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Câncer infantil

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O que é câncer1 infantil?

O câncer1 infantil corresponde a um conjunto de várias doenças malignas, cuja proliferação descontrolada de células2 anormais pode ocorrer em qualquer localização no organismo. No Brasil, o câncer1 já representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos (8% do total).

Quais são as causas do câncer1 infantil?

As causas da maioria dos cânceres, seja na infância, seja na idade adulta, não são conhecidas. Em crianças, cerca de 5% dos cânceres são causados por uma mutação genética3 que pode ser passada de pais para filhos. Em adultos, essas mutações geralmente são consequência dos efeitos conjuntos do envelhecimento e da exposição a substâncias cancerígenas, mas no que se refere ao câncer1 infantil a identificação de causas ambientais é mais difícil que em adultos.

Quais são as principais características clínicas do câncer1 infantil?

Os cânceres mais comuns na infância e na adolescência são: as leucemias, os cânceres do sistema nervoso central4 e os linfomas. Também são frequentes nas crianças o neuroblastoma (tumor5 do sistema nervoso6 simpático7), tumor5 de Wilms (tumor5 renal8), retinoblastoma (tumor5 da retina9), tumor5 germinativo (tumor5 das células2 que vão dar origem aos ovários10 ou aos testículos11), osteossarcoma (tumor5 ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Saiba mais sobre "Leucemias", "Linfoma12", "Retinoblastoma", "Osteossarcoma" e "Sarcoma13 de tecidos moles".

1. As leucemias são os cânceres infantis mais comuns (30% do total) e consistem no acúmulo de células2 imaturas do sangue14 na medula óssea15. Há dois tipos de leucemias infantis: (a) a leucemia16 linfoide17 aguda e (b) a leucemia16 mieloide aguda. Assim, comprometem o crescimento e funcionamento dessas células2, podendo atingir gânglios linfáticos18, baço19, fígado20, sistema nervoso central4, testículos11 e outros órgãos. Inicialmente, seus principais sintomas21 são palidez progressiva, cansaço além do normal, infecções22 de repetição, perdas de sangue14 na urina23 e no vômito24 ou no tecido25 celular subcutâneo26, por exemplo.

2. Os tumores do sistema nervoso central4 (cérebro27 e medula espinhal28) vêm em segundo lugar como o tipo mais comum dos cânceres infantis (26%). Os tumores da medula espinhal28 em crianças são menos comuns que os tumores cerebrais. Os tumores do sistema nervoso6 podem produzir sintomas21 diversos, de acordo com sua localização. Entre os possíveis sinais29 e sintomas21 estão o choro aparentemente imotivado, a sonolência excessiva, a apatia30 e as frequentes dores de cabeça31. Esses sintomas21 também são comuns a outras condições mórbidas, mas assumem maior importância se vierem acompanhados de vômitos32 em jatos, alterações da marcha, perda de equilíbrio, convulsões e paralisia33 de um lado do corpo.

3. Os linfomas são cânceres do sistema imunológico34. Sendo assim, afetam as estruturas que atuam na defesa do organismo, como gânglios35, tecidos linfáticos, amígdalas36 ou timo37 e também podem acometer a medula óssea15 e outros órgãos. Existem dois tipos principais de linfomas: o linfoma12 de Hodgkin e o linfoma12 não Hodgkin e ambos podem ocorrer também em adultos. Neste último caso, pode atingir outras partes do corpo, como tórax38 e abdômen. Nos linfomas ocorre crescimento de nódulos em várias partes do corpo, como axilas, virilhas, região supraclavicular, pescoço39, tórax38 e abdômen, por exemplo, associados com febre40 recorrente.

Leia sobre "Tumores cerebrais", "Convulsões" e "Linfoma12 não Hodgkin".

4. O neuroblastoma se inicia ainda no embrião ou feto41 e representa cerca de 6% dos cânceres infantis. Assim, ele se manifesta já em lactentes42 e bebês43 e raramente é diagnosticado depois dos 10 anos de idade, sendo de ocorrência mais comum em crianças entre 2 e 4 anos de idade. É um tumor5 de evolução rápida, que acomete o sistema nervoso6 simpático7, o qual controla, entre outras coisas, a pressão arterial44 e os batimentos cardíacos. A maioria desses tumores também pode afetar o fígado20, os ossos e a medula óssea15. Normalmente causam febre40, emagrecimento, aumento do abdômen e manchas no corpo. Costumam também gerar dores ósseas, descontrole na eliminação de fezes e urina23, irritabilidade e paralisias. Os principais locais de aparecimento do neuroblastoma são glândula45 suprarrenal (localizada sobre o rim46) e os gânglios simpáticos47 da linha média do abdômen. Outros locais afetados são o mediastino48 (espaço entre os dois pulmões49) e a região pélvica50.

