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Boca seca ou xerostomia: quais são as causas? O que fazer para melhorar?

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O que é xerostomia1 (boca2 seca)?

A xerostomia1 (boca2 seca) (xeros = seco, stoma= boca2) não é uma doença, mas um sintoma3 que na maioria das vezes (mas nem sempre) se deve à diminuição ou falta da saliva que normalmente umedece a mucosa4 da boca2 e da língua5 e banha os dentes. Ela pode afetar os hábitos alimentares, a fala, o paladar6, a saúde7 dentária e gerar mau hálito. Normalmente, cada indivíduo secreta de 1000 a 1500 ml/dia de saliva, quantidade que é regulada pelo sistema nervoso autônomo8.

Quais são as funções da saliva?

A saliva ajuda na fala e na deglutição9, além de ter uma função antisséptica e um papel importante no primeiro passo da digestão10 dos alimentos. A falta ou deficiência de saliva pode causar também rachaduras na língua5, proliferação de bactérias na boca2 e aumento significativo de cáries11 dentárias.

Quais são as causas da xerostomia1 (boca2 seca)?

Existem várias causas de xerostomia1 (boca2 seca): desidratação12; respiração predominantemente bucal, uso excessivo de fumo, várias doenças sistêmicas e metabólicas, uso de certos medicamentos (antialérgicos, anticolinérgicos e antidepressivos, entre outros), lesão13 dos nervos que inervam as glândulas salivares14, má higiene bucal e doenças das glândulas salivares14 (inflamações15, tumores, etc.). A xerostomia1 (boca2 seca) também pode ocorrer devido à radioterapia16 em região próxima às glândulas salivares14 bem como a situações emocionais de estresse.

Em resumo, a xerostomia1 (boca2 seca) pode ser causada por um ou mais de três grupos de fatores:

  1. Fatores que comprometem o sistema produtor de saliva.
  2. Fatores relacionados com a estimulação nervosa das glândulas salivares14.
  3. Fatores relacionados às glândulas salivares14.

Quais são os sinais17 e sintomas18 da xerostomia1 (boca2 seca)?

Os principais sinais17 e sintomas18 da xerostomia1 (boca2 seca) são:

  • Maior vulnerabilidade da mucosa4 bucal às infecções19.
  • Ardência e queimação na língua5, bem como atrofia20 de suas papilas, inflamação21, fissuração e rachaduras da mesma. Eventualmente, dor na língua5.
  • Mau hálito.

A presença de cáries11 dentárias é muito aumentada diante da falta de saliva.

Como o médico diagnostica a xerostomia1 (boca2 seca)?

Além dos sinais17 e sintomas18 clínicos há um teste instrumental capaz de medir a quantidade de saliva produzida, avaliando se há ou não diminuição da salivação (hipossalia). A análise da composição da saliva também auxilia o diagnóstico22.

Como tratar a xerostomia1 (boca2 seca)?

O tratamento da xerostomia1 (boca2 seca) deve ser orientado pela sua etiologia23. Na maioria dos casos o tratamento é apenas sintomático24, envolvendo métodos mecânicos e farmacológicos de aumento da produção de saliva (pilocarpina, sprays umidificadores, certas gomas de mascar, etc.), uso de substâncias substitutas da saliva e maior atenção com os cuidados bucais. Nos casos em que a xerostomia1 (boca2 seca) seja consequência de uma doença sistêmica, ela dependerá do tratamento da patologia25 de base.

ABCMED, 2013. Boca seca ou xerostomia: quais são as causas? O que fazer para melhorar?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-bucal/334895/boca-seca-ou-xerostomia-quais-sao-as-causas-o-que-fazer-para-melhorar.htm>. Acesso em: 7 dez. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Xerostomia: Ressecamento da boca provocado em geral pela secreção insuficiente de saliva pelas glândulas salivares. É ocasionado como efeito colateral de algumas drogas (anticolinérgicos) ou por diversos transtornos locais ou gerais.
2 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
3 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
5 Língua:
6 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
7 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
8 Sistema nervoso autônomo: Parte do sistema nervoso que controla funções como respiração, circulação do sangue, controle de temperatura e da digestão.
9 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
10 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
11 Cáries: Destruição do esmalte dental produzida pela proliferação de bactérias na cavidade oral.
12 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
13 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
14 Glândulas salivares: As glândulas salivares localizam-se no interior e em torno da cavidade bucal tendo como objetivo principal a produção e a secreção da saliva. São elas: parótidas, submandibulares, sublinguais e várias glândulas salivares menores.
15 Inflamações: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc. Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
16 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
17 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
18 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
19 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
20 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
21 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
22 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
23 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
24 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
25 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
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