sexta-feira, 30 de julho de 2010

abc.med.br - terça-feira, 03 de novembro de 2009 - 19:20
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Transtorno bipolar do humor. O que é?

O que é o transtorno bipolar do humor?

Ele é caracterizado por alterações cíclicas do humor que se manifestam como episódios depressivos alternando-se com episódios de euforia ou de mania em diferentes graus de intensidade. O transtorno bipolar está associado a alterações cerebrais funcionais envolvendo áreas como o lobo pré-frontal e a amígdala, fundamentais para o processamento das emoções e motivação e o hipocampo, importante para a memória. Outro componente envolvido é a produção de serotonina, um neurotransmissor que atua no funcionamento harmônico do sistema nervoso1.

É uma condição frequente que ocorre em cerca de 1% da população geral. Considerando-se os quadros mais brandos (caracterizados pela alternância de depressão e episódios mais leves de euforia - hipomania), a prevalência2 pode chegar a até 8% da população.

No passado, ele era conhecido por psicose3 maníaco-depressiva (PMD).


Quais são os sintomas4 desta condição?

O início dos sintomas4 na infância e na adolescência é cada vez mais estudado. Como nesta faixa etária há peculiaridades na apresentação clínica, o diagnóstico5 é difícil, o que dificulta estabelecer um tratamento adequado.

Na idade adulta, as alterações do humor caracterizam-se por fases que alternam episódios de euforia ou mania e de depressão. Estas fases podem ser reconhecidas pelos sintomas4 abaixo:

 

Fase maníaca

  • Estado de humor excessivamente elevado, eufórico, como uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva, impaciente.
  • Auto-estima elevada, podendo chegar a uma manifestação delirante de grandeza. A pessoa acha-se dotada de poderes especiais e capacidades únicas.
  • Otimismo e confiança exagerados.
  • Aumento das atividades motoras e hiperatividade.
  • Diminuição da necessidade de sono.
  • Além de geralmente falar em tom alto, a pessoa sente uma forte pressão para falar sem parar,  não concluindo ideias, o que é chamado de “fuga-de-ideias”.
  • Dificuldade de concentração.
  • A pessoa torna-se socialmente inconveniente, com um comportamento inadequado e provocador.
  • Agressividade física ou verbal.
  • Aumento do interesse e da atividade sexual.
  • Envolvimento em atividades potencialmente perigosas.
  • Uso de drogas, especialmente cocaína, álcool e medicamentos para dormir.

Fase depressiva

  • O humor está depressivo.
  • Baixa auto-estima com sentimentos de tristeza, vazio, falta de esperança, culpa excessiva ou pessimismo.
  • Choro e melancolia.
  • Sentimentos de inferioridade.
  • Fadiga ou perda de energia.
  • Comprometimento da capacidade física com sensação de cansaço constante.
  • O interesse e o prazer em atividades antes exercidas com entusiasmo são perdidos.
  • O sono está diminuído, mas diferente da fase maníaca, não é um sono reparador, pois a pessoa acorda indisposta e tende a permanecer na cama por várias horas do dia.
  • Dificuldade de concentração. Os pensamentos ficam inibidos, lentos, gerando demora na compreensão e assimilação dos fatos e lentidão na tomada de decisões.
  • Apetite diminuído, podendo haver perda significativa de peso.
  • Pensamentos de morte ou suicídio, planejamento ou tentativas de suicídio.

Existem muitas pessoas com transtorno de humor que, entre uma fase e outra, levam uma vida como outra pessoa qualquer sem a doença. Outras podem apresentar sintomas4 leves. Apenas uma minoria, que não se recupera, torna-se incapaz de levar uma vida sem sintomas4.


Quais outras características precisam ser reconhecidas neste transtorno?

A hipomania é um estado de euforia mais leve, que não causa prejuízo no trabalho ou nas relações sociais. Pode passar despercebida ou ser confundida com estados “normais” de alegria.

