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Osteossarcoma - como é? Qual a evolução? Como tratar?

Monday, August 8, 2016
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Osteossarcoma - como é? Qual a evolução? Como tratar?

O que é o osteossarcoma?

Osteossarcoma é o tipo mais comum de câncer que afeta os ossos, normalmente encontrado nas extremidades dos ossos longos ou em torno do joelho, envolvendo as camadas de osteoblastos responsáveis pela construção do osso.

Quais são as causas do osteossarcoma?

Ainda não se conhece exatamente a causa da maioria dos osteossarcomas, mas sabe-se que eles podem se desenvolver como resultado de radiação ou que podem estar associados a alterações genéticas específicas.

Quais são as principais características clínicas do osteossarcoma?

Os osteossarcomas são mais prováveis de serem encontrados em crianças e adultos jovens, em torno dos períodos de surtos de crescimento. A doença é muito rara em crianças de muito pouca idade. A incidência máxima ocorre entre a idade de 15 e 19 anos. Os indivíduos de pele mais escura têm um risco ligeiramente mais alto de serem afetados e os homens são mais inclinados à condição do que as mulheres.

Os osteossarcomas podem acontecer em qualquer osso do corpo, contudo, a maioria dos tumores incide no fêmur, na tíbia proximal, nos ossos próximos ao joelho e no úmero, perto do ombro.

Osteossarcoma

De início, os sintomas são pouco específicos e por isso grande número de pacientes experimenta os sintomas da doença diversas semanas ou meses antes que procurem ajuda médica, atribuindo-os a causas banais. Muitos pacientes só procuram um médico quando sentem algum prejuízo na área afetada ou quando ocorre uma fratura óssea patológica. O sintoma mais comum é a dor, que se torna mais evidente com a atividade física.

Ao exame físico, os sinais mais evidentes incluem a massa tumoral e uma possível estase de linfa, em casos mais avançados, mas esta não é detectada na maioria dos casos. Telangiectasias podem ocorrer em um subtipo específico do osteossarcoma, geralmente ligado a uma fratura patológica do osso. A dor e o inchaço possíveis na área podem ocasionar dificuldades de movimento ou mesmo conduzir o paciente a mancar.

Saiba mais sobre "Atividade física", "Telangiectasias" e "Fratura óssea".

Como o médico diagnostica o osteossarcoma?

Uma radiografia costuma ser o primeiro teste de diagnóstico para pacientes com osteossarcoma. No entanto, existem vários testes adicionais que devem ser solicitados. Uma ressonância magnética de todo o osso, com foco na região em que o tumor primário está localizado, ajuda a avaliar a extensão dele e a eventual disseminação para outras áreas do osso.

Um exame de raios-X e uma tomografia computadorizada do tórax permitem excluir ou detectar metástases pulmonares. Uma varredura dos ossos do corpo deve ser feita para verificar se há propagação distante da doença. Por fim, uma biópsia do tumor fornece um diagnóstico definitivo com base nas características microscópicas do tumor, mostrando se ele é de alto ou de baixo grau de evolução.

Saiba mais lendo nosso artigo sobre "Tumores ósseos".

Como o médico trata o osteossarcoma?

Os osteossarcomas de baixo grau de malignização só necessitam de cirurgia, mas para os tumores de alto grau tem-se de administrar um tratamento mais agressivo. Normalmente, o osteossarcoma é tratado com cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

A quimioterapia pode ser iniciada cerca de três meses antes da cirurgia. A maioria dos tumores pode ser removida com segurança, poupando o membro envolvido. Um implante metálico ou um enxerto (ou uma combinação de ambos) pode ser feito a fim de substituir os tecidos removidos durante a cirurgia. Ocasionalmente, uma amputação pode ser necessária.

Saiba como são a "Quimioterapia" e a "Radioterapia".

Como evolui o osteossarcoma?

Nos pacientes diagnosticados com a doença, a taxa de sobrevivência de cinco anos é de aproximadamente 63%. O prognóstico é ligeiramente melhor nas mulheres que nos homens. A maioria dos osteossarcomas é altamente maligna. Acredita-se que cerca de 80% dos pacientes com osteossarcomas de alto grau evolutivo já tenham metástases que ainda não são visíveis em exames de imagem.

Os osteossarcomas de alto grau evolutivo têm uma taxa de sobrevivência de cerca de 70% e essa taxa é ainda maior para pacientes com tumores de baixo grau. Ela é menor para aqueles cuja doença já tenha se espalhado pelo corpo e para aqueles cujos tumores têm uma baixa resposta à quimioterapia.

Quais são as complicações possíveis do osteossarcoma?

Em alguns casos podem ocorrer fraturas ósseas patológicas ou ser necessária a amputação de membros para evitar a propagação da doença.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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