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Gangrena - saiba como ela é!

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O que é gangrena1?

A gangrena1 é uma condição séria que ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma área de tecido2 é cortado, fazendo com que o tecido2 correspondente se degenere e morra. Pode afetar qualquer parte do corpo, mas geralmente começa nos dedos dos pés, nos pés, nos dedos das mãos3 e nas mãos3. Se não for adequadamente tratada em tempo, a evolução da gangrena1 é potencialmente fatal.

Quais são as causas da gangrena1?

A gangrena1 pode ocorrer como resultado de uma lesão4, infecção5 ou uma doença crônica que afete a circulação6 sanguínea, bloqueando-a. As doenças crônicas que prejudicam o sistema circulatório7, podendo levar à gangrena1, incluem diabetes8, doença arterial periférica e doença de Raynaud9. Lesões10 traumáticas como queimaduras ou mordidas de animais infectadas também podem interromper o fluxo sanguíneo em setores do corpo e causar gangrena1.

Saiba mais sobre "Diabetes8", "Doença arterial periférica", "circulação6 nos membros inferiores" e "Doença de Raynaud9".

Quais são as principais características clínicas da gangrena1?

Os sintomas11 da gangrena1 incluem vermelhidão e inchaço12 na área afetada, perda de sensibilidade ou dor intensa e feridas ou bolhas na área afetada que sangram ou produzem um pus13 fétido. A gangrena1 transforma a pele14 comprometida numa área de cor preta esverdeada.

A gangrena1 existe em duas formas: seca e úmida. A gangrena1 seca ocorre quando o suprimento de sangue15 para o tecido2 é simplesmente cortado. A área fica seca, encolhe e fica preta. A gangrena1 úmida ocorre se as bactérias invadem esse tecido2, fazendo-o inchar, drenar líquidos e cheirar mal.

Os sintomas11 da gangrena1 dependem de sua localização e causa. A gangrena1 seca começa com uma linha vermelha ao redor da área afetada. Com a progressão, essa área fica seca e preta. Outros sintomas11 da gangrena1 são desaquecimento e dormência16 na área afetada, feridas que continuam surgindo no mesmo local, inchaço12 ao redor da ferida, febre17 persistente e inexplicável superior a 38° C, descoloração marcante da pele14, com tons de preto esverdeado, azul, vermelho ou bronze, pus13 ou secreção de uma ferida, bolhas e sensação de crepitação18 sob a pele14, confusão mental, pressão arterial19 baixa e choque20.

Como o médico diagnostica a gangrena1?

Primeiramente será tomada uma história médica que possa levantar alguma condição prévia que seja compatível com a gangrena1. Em sequência, o médico fará um exame físico para verificar se há sinais21 de morte de tecido2. O médico também pode solicitar alguns exames de laboratório para verificar se há gangrena1, pode coletar amostras de tecido2 ou líquido da área afetada e examiná-las em laboratório. Se achar que a pessoa tem uma gangrena1 interna, ele pode solicitar exames de imagem ou cirurgia para ter certeza.

Além do exame de sangue15, o médico pode pedir exames de imagens (radiografia, tomografia computadorizada22 ou ressonância magnética23) que serão usados para visualizar estruturas internas do corpo e avaliar até que ponto a gangrena1 se espalhou. Um arteriograma pode ajudar a visualizar a permeabilidade24 das artérias25.

Como o médico trata a gangrena1?

Quanto mais precocemente a gangrena1 for tratada, maior será o sucesso do tratamento. Os principais tratamentos incluem cirurgia para remover tecido2 danificado, desbridamento26 e antibióticos para prevenir ou tratar qualquer infecção5 subjacente que possa estar presente. Em casos mais graves, pode ser necessário amputar uma parte inteira do corpo, como um dedo do pé, o próprio pé ou a parte inferior da perna.

O tratamento da gangrena1 consiste, além do uso de antibióticos para matar bactérias na área afetada e de cirurgia para remover o tecido2 morto em desbridamento26, oxigenoterapia hiperbárica27 e cirurgia vascular28 para melhorar a circulação6.

Como prevenir a gangrena1?

Muitos casos de gangrena1 podem ser prevenidos, cuidando das condições que podem levar a ela. Manter o diabetes8 sob controle, parar de fumar, manter uma dieta saudável e fazer exercícios regulares também podem reduzir o risco de desenvolver gangrena1.