5. O tumor5 de Wilms acomete um ou, raramente, ambos os rins51, frequentemente em crianças de 3 a 4 anos de idade. Representa 5% de todos os cânceres em crianças e trata-se do tumor5 renal8 mais comum em crianças. A princípio costuma ser assintomático, embora seja detectado precocemente, através do sinal52 de protuberância na barriga, que na maioria dos casos não passa despercebido.

6. O retinoblastoma corresponde a cerca de 2% dos cânceres em crianças e é o tumor5 ocular mais comum na infância. Origina na retina9 e na sua evolução afeta a visão53 da criança. Quase sempre os retinoblastomas ocorrem na faixa etária de um pouco mais ou menos de 2 anos de idade. O chamado “reflexo do olho54 do gato” é o sinal52 mais característico do retinoblastoma. O tumor5 pode ocasionar aumento e desvio (estrabismo55) do olho54 e diminuição do campo visual56.

7. Os tumores ósseos representam cerca de 3% dos cânceres infantis e ocorrem mais comumente em crianças de mais idade e em adolescentes, mas podem se desenvolver em qualquer idade. Costumam afetar ossos longos57, como o fêmur58 e a tíbia59. Os sintomas21 podem ser confundidos com a dor de crescimento, a osteomielite60 e com doenças reumatológicas. O tumor5 provoca dor, vermelhidão, inchaço61 e aumento de temperatura e deve ser diferenciado da metástase62 óssea, mais comum que ele.

Saiba mais sobre "Neuroblastoma", "Tumor5 de Wilms", "Tumores ósseos", "Osteomielite60" e "Metástases63 ósseas".

Como o médico diagnostica o câncer1 infantil?

Em crianças, pode ser mais difícil diagnosticar o câncer1, uma vez que os sintomas21 podem sobrepor-se às doenças e ferimentos comuns da infância. As crianças muitas vezes apresentam hematomas64, por exemplo, que podem mascarar os sinais29 precoces de alguns tipos de câncer1. Qualquer dos seguintes sintomas21, que sejam persistentes, devem ser pesquisados com mais cuidado, em vista do câncer1 infantil: nódulos incomuns, palidez inexplicada, perda de energia, contusões repetidas, dores progressivas, andar mancando, febre40 inexplicada, frequentes dores de cabeça31, vômitos32, alterações súbitas de visão53 e perda de peso.

Como o médico trata o câncer1 infantil?

Os cânceres infantis nem sempre são tratados da mesma forma que o câncer1 de adultos, embora também neles seja comum o uso de cirurgia, quimioterapia65 e radioterapia66. Além disso, os tratamentos podem incluir imunoterapia e transplante de células2 estaminais. Em muitos casos, uma combinação de dois ou mais deles é realizada ao mesmo tempo. Esses tratamentos muitas vezes são efetivos, em muitos casos, sobretudo se os cânceres são diagnosticados no início. O tipo de tratamento dependerá do tipo de câncer1 e do estadiamento do mesmo (o quão grave ele é).

O organismo das crianças se recupera mais rapidamente da quimioterapia65 e isso permite tratamentos mais intensivos, o que torna possível tratar a doença de forma mais eficaz que no adulto. No entanto, as crianças enfrentam problemas únicos durante seu tratamento para o câncer1, após a conclusão do tratamento e como sobreviventes ao câncer1. Os pediatras e os pais devem estar atentos a eles, para que possam prestar o suporte necessário.

Como evolui o câncer1 infantil?

Nos últimos anos tem havido um grande progresso no tratamento do câncer1 infantil. Cerca de 80% das crianças acometidas de câncer1 podem ser curadas, quando diagnosticadas precocemente e tratadas de maneira adequada. A maioria dessas crianças segue tendo uma boa qualidade de vida após o tratamento, embora o câncer1 infantil e seus tratamentos tenham diferentes efeitos nos corpos em crescimento que nos corpos adultos e possam deixar algumas sequelas67 permanentes.

