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Síndrome metabólica: conceito, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução, prevenção e possíveis complicações

Wednesday, August 27, 2014
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Síndrome metabólica: conceito, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução, prevenção e possíveis complicações

O que é a síndrome metabólica?

Chama-se síndrome metabólica a um conjunto de fatores individuais que aumentam muito o risco de desenvolver doenças cardiovasculares ou diabetes tipo 2. Ela foi primeiramente aventada na década de 80, por um pesquisador chamado Reaven, o qual observou que doenças cardiovasculares frequentes estavam muitas vezes associadas à obesidade.

Quais são as causas da síndrome metabólica?

A síndrome metabólica parece se dever sobretudo a uma dieta desequilibrada associada a um estilo sedentário de vida e a fatores constitucionais do indivíduo. Caracteriza-se pela observação de que condições como a obesidade, a hipertensão arterial, as alterações na glicose, nos triglicerídeos e no colesterol estão unidas por um elo comum, chamado resistência insulínica e relacionadas com doenças cardiovasculares. Essa resistência corresponde à dificuldade que tem esse hormônio de exercer suas ações. A insulina é responsável por passar a glicose do sangue às células, participando também do metabolismo das gorduras, além de ter outras funções. As dificuldades de ação da insulina correspondem a um conjunto de doenças que têm como base comum a resistência insulínica. O conjunto de sintomas da síndrome metabólica está intimamente correlacionado e uns levam aos outros, formando um ciclo complexo e difícil de ser interrompido. Do mesmo modo, a melhoria de um deles implica em melhoria dos outros.

Quais são os principais sinais e sintomas da síndrome metabólica?

Os dados constituintes da síndrome, que em si já são patológicos (obesidade, hipertensão, alterações dos níveis da glicose sanguínea, dos triglicerídeos, do colesterol e a presença de albuminúria), podem ainda desencadear infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2, insuficiência renal, cataratas, etc. Além disso, aumenta a coagulação sanguínea e as consequências decorrentes dela.

Como o médico diagnostica a síndrome metabólica?

Não há um critério unanimemente aceito em todas as partes do mundo para definir a síndrome. No Brasil existe o Consenso Brasileiro sobre Síndrome Metabólica, documento referendado por diversas entidades médicas e que a define mediante a presença de pelo menos três de cinco pontos:

  • Obesidade central: circunferência da cintura superior a 88 centímetros na mulher e 102 centímetros no homem.
  • Hipertensão arterial: pressão arterial sistólica maior que 130 mmHg e pressão diastólica maior que 85 mmHg.
  • Glicemia: acima de 110 mg/dl ou diagnóstico de diabetes mellitus.
  • Triglicerídeos: maior que 150 mg/dl, dosados no sangue.
  • HDL colesterol (“colesterol bom”): abaixo de 40 mg/dl em homens e de 50 mg/dl em mulheres, dosado no sangue.

Alguns pesquisadores acrescentam, ainda, a albuminúria, que é a perda de albumina na urina.

Como o médico trata a síndrome metabólica?

Cada componente da síndrome deve ser tratado individualmente, para diminuir os riscos de eventos cardiovasculares. É fundamental uma mudança do estilo de vida para um modo mais saudável, mesmo que menos prazeroso. Deve-se promover a perda de peso, evitar o fumo e realizar atividades físicas orientadas. Em alguns casos pode ser feito uso de medicações, sob orientação médica, para controlar a hipertensão, os níveis de colesterol, de açúcar e outros sinais ou sintomas.

Como evolui a síndrome metabólica?

Os indivíduos acometidos pela síndrome metabólica estão mais sujeitos às doenças cardiovasculares e ao diabetes tipo 2 e têm uma menor expectativa de vida.

Como prevenir a síndrome metabólica?

É importante formar hábitos alimentares saudáveis desde a infância, controlar o peso, fazer exercícios físicos, não fumar e manter controle laboratorial sobre os níveis de colesterol, glicose e triglicerídeos.

Quais são as complicações possíveis da síndrome metabólica?

As pessoas acometidas pela síndrome metabólica estão sob o risco de morte por problemas cardiovasculares duas a três vezes maior que a população geral.

A síndrome metabólica também aumenta o risco de diabetes tipo 2 e das complicações decorrentes desta patologia.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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