A pessoa deve observar atentamente todas as feridas se elas apresentarem sinais21 de infecção5 ou se a pessoa tiver certas condições que possam afetar a circulação6 sanguínea, como diabetes mellitus29, doença vascular periférica30 e doença de Raynaud9.

Quais são as complicações possíveis da gangrena1?

As complicações possíveis da gangrena1 são: grandes áreas de cicatrizes31, necessidade de cirurgia reconstrutiva e amputação32. Casos graves de gangrena1 podem levar à falência de órgãos e até à morte.

Leia também sobre "Parar de fumar", "Gangrena1 gasosa", "Necrose33" e "Fasciíte necrosante34".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites da Mayo Clinic, da Johns Hopkins Medicine e do National Health Service do Reino Unido (NHS).

ABCMED, 2019. Gangrena - saiba como ela é!. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1347678/gangrena+saiba+como+ela+e.htm>. Acesso em: 16 dez. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Gangrena: Morte de um tecido do organismo. Na maioria dos casos é causada por ausência de fluxo sangüíneo ou infecção. Pode levar à amputação do local acometido.
2 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
3 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
4 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
5 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
7 Sistema circulatório: O sistema circulatório ou cardiovascular é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
8 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
9 Doença de Raynaud: Condição hereditária, não associada a outras doenças (Raynaud primário), que afeta o fluxo sanguíneo nas extremidades do corpo humano quando submetido a baixas temperaturas ou estresse. Ocorre pela redução do suprimento de oxigênio. A pele fica esbranquiçada, empalidecida, fria e pode ficar dormente. Quando o oxigênio é totalmente consumido pelas células, a pele começa a adquirir uma coloração azulada ou roxa (chamada cianose). Estes eventos são episódicos, com duração variável de acordo com a gravidade da doença. No final do episódio, a pele é aquecida e volta a ficar avermelhada por vasodilatação. Na variação mais comum da doença de Raynaud há três mudanças de cores (branca ou pálida; azul, roxa ou cianótica; e avermelhada ou rubra). Alguns pacientes não apresentam todas as fases de mudanças de cores.
10 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
11 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
12 Inchaço: Inchação, edema.
13 Pus: Secreção amarelada, freqüentemente mal cheirosa, produzida como conseqüência de uma infecção bacteriana e formada por leucócitos em processo de degeneração, plasma, bactérias, proteínas, etc.
14 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
15 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
16 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
17 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
18 Crepitação: 1. Ato ou efeito de crepitar 2. Estalo ou estalido provocado pelas fagulhas provenientes do fogo ou da brasa que chamusca ou queima alguma coisa. 3. Qualquer ruído semelhante ao estalo seco e rápido provocado pelo fogo. 4. Em medicina, é a sensação tátil semelhante a um estalido que se tem à palpação da pele, quando ocorre infiltração gasosa devida a enfisema subcutâneo ou a gangrena gasosa. 5. Em ortopedia, é o estalido que fazem as partes de um osso fraturado sob estímulo de certos movimentos. 6. Em pneumologia, é o ruído semelhante a pequenos estalidos que se percebe na ausculta pulmonar em casos de pneumonia ou edema, provocado pela fricção dos alvéolos pulmonares uns contra os outros.
19 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
20 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
21 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
22 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
23 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
24 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
25 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
26 Desbridamento: Retirada de tecido desvitalizado (necrosado) ou de corpo estranho de uma ferida.
27 Hiperbárica: 1. Superior à pressão atmosférica. Que utiliza um ou mais gases, geralmente entre eles está o oxigênio, sob uma pressão superior à normal. 2. Em medicina, significa de peso específico maior que o do líquido cerebrospinal (diz-se de solução anestésica ou de qualquer outro produto aplicado à medula espinhal).
28 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
29 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
30 Doença vascular periférica: Doença dos grandes vasos dos braços, pernas e pés. Pode ocorrer quando os principais vasos dessas áreas são bloqueados e não recebem sangue suficiente. Os sinais são: dor e cicatrização lenta de lesões nessas áreas.
31 Cicatrizes: Formação de um novo tecido durante o processo de cicatrização de um ferimento.
32 Amputação: 1. Em cirurgia, é a remoção cirúrgica de um membro ou segmento de membro, de parte saliente (por exemplo, da mama) ou do reto e/ou ânus. 2. Em odontologia, é a remoção cirúrgica da raiz de um dente ou da polpa. 3. No sentido figurado, significa diminuição, restrição, corte.
33 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
34 Necrosante: Que necrosa ou que sofre gangrena; que provoca necrose, necrotizante.
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