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Asfixia: conceito, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção

Tuesday, September 2, 2014
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Asfixia: conceito, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção

O que é asfixia?

Em seu funcionamento normal o organismo deve estar permanentemente tomando oxigênio do ambiente e eliminando o gás carbônico. Essa troca do oxigênio pelo gás carbônico se dá nos alvéolos pulmonares. A asfixia (ou sufocação) acontece nas situações em que o oxigênio é impedido de chegar aos alvéolos. A asfixia (ou sufocação) é a síndrome causada pela insuficiência de oxigenação do organismo, a qual, se prolongada, conduz à morte. A privação de oxigênio pode dar-se de forma completa ou incompleta, rápida ou lenta, externa ou interna e pode acontecer tanto por falta de oxigênio no ambiente como por obstrução mecânica das vias respiratórias ou por impossibilidade de realizar a inspiração ou a expiração. Uma condição a mais é aquela em que, por razões químicas ou mecânicas, embora o oxigênio chegue aos alvéolos, não consegue realizar as trocas gasosas necessárias.

No passado, a asfixia já foi usada como meio de se executar a pena de morte e atualmente ainda é usada para a prática de suicídios e de homicídios. As ameaças de morte por asfixia também são usadas às vezes como meios de tortura.

Quais são as causas da asfixia?

O impedimento para que o oxigênio chegue aos alvéolos ou não seja trocado pelo gás carbônico pode ter várias causas, dentre elas: causas químicas, afogamento, enforcamento, parada dos músculos respiratórios como acontece, por exemplo, em algumas doenças nervosas degenerativas, envenenamento, aspiração de substâncias nocivas, broncoaspiração de vômitos ou objetos estranhos, falta de oxigênio como, por exemplo, se o indivíduo fica em um ambiente sem ventilação, impossibilidade de inspirar ou expirar, como acontece nos casos de paralisia dos músculos respiratórios ou esmagamento do tórax, etc.

Quais são os principais sinais e sintomas da asfixia?

Os sinais e sintomas da deficiência ou falta de oxigênio depende de sua intensidade, duração e instalação mais ou menos aguda ou crônica, bem como de sua causa. Um grande número de casos de asfixia acontece por razões mecânicas agudas, como aspiração de corpo estranho por crianças, e se constituem em urgências médicas. Nesses casos deve-se cuidar da permeabilidade das vias respiratórias antes mesmo que da função cardíaca. Em geral, ela pode ser mais rapidamente fatal que os eventos cardíacos.

Os principais sinais e sintomas gerais da falta ou insuficiência de oxigênio são: palidez, dilatação das pupilas, respiração ruidosa, tosse, cianose na face e nas extremidades. Se a asfixia for duradoura ela pode causar inconsciência com parada cardíaca e respiratória, cianose e, finalmente, morte.

Como o médico diagnostica a asfixia?

Muitas vezes o diagnóstico de asfixia pode ser feito pela simples observação do paciente. O paciente habitualmente exibe uma grande ânsia por ar e uma grande agitação, além dos sintomas próprios antes descritos. É comum que a respiração da pessoa asfixiada por causas mecânicas, enquanto ela for possível, emita sons estranhos, alguns deles audíveis pelos circunstantes, outros só audíveis na ausculta pulmonar com estetoscópio.

O que você pode fazer em casos de asfixia por aspiração de corpos estranhos?

Um grande número de casos de asfixia é causado pela aspiração acidental de objetos estranhos. Quase sempre você terá que prestar os primeiros socorros, antes da chegada do auxílio médico. Em se tratando de uma criança pequena, abra-lhe a boca e tente extrair o corpo estranho, com muito cuidado para não empurrá-lo ainda mais para baixo. Coloque-a de cabeça para baixo, sacuda a criança e bata-lhe nas costas, com a mão aberta. Isto talvez ajude a expulsar o objeto estranho. Sendo um adulto, coloque-se por trás da vítima e passe-lhe o braço em volta da cintura; feche o seu punho e coloque-o logo acima do umbigo, cubra o punho com a outra mão e pressione firmemente para dentro e para cima; repita essa operação tantas vezes quantas forem necessárias; se a respiração não se restabelecer e a vítima estiver com as extremidades arroxeadas, faça respiração boca a boca. Nunca abandone a vítima para pedir auxílio; peça a outras pessoas para fazerem isso.

Como o médico trata a asfixia?

Algumas formas de asfixia são desde logo mortais; outras representam quadros de urgência e devem ser atendidas com prontidão. A forma mais banal e comum de asfixia é aquela causada pela aspiração de corpo estranho pelas vias respiratórias. Em muitas situações em que há dificuldades ou impossibilidades das trocas se processarem, o médico pode promover um suprimento de oxigênio numa concentração e pressão maior que a encontrada no ambiente, geralmente por meio de respiradores artificiais. Nos casos em que a asfixia se deva a obstruções das vias respiratórias, o paciente corre risco de vida e o médico ou a pessoa que o assiste têm de tomar medidas de urgência. Se a obstrução for apenas parcial, o fator obstrutivo talvez possa ser retirado por broncoscopia. Em alguns casos, uma cirurgia pode ser necessária.

Como prevenir a asfixia?

Evitar ou tratar as doenças ou situações que dificultem ou impeçam a respiração normal.

Quais são as complicações possíveis da asfixia?

As asfixias prolongadas não fatais podem deixar sequelas neurológicas graves. As asfixias que ocorrem durante o parto, antigamente mais frequentes que na atualidade, podem também resultar em sequelas neurológicas motoras ou intelectuais ou em epilepsia.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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