticos. O tratamento para linfadenite pode incluir antibióticos, medicações para controlar a dor e a febre e para reduzir o inchaço. Pode ser necessária cirurgia para drenar um linfonodo cheio de pus, se for o caso.

Veja também sobre "Drenagem linfática" e "Circulação linfática".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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