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Entendendo melhor a síndrome de Cushing

quinta-feira, 7 de maio de 2015
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Entendendo melhor a síndrome de Cushing

O que é a síndrome de Cushing?

A síndrome de Cushing, também chamada de hipercortisolismo, ocorre quando o indivíduo é exposto a altos níveis de cortisol durante um longo período de tempo. Quando isso ocorre em razão de um tumor na glândula pituitária, a condição é dita doença de Cushing.

Quais são as causas da síndrome de Cushing?

A causa mais comum da síndrome de Cushing é o uso não moderado e prolongado de corticoide oral, mas pode também ocorrer quando, por razões patológicas, o organismo produz cortisol em excesso.

Qual é a fisiopatologia da síndrome de Cushing?

As glândulas do sistema endócrino produzem hormônios que regulam processos em todo o corpo. As glândulas adrenais, além de outros hormônios, produzem o cortisol e o excesso deste hormônio pode ocasionar a síndrome de Cushing. Essa condição pode também se originar fora do corpo, quando uma pessoa precisa tomar corticoides em altas doses por um período prolongado. O excesso de produção de cortisol pode provir de uma ou de ambas as glândulas adrenais, geralmente estimuladas por um tumor pituitário, um tumor ectópico secretante de ACTH (hormônio adrenocorticotrófico), uma doença primária da glândula adrenal ou uma síndrome de Cushing familiar.

Quais são os principais sinais e sintomas da síndrome de Cushing?

Os sinais e sintomas mais comuns da síndrome de Cushing são ganho de peso, depósitos de gordura, sobretudo na parte alta das costas, entre os ombros, face arredondada (“cara de lua”), estrias no abdômen, coxas, peito e braços, pele afinada, cicatrizações lentificadas e presença de acnes. As mulheres exibem também espessamento de pelos e ciclos menstruais irregulares ou ausentes. Além disso, pode ocorrer decréscimo da libido, da fertilidade e disfunção erétil. Outros sinais e sintomas podem ser fadiga, fraqueza muscular, depressão, ansiedade, irritabilidade, perda do controle emocional, dificuldades cognitivas, elevação da pressão arterial, maior intolerância à glicose, dores de cabeça e perda de massa óssea.

Como o médico diagnostica a síndrome de Cushing?

A síndrome de Cushing endógena pode ser difícil de diagnosticar, porque ela compartilha os mesmos sintomas com outras condições mórbidas. O médico deve proceder a um detalhado exame físico, à procura dos sinais característicos. Se o paciente esteve tomando corticoide por um longo tempo, isso será um elemento importante para orientar o médico. Alguns exames de laboratório ajudam no diagnóstico: testes de urina e de sangue podem medir os níveis de cortisol; um teste de saliva mostrará as variações da produção de cortisol durante o dia; exames de imagens, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, permitem um estudo das glândulas pituitária e adrenais detectando anormalidades como tumores, por exemplo.

Como o médico trata a síndrome de Cushing?

O tratamento da síndrome de Cushing visa diminuir o nível de cortisol no organismo do paciente e deve ser orientado para solucionar a causa do problema. Caso o paciente esteja tomando corticoide a longo tempo, deve suspender a medicação. Isso, no entanto, deve ser necessariamente feito com orientação médica, por duas razões principais:

  1. A retirada do remédio deve ser gradual e não brusca.
  2. O médico deve monitorar adequadamente como ficará o motivo pelo qual o paciente estava tomando corticoide e, eventualmente, substituí-lo por outro remédio.

Nos casos em que o organismo esteja produzindo o hormônio em excesso medicamentos podem ser usados para controlar a produção do cortisol. Nos casos em que haja um tumor da pituitária ou das adrenais está indicada a remoção cirúrgica do mesmo ou da própria glândula. Após a cirurgia é aconselhável fazer radioterapia e pode ser necessário um tratamento de reposição.

Como evolui a síndrome de Cushing?

Após o tratamento adequado, a produção de cortisol pode voltar ao normal e melhorar muito os sintomas. Quanto mais cedo o tratamento for instituído, melhores serão os resultados.

Quais são as complicações possíveis da síndrome de Cushing?

As complicações mais usuais da síndrome de Cushing não tratada são osteoporose, pressão alta, diabetes, infecções frequentes e perda de força e massa musculares. Quando há um tumor da pituitária, a síndrome de Cushing, então dita doença de Cushing, pode interferir com a produção de outros hormônios comandados por essa glândula.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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