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Coletor menstrual: vantagens e desvantagens

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O que é coletor menstrual?

Um coletor menstrual é um tipo de produto reutilizável de higiene feminina, mais ou menos assemelhado a uma taça ou a um funil, destinado a recolher o fluxo menstrual. É pequeno e flexível, feito de borracha, silicone médico ou plástico elástico, como os usados em cateteres e implantes médicos, que a paciente insere na vagina1 para capturar e coletar fluidos menstruais. Os coletores podem conter uma maior quantidade de sangue2 do que outros métodos, levando muitas mulheres a usá-los como uma alternativa sentida como mais cômoda que os tampões.

Leia também sobre "Menstruação3: mitos e verdades", "Cólicas4 mentruais" e "Fluxo menstrual intenso".

Como usar o coletor menstrual?

O coletor menstrual é um dispositivo a ser inserido na vagina1. Antes de colocar o coletor menstrual a mulher deve lavar bem as mãos5 e untar as bordas do coletor com um lubrificante à base de água.

O coletor menstrual deve ser inserido na vagina1, da mesma forma que um absorvente interno, dobrado em forma da letra C. Como ele é elástico, uma vez dentro do corpo ele retorna à sua forma original, ajustando-se perfeitamente ao canal vaginal (na dependência da escolha correta do tamanho do coletor), formando um vácuo que impede qualquer vazamento. O ideal é que ele fique o mais perto possível da saída da vagina1, mas ainda assim, totalmente inserido.

Um coletor menstrual pode ser usado por 6 a 12 horas seguidas, dependendo da intensidade do fluxo da pessoa, e pode ser reutilizado por até 10 anos. Se o coletor tiver sido inserido corretamente, a mulher pode se mover, pular, sentar, ficar em pé e fazer outras atividades cotidianas sem que ele caia.

O coletor menstrual deve ser removido a cada 12 horas ou menos, conforme a necessidade. Isso significa que poderá ser usado durante a noite. Para retirá-lo a mulher deve fazer uma pinça, com o dedo indicador e o polegar e introduzi-la na vagina1, puxando suavemente para baixo a haste na base do coletor para quebrar o vácuo. Uma vez retirado, esvazie o coletor no vaso sanitário. Lave-o e guarde-o para ser reutilizado outras vezes.

Coletores menstruais como os atuais surgiram na década de 50 e hoje são produzidos e utilizados em diversas partes do mundo, embora as primeiras tentativas de viabilizá-los sejam dos anos 30. A evolução foi se dando sobretudo no uso de materiais mais confortáveis e mais hipoalergênicos.

Veja sobre "EVRA: um novo conceito em anticoncepcionais" e "DIU Mirena".

Como escolher o tamanho do coletor menstrual?

A mulher deve contar com a ajuda do seu ginecologista para determinar qual é o melhor tamanho que se ajusta a ela. Para descobrir o tamanho certo do coletor menstrual, a mulher e seu médico devem levar em conta: idade, comprimento do colo do útero6, se o fluxo é ou não intenso, capacidade do coletor, força dos músculos7 do assoalho pélvico8 e se a mulher deu à luz por via vaginal.

Coletores menstruais menores (tamanho B) geralmente são recomendados para mulheres com menos de 30 anos que não tiveram parto vaginal. Tamanhos maiores (tamanho A) são frequentemente recomendados para mulheres com mais de 30 anos, que deram à luz por via vaginal ou que têm um período mais pesado.

Vantagens e desvantagens do uso do coletor menstrual

Os coletores menstruais foram muito bem aceitos pelas mulheres brasileiras e o uso deles tem tido um crescimento vertiginoso. Algumas vantagens do uso deles são:

  1. Vida útil de até 10 anos.
  2. Evitam o incômodo de carregar absorventes na bolsa.
  3. Não precisam ser descartados a cada ciclo menstrual, uma vez que um absorvente descartável leva cerca de 100 a 500 anos para se decompor no meio ambiente, conforme sua composição.
  4. Os custos com o coletor menstrual são significativamente menores que os que as mulheres teriam com absorventes.
  5. Menores riscos de infecções9.
  6. Os coletores não emanam cheiros desagradáveis, como pode acontecer com absorventes convencionais, porque o sangue2 não tem contato com o ar, o que o “apodrece”.
  7. Os coletores têm maior capacidade de coleta do sangue2 que os absorventes.
  8. Os coletores oferecem maior conforto ao dormir.
  9. Os coletores apresentam menor risco de vazamentos, com maior segurança nas atividades diárias e na prática de esportes, incluindo natação.

Algumas pequenas desvantagens, geralmente transitórias, são:

  1. Algumas mulheres, após iniciarem o uso do coletor menstrual, relatam sentir um aumento em suas cólicas4 menstruais, o que pode ser ocasionado pelo posicionamento incorreto do coletor.
  2. Às vezes, há relato de um certo desconforto inicial que desaparece quando o corpo se acostuma à nova realidade.
  3. Os riscos de vazamentos de um coletor menstrual são muito menores que com um absorvente comum, mas existem. Em geral, são ocasionados quando não é colocado corretamente ou quando não é do tamanho certo para o canal vaginal.
Leia também sobre "Menstruação3 durante a gravidez10", "Menstruação3 atrasada - os motivos" e "Como reduzir os efeitos da TPM".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas do site da Cleveland Clinic.

ABCMED, 2020. Coletor menstrual: vantagens e desvantagens. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/1366453/coletor-menstrual-vantagens-e-desvantagens.htm>. Acesso em: 3 ago. 2020.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
2 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
3 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
4 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
5 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
6 Colo do útero: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
7 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
8 Assoalho Pélvico: Tecido mole, formado principalmente pelo diafragma pélvico (composto pelos dois músculos levantadores do ânus e pelos dois coccígeos). Por sua vez, o diafragma pélvico fica logo abaixo da abertura (outlet) pélvica e separa a cavidade pélvica do PERÍNEO. Estende-se do OSSO PÚBICO (anteriormente) até o COCCIX (posteriormente).
9 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
10 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
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