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Síndrome de Fregoli

quinta-feira, 11 de julho de 2019
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Síndrome de Fregoli

O que é síndrome de Fregoli?

A síndrome de Fregoli, também chamada de ilusão de Fregoli, delírio de Fregoli ou ilusão de duplas, é um distúrbio raro em que o paciente tem uma crença delirante de que um perseguidor está disfarçado de várias outras pessoas, geralmente familiares ou pessoas próximas.

A síndrome foi primeiro reconhecida em 1927, por Courbon e Fail que descreveram um caso de ilusão, no qual uma jovem parisiense acreditava que duas atrizes parisienses da época a perseguiam de perto. As duas atrizes eram irreconhecíveis para as pessoas porque estavam disfarçadas e “assumiam a forma de pessoas que apenas ela conhecia”.

A síndrome recebeu este nome por causa da extraordinária capacidade do ator italiano da época, Leopoldo Fregoli, de imitar pessoas no palco.

Quais são as causas da síndrome de Fregoli?

Durante as últimas duas décadas, estudos neurofisiológicos e de neuroimagem apontaram para a presença de lesões cerebrais identificáveis, especialmente nas regiões parietais e adjacentes frontais direitas, em uma proporção considerável de pacientes com síndrome de Fregoli e outras síndromes delirantes de identificação errônea.

Alguns estudos levantaram a hipótese de que os delírios relacionados aos medicamentos antiparkinsonianos, sobretudo à L-dopa, seriam uma das principais causas da síndrome de Fregoli. Antes do advento de estudos sobre possíveis causas físicas, esses fenômenos eram explicados predominantemente do ponto de vista psicodinâmico. A síndrome pode também estar relacionada à esquizofrenia. Infelizmente, no entanto, a síndrome de Fregoli tem sido pouco estudada e suas causas ainda não são inteiramente conhecidas.

Saiba mais sobre "Esquizofrenia", "Alucinações" e "Convulsões".

Quais são as características da síndrome de Fregoli?

Essa categoria de síndromes delirantes é caracterizada por atitudes paranoicas (persecutórias) e hostilidade relacionada a pessoas mal identificadas, com comportamentos que variam de ameaças verbais a lesões físicas graves. É comum que os pacientes com a síndrome de Fregoli frequentemente identifiquem erroneamente os membros da equipe de tratamento (por exemplo, enfermeiros, médicos, estagiários, etc.), resultando, por vezes, em comportamento agressivo em relação à equipe.

O principal sintoma da síndrome consiste no fato do paciente acreditar delirantemente na mudança de aparência dos indivíduos à sua volta. Assim, uma irmã, por exemplo, não é reconhecida como irmã, mas como uma perseguidora disfarçada na sua figura.

Outros sintomas podem ocorrer, além de alucinações e delírios: diminuição da memória visual, incapacidade para controlar o comportamento, epilepsia ou episódios de convulsões. Nos delírios, o paciente crê na existência de um perseguidor que assume diferentes aparências disfarçadas em pessoas conhecidas. Ou, dizendo de outra maneira, acreditam que as pessoas conhecidas na verdade estão servindo de disfarce aos perseguidores.

Como o médico diagnostica a síndrome de Fregoli?

O diagnóstico da Síndrome de Fregoli é eminentemente clínico e normalmente feito a partir do comportamento do paciente e dos relatos de familiares e amigos. Um diferencial deve ser feito com a síndrome de Capgras, um transtorno também raro no qual uma pessoa sofre de uma crença ilusória de que um conhecido, normalmente um cônjuge ou outro membro familiar próximo, foi substituído por um impostor idêntico.

Como o médico trata a síndrome de Fregoli?

O tratamento pode ser feito com uma combinação de antipsicóticos orais e antidepressivos. Além disso, nos casos de pacientes com crises convulsivas, o psiquiatra pode receitar antiepilépticos.

Veja também sobre "Antipsicóticos" e "Antidepressivos".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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