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Gastrite. Tem jeito de prevenir?

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O que fazer para lidar melhor com os sintomas1 da gastrite2? 

Embora você não possa prevenir uma infeção pelo Helicobacter pylori, que é a causa mais comum de gastrite2, e não exista uma maneira de fazer com que a gastrite2 não aconteça, estas sugestões ajudam no manejo desta condição.

Alimentação adequada
Tão importante quanto o que você come é a maneira como você se alimenta. Comer pequenas porções evitando a sensação de plenitude gástrica, fazer intervalos de tempo regulares entre uma refeição e outra (por exemplo, fazer de 5 a 6 refeições ao dia) e comer de forma calma e relaxada ajuda nos processos digestivos. Evite os alimentos que irritam o estômago3 como condimentos fortes, alimentos ácidos, frituras, comidas gordurosas e refrigerantes. Dê preferência para frutas, verduras, legumes e carnes brancas.

Evite ou limite a ingestão alcóolica
O uso excessivo de álcool pode irritar e corroer a mucosa4 do estômago3, causando inflamação5 e sangramento.

Não fume
O fumo interfere na camada de proteção do estômago3, tornando-o mais susceptível à gastrite2 e à úlcera6. Ele pode aumentar a acidez no estômago3, dificulta a cicatrização e é um fator de risco7 para o câncer8 de estômago3. Todos sabem que parar de fumar não é fácil, mas também não é impossível. O melhor é não começar, mas se você já é fumante e desenvolveu gastrite2, procure ajuda médica para conseguir eliminar o cigarro da sua vida. Faça isso por você e pela saúde9 das pessoas que vivem muito próximas a você.

Evite o uso regular de anti-inflamatórios não hormonais (AINHs) e aspirina
Os AINHs e a aspirina podem causar inflamação5 no estômago3 ou piorar uma irritação já existente. Prefira o uso de analgésicos10 do tipo acetaminofeno quando for necessário.

Mantenha um peso corporal saudável
Problemas digestivos podem ocorrer não importando o peso que você tenha, mas são mais comuns em pessoas com sobrepeso11 ou obesos. Manter um peso saudável pode ajudar a prevenir ou reduzir os sintomas1.

Faça exercícios físicos
Exercícios aeróbicos melhoram sua performance respiratória e cardíaca e estimulam a atividade dos músculos12 intestinais, ajudando a prevenir a constipação13. É bom fazer pelo menos 30 minutos de atividades aeróbicas na maioria dos dias da semana. Procure um médico e peça orientações antes de iniciar uma rotina de atividades físicas.

Tente lidar melhor com o estresse
Embora não haja comprovação de uma relação direta entre estresse e desenvolvimento de gastrite2, este é um fator que aumenta o risco de ataques cardíacos e derrame14, causa danos ao sistema imunológico15 e pode desencadear ou agravar problemas de pele16. Ele também aumenta a produção de ácidos pelo estômago3 e lentifica a digestão17.

Como o estresse é inevitável para a maioria das pessoas, o segredo é tentar lidar bem com ele. Para tentar reduzi-lo a chave é melhorar a alimentação, descansar de maneira adequada, fazer exercícios físicos regulares e procurar maneiras saudáveis de se exercitar e relaxar, procurando realizar atividades prazerosas como ler um livro, ouvir músicas ou viajar. Se você tem problemas para relaxar, considere a possibilidade de fazer aulas de ioga, meditação, tai chi chuan ou massagens terapêuticas. Estas atividades ajudam a focar sua mente, reduzir a ansiedade e a tensão física.

Siga as orientações do seu médico e comunique a ele qualquer piora ou manutenção dos sintomas1.

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites da Cleveland Clinic e da Johns Hopkins Medicine.

ABCMED, 2009. Gastrite. Tem jeito de prevenir?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/41903/gastrite-tem-jeito-de-prevenir.htm>. Acesso em: 15 dez. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
2 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
3 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
4 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
5 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
6 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
7 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
8 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
9 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
10 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
11 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
12 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
13 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
14 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
15 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
16 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
17 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
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