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Resfriado comum: como é? Quais os sintomas? Como prevenir ou tratar?

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O resfriado comum, também conhecido como rinofaringite, e a gripe1, são enfermidades diferentes. Os resfriados comuns são comumente causados por rinovírus ou coronavírus, enquanto a gripe1 é causada pelo vírus2 influenza3. Existem mais de 200 vírus2 causadores do resfriado comum, mas o rinovírus é o mais comum deles. Trata-se de uma infecção4 viral aguda, menos grave e mais frequente que a gripe1, mas de sintomas5 parecidos, ocorrendo mais de um bilhão de vezes a cada ano, nos Estados Unidos, sendo a principal causa de falta às aulas, pelas crianças e, ao trabalho, pelos adultos.

Embora possa acontecer em qualquer época do ano, o resfriado comum é mais incidente6 nos períodos de clima frio, em que o vírus2 é mais resistente. Também especula-se o fato de que durante o frio as pessoas se aglomerem mais e permaneçam um maior tempo em ambientes fechados, o que também facilitaria a transmissão da doença.

Como se “pega” o resfriado comum?

A principal maneira de transmissão do resfriado comum é inalatória, através da absorção de gotículas de saliva ou secreções, expelidas pela pessoa contaminada quando tosse, espirra ou assoa o nariz7. Os vírus2 do resfriado comum podem ser transmitidos também pelo contato direto com secreções nasais infectadas ou por objetos contaminados. O período de incubação8 do resfriado comum é de apenas alguns poucos dias (dois ou três). A transmissão é mais comum em locais de aglomeração de pessoas, sendo frequente em creches e escolas, devido a pouca imunidade9 das crianças e, frequentemente, a maus hábitos higiênicos.

Quais são os sintomas5 mais frequentes do resfriado comum?

Os sintomas5 mais frequentes do resfriado comum duram de cinco a sete dias e são tosse, garganta10 inflamada, coriza11 nasal, perda do apetite e, por vezes, febre12. Pode haver também dor de cabeça13 e mal-estar geral. A febre12 é mais rara em adultos e mais comum em crianças. Quanto menor a idade, mais frequente a febre12. A coriza11 nasal pode ser translúcida, esbranquiçada ou esverdeada, na dependência dos fatores etiológicos, sem que isso indique graus de gravidade da situação. Em geral, as regiões corporais mais afetadas são o nariz7 (rinites), a garganta10 (faringites) e os seios paranasais14 (sinusites).

Como prevenir ou tratar o resfriado comum?

Uma vez estabelecido, o resfriado comum não tem um tratamento específico. Deve-se tratar sintomaticamente a febre12, a tosse e as dores porventura existentes e cuidar da hidratação. A congestão nasal pode ser aliviada com antihistamínicos ou outros descongestionantes nasais. A doença geralmente é autorresolutiva, mas deve-se observar um relativo repouso e evitar excessos físicos.

A melhor maneira de prevenir o resfriado comum é evitar as aglomerações, uma vez que a enfermidade se transmite principalmente por via inalatória. A lavagem frequente das mãos15 é uma medida importante para evitar a contaminação direta. A vacinação é ineficaz devido à grande variedade de vírus2 transmissores e a frequente mutação16 deles.

Como evolui o resfriado comum?

Normalmente, a doença evolui para a cura em cinco a sete dias, mas pode evoluir para uma pneumonia17, especialmente em pessoas idosas, imunodeprimidas ou debilitadas. Outras complicações possíveis são infecções18 da garganta10 ou dos ouvidos.

ABCMED, 2013. Resfriado comum: como é? Quais os sintomas? Como prevenir ou tratar?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/338934/resfriado-comum-como-e-quais-os-sintomas-como-prevenir-ou-tratar.htm>. Acesso em: 16 nov. 2018.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
2 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
3 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
4 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
5 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
6 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
7 Nariz: Estrutura especializada que funciona como um órgão do sentido do olfato e que também pertence ao sistema respiratório; o termo inclui tanto o nariz externo como a cavidade nasal.
8 Incubação: 1. Ato ou processo de chocar ovos, natural ou artificialmente. 2. Processo de laboratório, por meio do qual se cultivam microrganismos com o fim de estudar ou facilitar o seu desenvolvimento. 3. Em infectologia, é o período que vai da penetração do agente infeccioso no organismo até o aparecimento dos primeiros sinais da doença.
9 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
10 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
11 Coriza: Inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo.
12 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
13 Cabeça:
14 Seios paranasais: Seios paranasais são cavidades preenchidas de ar localizadas no interior dos ossos do crânio e da face, que se comunicam com a cavidade nasal.
15 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
16 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
17 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
18 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
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