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Cistos epidérmicos - conceito, causas, características, diagnóstico, tratamento e evolução

Wednesday, December 23, 2020
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Cistos epidérmicos - conceito, causas, características, diagnóstico, tratamento e evolução

O que são cistos epidérmicos?

Os cistos epidérmicos (ou epidermoides) são pequenos caroços que se desenvolvem sob a pele. Eles não causam outros sinais ou sintomas e nunca são cancerígenos. São frequentemente encontrados na cabeça, pescoço, costas ou órgãos genitais e variam em tamanho, desde poucos milímetros a vários centímetros de diâmetro.

Quais são as causas dos cistos epidérmicos?

Os cistos epidérmicos podem se desenvolver por vários motivos, mas acredita-se que a causa principal seja o acúmulo de queratina presa abaixo da pele. Isso acontece devido a um rompimento da pele ou dos folículos capilares. Quando numerosos, um distúrbio genético subjacente pode ser a causa.

O que é queratina?

A queratina é uma proteína constituída por 15 aminoácidos, sendo um deles a cisteína. Ela é produzida naturalmente nas células da pele e normalmente é empregada na elaboração, conservação e crescimento dos cabelos e das unhas. Nos animais, participa predominantemente na formação dos órgãos duros como escamas, penas, garras, cascos, chifres e carapaças. Ela representa 90% da formação dos folículos pilosos, sendo essencial para que estes tenham vida, elasticidade e resistência.

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Quais são as características clínicas dos cistos epidérmicos?

Os cistos epidérmicos são pequeninas bolsas cheias de restos de queratina branca, que formam pequenas protuberâncias na superfície do corpo. A pele sobrejacente pode permanecer na cor própria ou se tornar esbranquiçada ou amarelada. Os cistos epidérmicos são tipicamente indolores, embora possam algumas vezes ficar inflamados e irritados.

Como o médico diagnostica os cistos epidérmicos?

Para diagnosticar os cistos epidérmicos o médico deve examinar a lesão e a pele ao redor, além de fazer um levantamento do histórico médico do paciente. O médico pode diagnosticar os cistos epidérmicos apenas por esses meios, mas, às vezes, quando a situação não é totalmente típica, é necessário uma ultrassonografia para confirmar o diagnóstico.

Como o médico trata os cistos epidérmicos?

Os cistos epidérmicos não desaparecem completamente por conta própria. O que pode acontecer com eles é diminuírem a um tamanho imperceptível e voltar a crescer novamente. No entanto, não precisam ser removidos, já que não são perigosos. A retirada deles só se justifica quando se tornam incômodos ou restar alguma dúvida quanto à natureza benigna da lesão. Nesses casos, é necessária a intervenção de um dermatologista.

Se o cisto ficar vermelho, inchado ou dolorido, mudar de tamanho ou de característica, ou se infectar, o tratamento pode ser aconselhável. Nesses casos, as opções incluem antibióticos ou cirurgia. Às vezes, o cisto também pode ser drenado ou injetado com uma solução esteroide.

Como evoluem os cistos epidérmicos?

Em quase todos os casos, os cistos epidérmicos não causam problemas e podem permanecer sem tratamento. Espremer o conteúdo do cisto sozinho pode causar inflamação e/ou infecção em outros locais e causar marcas (cicatrizes) ao redor do cisto, o que pode resultar em cicatrizes maiores. Mesmo depois de drenado, é muito possível que o cisto volte a crescer. Se houver alguma alteração significativa na aparência de um cisto, é recomendável consultar o médico para que ele possa monitorar a evolução dessas mudanças.

Quais são as complicações possíveis dos cistos epidérmicos?

O cisto epidérmico pode ficar sensível e inchado, mesmo quando não infectado. O rompimento do cisto leva a uma infecção e requer tratamento imediato. Os cistos podem infeccionar e ficar doloridos, dando origem a abscessos. Em casos muito raros, os cistos epidérmicos podem causar câncer de pele.

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Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic, da Harvard Medical School e da U.S. National Library of Medicine.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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