Veja também sobre "Quimioterapia65", "Radioterapia66" e "Como prevenir o câncer1".

 

ABCMED, 2018. Câncer infantil. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-da-crianca/1314088/cancer+infantil.htm>. Acesso em: 16 jan. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
3 Mutação genética: É uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
4 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
5 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
6 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
7 Simpático: 1. Relativo à simpatia. 2. Que agrada aos sentidos; aprazível, atraente. 3. Em fisiologia, diz-se da parte do sistema nervoso vegetativo que põe o corpo em estado de alerta e o prepara para a ação.
8 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
9 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
10 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
11 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.
12 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
13 Sarcoma: Neoplasia maligna originada de células do tecido conjuntivo. Podem aparecer no tecido adiposo (lipossarcoma), muscular (miossarcoma), ósseo (osteosarcoma), etc.
14 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
15 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
16 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
17 Linfoide: 1. Relativo a ou que constitui o tecido característico dos nodos linfáticos. 2. Relativo ou semelhante à linfa.
18 Gânglios linfáticos: Estrutura pertencente ao sistema linfático, localizada amplamente em diferentes regiões superficiais e profundas do organismo, cuja função consiste na filtração da linfa, maturação e ativação dos linfócitos, que são elementos importantes da defesa imunológica do organismo.
19 Baço:
20 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
21 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
22 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
23 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
24 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
25 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
26 Subcutâneo: Feito ou situado sob a pele. Hipodérmico.
27 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
28 Medula Espinhal:
29 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
30 Apatia: 1. Em filosofia, para os céticos e os estoicos, é um estado de insensibilidade emocional ou esmaecimento de todos os sentimentos, alcançado mediante o alargamento da compreensão filosófica. 2. Estado de alma não suscetível de comoção ou interesse; insensibilidade, indiferença. 3. Em psicopatologia, é o estado caracterizado por indiferença, ausência de sentimentos, falta de atividade e de interesse. 4. Por extensão de sentido, é a falta de energia (física e moral), falta de ânimo; abatimento, indolência, moleza.
31 Cabeça:
32 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
33 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
34 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
35 Gânglios: 1. Na anatomia geral, são corpos arredondados de tamanho e estrutura variáveis; nodos, nódulos. 2. Em patologia, são pequenos tumores císticos localizados em uma bainha tendinosa ou em uma cápsula articular, especialmente nas mãos, punhos e pés.
36 Amígdalas: Designação comum a vários agregados de tecido linfoide, especialmente o que se situa à entrada da garganta; tonsila.
37 Timo:
38 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
39 Pescoço:
40 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
41 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
42 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
43 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
44 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
45 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
46 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
47 Gânglios Simpáticos: Gânglios do sistema nervoso simpático, incluindo os gânglios paravertebrais e pré-vertebrais. Entre estes estão a cadeia de gânglios simpáticos, os gânglios cervical superior, médio e inferior, os gânglios aórtico-renal, celíaco e estrelado.
48 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
49 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
50 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
51 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
52 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
53 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
54 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
55 Estrabismo: Desvio da posição de um ou ambos os globos oculares, secundária a uma alteração no sistema de músculos, tendões e nervos encarregados de dar aos olhos o movimento normal.
56 Campo visual: É toda a área que é visível com os olhos fixados em determinado ponto.
57 Ossos longos: Exemplo: Fêmur
58 Fêmur: O mais longo e o maior osso do esqueleto; está situado entre o quadril e o joelho. Sinônimos: Trocanter
59 Tíbia: Osso localizado no lado ântero-medial da perna. Ela apresenta duas epífises e uma diáfise e articula-se proximalmente com o fêmur e a fíbula e distalmente com o tálus e a fíbula.
60 Osteomielite: Infecção crônica do osso. Pode afetar qualquer osso da anatomia e produzir-se por uma porta de entrada local (fratura exposta, infecção de partes moles) ou por bactérias que circulam através do sangue (brucelose, tuberculose, etc.).
61 Inchaço: Inchação, edema.
62 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
63 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
64 Hematomas: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
65 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
66 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
67 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
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