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Citomegalovírus: o que sente uma pessoa infectada pelo citomegalovírus? Tem como evitar?

sexta-feira, 23 de junho de 2017
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Citomegalovírus: o que sente uma pessoa infectada pelo citomegalovírus? Tem como evitar?

O que é o citomegalovírus?

O citomegalovírus (CMV) é um vírus comum que pode infectar qualquer pessoa e que permanece latente no corpo por toda a vida, só causando sintomas em situações em que o sistema imunológico encontra-se debilitado. Nesse sentido, comporta-se como o vírus da herpes.

Além do homem, o vírus pode infectar o macaco e roedores, levando à aparição de células gigantes que apresentam inclusões intranucleares. O citomegalovírus pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e herpes zóster.

Saiba mais sobre "Virose", "Catapora ou varicela", "Herpes Simples", "Herpes genital" e "Herpes zóster".

Como se contrai o citomegalovírus?

O CMV passa de uma pessoa para outra através de fluidos corporais, como sangue, saliva, urina, sêmen e leite materno. Assim, ele pode ser transmitido por tocar nos olhos, nariz ou boca depois de entrar em contato com os fluidos corporais de uma pessoa infectada; por contato sexual com uma pessoa infectada; leite materno de uma mãe infectada; transplante de órgãos; transfusões de sangue e por ocasião do parto (durante o nascimento). O contato casual não transmite o CMV.

Quais são as principais características clínicas da infecção por citomegalovírus?

O CMV experimenta períodos em que permanece adormecido e outros em que se reativa. Se a pessoa estiver saudável, o vírus permanece latente. Durante a ativação, a pessoa contaminada pode passar o vírus a outras pessoas. A maioria dos pacientes infectados apresenta poucos sinais e sintomas.

Pessoas com maior risco de infecção sintomática de CMV incluem recém-nascidos infectados antes do nascimento, bebês que se tornam infectados durante o nascimento, bebês infectados pelo leite materno e pessoas com sistema imunológico enfraquecido. Alguns bebês com citomegalovirose congênita que parecem saudáveis ao nascer podem desenvolver sinais ao longo do tempo (meses ou anos após o nascimento).

Os sinais mais comuns são perda de audição e atraso no desenvolvimento, além de problemas de visão como a coriorretinite. Também pode ocorrer nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, icterícia (pele e olhos amarelados), fígado aumentado e mal funcionante, manchas roxas na pele, erupção cutânea, microcefalia (cabeça anormalmente pequena), baço aumentado, pneumonia, convulsões e imunidade enfraquecida.

Quando a infecção se dá em adultos, eles podem ter sintomas semelhantes aos da mononucleose infecciosa.

Leia sobre "Coriorretinite", "Parto prematuro", "Microcefalia", "Pneumonia", "Convulsões" e "Mononucleose".

Como o médico diagnostica a presença do citomegalovírus?

O vírus pode ser detectado por exame de sangue e de outros fluidos corporais ou exames de amostras de tecido. O exame específico é a pesquisa de anticorpos contra o CMV. Um exame pré-natal (amniocentese) pode determinar se o feto adquiriu ou não a infecção. Na amniocentese será examinada uma amostra de líquido amniótico.

Se o bebê tiver CMV, o médico provavelmente irá recomendar testes adicionais para verificar a saúde dos órgãos do bebê, como fígado e rins. O teste de CMV também pode ser importante se o paciente tiver um sistema imunológico enfraquecido.

Veja mais sobre "Pré-Natal", "Amniocentese" e "Líquido amniótico".

Como o médico trata a infecção pelo citomegalovírus?

Não há cura para o citomegalovírus. No entanto, alguns medicamentos podem ajudar a tratar recém-nascidos e pessoas com sistema imunológico fraco. Adultos saudáveis que desenvolvem CMV na maioria dos casos se recuperam sem medicação. Mas recém-nascidos e pessoas com sistema imunológico comprometido precisam de tratamento quando estão tendo sinais e sintomas da infecção por CMV.

O tipo de tratamento depende da clínica apresenta pelo paciente e da gravidade dos sintomas. O tratamento mais comum é feito em casos graves, com os medicamentos antivirais, os quais podem diminuir a reprodução do vírus, mas não podem eliminá-lo.

Como evolui a infecção pelo citomegalovírus?

Raramente o citomegalovírus causa problemas em pessoas saudáveis. No entanto, em mulheres grávidas e em pessoas com sistema imunológico enfraquecido ele é motivo de preocupação. Uma mulher grávida pode passar o vírus para o bebê, que pode ter sinais e sintomas. Em pessoas com imunidade comprometida, a infecção por CMV pode inclusive ser fatal.

Como prevenir a infecção pelo citomegalovírus?

A higiene cuidadosa é a melhor prevenção contra o CMV.

  • Lavar as mãos com frequência usando água e sabão por 15 a 20 segundos.
  • Evitar o contato com lágrimas e saliva quando beijar uma criança.
  • Evitar compartilhar utensílios com outras pessoas, tais como talheres, copos, instrumentos de sopro, xícaras, etc.
  • Ter cuidado ao descartar fraldas, tecidos e outros itens que foram contaminados.
  • Limpar brinquedos e superfícies que tenham entrado em contato com a urina ou a saliva das crianças.
  • Praticar sexo seguro usando preservativo para evitar a propagação do vírus através do sêmen e de fluidos vaginais.

Se o paciente tiver um sistema imunológico comprometido, pode se beneficiar de uma medicação antiviral preventiva. Vacinas estão sendo testadas, mas ainda não são de uso geral.

Quais são as complicações possíveis da infecção pelo citomegalovírus?

Lesões ulcerosas e dolorosas podem comprometer o sistema digestivo de imunocomprometidos infectados pelo CMV. Nos aidéticos, pode haver coriorretinite levando à cegueira e também complicações no sistema digestivo e no sistema nervoso central. Em casos de transmissão vertical (da mãe para o feto no útero ou ao recém-nascido durante o parto) é importante ter em mente que o CMV é a principal causa de retardo mental nas crianças.

Veja também sobre "Toxoplasmose congênita", "AIDS" e "Retardo mental".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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