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Hipertrofia gengival - tem jeito de evitar?

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O que é hipertrofia1 gengival?

A hipertrofia1 gengival, também conhecida como hiperplasia2 gengival, é um crescimento excessivo e anormal do tecido3 gengival ao redor dos dentes, encobrindo-os parcialmente. Esse aumento no tamanho da gengiva é uma característica comum das doenças gengivais.

Quais são as causas da hipertrofia1 gengival?

Existem várias causas para o aumento do volume gengival:

  1. Aumento inflamatório, que se deve à placa4 bacteriana que, por sua vez, é o resultado de má higiene bucal.
  2. Aumento gengival induzido por medicações, que pode ser agravado pelo acúmulo de placas5 bacterianas.
  3. Fibromatose gengival hereditária, que é uma condição rara que se desenvolve durante a infância, embora alguns casos possam se tornar evidentes apenas na idade adulta.
  4. Inúmeras causas sistêmicas que podem promover aumento gengival localizado e/ou generalizado.

A gengivite6 com aumento gengival também ocorre nas pessoas com respiração predominantemente bucal, como resultado da irritação provocada pela desidratação7 da mucosa8 gengival.

Saiba mais sobre "Gengivite6", "Língua9 saburrosa", "Boca10 seca", "Dentes separados" e "Dentes tortos".

Quais são as principais características clínicas da hipertrofia1 gengival?

As gengivas afetadas pela condição inflamatória são sensíveis, macias, vermelhas e sangram com facilidade. Ao contrário, nos aumentos gengivais devidos a medicações, os tecidos gengivais são tipicamente firmes, não sensíveis, de cor rosa pálido e não sangram com facilidade.

Em casos graves, a gengiva pode cobrir completamente as coroas dos dentes, causando doença periodontal11 e problemas com o alinhamento dentário.

A fibromatose gengival apresenta-se como um aumento lento, generalizado ou ocasionalmente localizado, não sensível, firme e rosa pálido da gengiva.

As hipertrofias gengivais devidas a causas sistêmicas aparecem, entre outras, em condições como gravidez12, desequilíbrios hormonais, leucemia13, HIV14, diabetes15, anemia16, doença de Crohn17 e deficiências vitamínicas. O aumento gengival associado a condições sistêmicas geralmente desaparece quando a condição subjacente é tratada ou, no caso de gravidez12, quando o parto é realizado. Tal como acontece com o aumento gengival induzido por medicamentos, medidas de boa higiene bucal reduzirão o risco de desenvolvimento do aumento gengival.

Outros sintomas18 associados à hiperplasia2 gengival de qualquer natureza são dor, gengivas vermelhas e sangrando, gengivas sensíveis, inflamação19, mau hálito e formação de placa4 nos dentes.

Como diagnosticar a hipertrofia1 gengival?

A hiperplasia2 gengival em si mesma pode ser facilmente diagnosticada por observação direta. Mais laborioso é diagnosticar a sua causa. Alguns casos ultrapassam o âmbito da odontologia e necessitam da Medicina. Nesses casos, exames laboratoriais serão solicitados, na dependência das suspeitas estabelecidas.

Leia sobre "Halitose20 ou mau hálito", "Sangramento das gengivas" e "Retração da gengiva".

Como tratar a hipertrofia1 gengival?

O tratamento da hiperplasia2 gengival depende da causa subjacente e deve ser feito pelo dentista e/ou médico, conforme o caso. A condição melhora depois que a causa subjacente é removida, se isso for possível.

O crescimento gengival inflamatório se resolve com práticas eficazes de higiene bucal para remover a placa4 bacteriana e os irritantes dos dentes. O aumento gengival induzido por medicações pode resolver parcial ou completamente quando a medicação é descontinuada. Se o medicamento não puder ser descontinuado, a remoção cirúrgica do excesso de gengiva pode ser realizada, mas a condição provavelmente ocorrerá novamente.

Na fibromatose gengival, a remoção cirúrgica do excesso gengival é frequentemente necessária para evitar impactação e deslocamento dos dentes. Remoções cirúrgicas repetidas podem ser necessárias devido à natureza recorrente dessa condição.

A hiperplasia2 gengival pode ser uma condição repetitiva, apesar das melhorias na higiene bucal, tratamento profissional e substituições ou supressões de medicamentos. Em alguns casos, gengivas com crescimento excessivo podem precisar ser removidas cirurgicamente.

Como evolui em geral a hipertrofia1 gengival?

Se não for tratada, a hipertrofia1 gengival pode afetar o alinhamento dos dentes e aumentar o risco de desenvolver doenças gengivais ou da boca10, de modo geral. A hiperplasia2 gengival pode ser resolvida melhorando os hábitos de higiene bucal. Em casos mais graves, é necessário tratamento cirúrgico.

Como prevenir a hipertrofia1 gengival?

Uma higiene bucal adequada pode melhorar os sintomas18 de todas as formas de hipertrofia1 gengival e até reduzir o risco de desenvolver essa condição.

Veja também sobre "Higiene dental infantil", "Clareamento dental", "Enxaguatórios bucais" e "Envelhecimento precoce dos dentes".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites da AAOM – American Academy of Oral Medicine e do National Center for Biotechnology Information - NCBI.

ABCMED, 2020. Hipertrofia gengival - tem jeito de evitar?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-bucal/1362303/hipertrofia+gengival+tem+jeito+de+evitar.htm>. Acesso em: 3 jun. 2020.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
2 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
3 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
4 Placa: 1. Lesão achatada, semelhante à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
5 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
6 Gengivite: Condição em que as gengivas apresentam-se com sinais inflamatórios e sangramentos.
7 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
8 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
9 Língua:
10 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
11 Periodontal: Relativo ao ou próprio do tecido em torno dos dentes, o periodonto. O periodonto é o tecido conjuntivo que fixa o dente no alvéolo.
12 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
13 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
14 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
15 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
16 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
17 Doença de Crohn: Doença inflamatória crônica do intestino que acomete geralmente o íleo e o cólon, embora possa afetar qualquer outra parte do intestino. A doença cursa com períodos de remissão sintomática e outros de agravamento. Na maioria dos casos, a doença de Crohn é de intensidade moderada e se torna bem controlada pela medicação, tornando possível uma vida razoavelmente normal para seu portador. A causa da doença de Crohn ainda não é totalmente conhecida. Os sintomas mais comuns são: dor abdominal, diarreia, perda de peso, febre moderada, sensação de distensão abdominal, perda de apetite e de peso.
18 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
19 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
20 Halitose: Halitose ou mau hálito é a exalação de odores desagradáveis oriundos da cavidade bucal ou estômago através da respiração, sendo que em 90% dos casos, a saburra lingual é a causa do problema.
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