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Fisioterapia respiratória

Tuesday, November 27, 2018
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Fisioterapia respiratória

O que é fisioterapia respiratória?

A fisioterapia geral está principalmente relacionada ao desenvolvimento, manutenção e restauração do máximo movimento e capacidade de uma função de um indivíduo e inclui avaliação, intervenção, tratamento, prognóstico e re-exame. Em pacientes com certas doenças pulmonares, a fisioterapia respiratória inclui exercícios respiratórios que auxiliam na mobilização e remoção de secreções e também na plenificação da capacidade respiratória.

Leia mais sobre "Fisioterapia geral", "Pneumonia em crianças" e "Pneumonia em adultos".

Quando a fisioterapia respiratória é necessária?

Cada vez mais, certos aspectos da Fisioterapia estão se associando à Medicina e à Cirurgia na prevenção e tratamento de determinados quadros clínicos. Assim, pode-se ter, por exemplo, entre outras:

Fisioterapia respiratória pré-cirúrgica

Procedimentos cirúrgicos torácicos podem alterar a mecânica respiratória, repercutindo na função pulmonar. A presença de profissionais fisioterapeutas é fundamental no preparo e na reabilitação dos indivíduos que são submetidos a essas cirurgias, visto que dispõem de um grande arsenal de técnicas. Os exercícios respiratórios e o treinamento muscular respiratório pré-cirurgia cardíaca, por exemplo, são muito importantes na redução das complicações pulmonares pós-operatórias. Estudos demonstram a eficácia da fisioterapia respiratória pré-cirúrgica na prevenção e na redução de complicações pulmonares pós-operatórias.

Fisioterapia respiratória na cirurgia bariátrica

São muitas as complicações respiratórias na fase pós-operatória de cirurgias bariátricas, devido à obesidade e aos demais agentes de risco. A obesidade sempre está relacionada a modificações da função pulmonar, que sofre danos à proporção que o Índice de Massa Corporal aumenta. Os problemas mais comuns são: insuficiência respiratória, atelectasia, pneumonia, hipoventilação e embolia pulmonar. O desempenho do fisioterapeuta no pré e pós-operatório de cirurgia bariátrica revela-se eficaz na terapêutica e na profilaxia de complicações pulmonares no paciente obeso.

Fisioterapia na colecistectomia

Quase todas as cirurgias abdominais altas causam alterações na função pulmonar, caracterizadas por redução da capacidade vital, relacionada à presença de hipoxemia e atelectasia e pela redução do volume expiratório forçado. Essas alterações podem ser minimizadas ou corrigidas pela fisioterapia.

Fisioterapia no pré ou pós-operatório de revascularização cardíaca

Pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio desenvolvem, em sua maioria, disfunção pulmonar pós-operatória com redução importante dos volumes pulmonares, prejuízos na mecânica respiratória, diminuição na complacência pulmonar e aumento do trabalho respiratório, contribuindo para alterações nas trocas gasosas que resultam em hipoxemia e diminuição na capacidade de difusão. A Fisioterapia respiratória é parte integrante na gestão dos cuidados do paciente cardiopata, tanto no pré quanto no pós-operatório, pois contribui significativamente para um melhor prognóstico desses pacientes por meio de técnicas específicas e tem sido cada vez mais requisitada, com ênfase na prevenção de complicações. Ela atua por meio de manobras fisioterapêuticas e dispositivos respiratórios não invasivos, visando melhorar a mecânica respiratória, a re-expansão pulmonar e a higiene brônquica.

Quais são os instrumentos usados na fisioterapia respiratória?

Nos últimos anos, a fisioterapia respiratória vem usando vários dispositivos em pacientes com doenças respiratórias, que ajudam na remoção do muco das vias aéreas e na melhoria da função pulmonar. Esses dispositivos são apresentados como um método de terapia alternativa ou uma terapia suplementar e podem motivar os pacientes a aplicar a terapia por si mesmos. Eles parecem aumentar a adesão do paciente ao tratamento, pois apresentam muitos benefícios, como aplicação independente, controle total da terapia e facilidade de uso. Dentre esses dispositivos contam-se a Pressão Expiratória Positiva, a Oscilação da Parede Torácica de Alta Frequência, a Oscilação Oral de Alta Frequência, a Ventilação Percussiva Intrapulmonar, a Espirometria de Incentivo, o Flutter, a Acapella e o Corneta. Os dispositivos atuais parecem ser eficazes em termos de expectoração do muco e melhora da função pulmonar. A escolha do dispositivo adequado para cada paciente é um desafio para o fisioterapeuta, a fim de obter uma melhor adesão ao tratamento.

Veja também "Síndrome da dificuldade respiratória dos recém-nascidos", "Cirurgia bariátrica" e "Colecistectomia".
Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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