O estado misto é caracterizado por sintomas4 depressivos e maníacos acentuados acontecendo simultaneamente em um mesmo dia, ou seja, a pessoa pode sentir-se deprimida pela manhã e progressivamente eufórica com o passar do dia ou vice-versa. Os sintomas4 frequentemente incluem agitação, insônia e alterações do apetite. Nos casos mais graves, podem haver sintomas4 psicóticos (alucinações e delírios) e pensamentos suicidas. 

No transtorno ciclotímico ou ciclotimia há uma alteração crônica e flutuante do humor, alternando períodos de sintomas4 maníacos e períodos de sintomas4 depressivos não graves, nem suficientes para se ter certeza de se tratar de depressão ou de mania. É facilmente confundido com uma pessoa marcada por instabilidade crônica do humor.


Quais outras doenças geralmente coexistem com o transtorno bipolar do humor?

  • O uso abusivo de drogas como álcool e outras drogas ilícitas (cocaína, crack) é muito frequente entre as pessoas nesta condição médica.
  • Estresse pós-traumático, fobia social, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, síndrome6 do pânico ou transtorno obsessivo compulsivo também podem ocorrer com mais frequência nestes pacientes.
  • Pessoas com transtorno bipolar tem um risco maior de apresentar doenças da tireoide7, enxaquecas8, doenças cardíacas, diabetes9, obesidade10 e outras doenças físicas.

As pessoas com transtorno bipolar devem monitorar sua saúde física e mental. Se um sintoma11 não melhora com o tratamento instituído, elas devem conversar com seu médico.


Quais são os fatores de risco para o transtorno bipolar?

Os cientistas estão aprendendo sobre as possíveis causas da doença bipolar. A maioria concorda que não há uma causa única, mas que muitos fatores em conjunto produzem a doença e aumentam o seu risco. Fatores biológicos (relativos a neurotransmissores cerebrais), genéticos, sociais e psicológicos estão presentes no desencadeamento da doença.

  • Há uma tendência familiar. Crianças com pais ou irmãos com transtorno bipolar têm quatro a seis vezes mais chances de desenvolver a doença, mas a maioria com história familiar da doença não irá desenvolver o transtorno.
  • Fatores ambientais. O uso abusivo de certas substâncias como cocaína, crack ou anfetaminas aumenta o risco de desenvolver a primeira crise, assim como aumenta a frequência das recorrências. A dependência de álcool e de outras drogas é comum, agrava o curso da doença e piora o prognóstico12. Também atrapalha na adesão ao tratamento e aumenta em duas vezes o risco de suicídio.


Como é feito o diagnóstico5?

O primeiro passo para um diagnóstico5 correto é conversar com um médico. Um clínico geral ou um psiquiatra podem avaliar a história clínica de um paciente, fazer um exame físico e, se necessário, solicitar exames complementares.

O transtorno bipolar não é diagnosticado por exames de sangue13 ou de imagens, mas estes exames podem ajudar a fazer o diagnóstico5 diferencial com outras condições como derrame14 cerebral ou tumores cerebrais.

O transtorno bipolar é uma condição a ser acompanhada por um longo período de tempo, às vezes ao longo de toda a vida de um paciente.


Qual é o tratamento? Existe cura?

O tratamento adequado reduz a incapacidade para o trabalho e para as atividades rotineiras e diminui a mortalidade15 dos pacientes, principalmente por reduzir o risco de suicídio em sete vezes.

A doença não tem cura, mas as pessoas melhoram e retomam suas atividades após a instituição do tratamento adequado.

Todo o tratamento deve ser prescrito e acompanhado por médicos experientes. O lítio, medicamento muito usado para estes pacientes, é uma substância tóxica, que em doses adequadas é capaz de reverter os quadros de euforia e evitar as recorrências, mas se usado incorretamente pode trazer mais prejuízos do que benefícios aos pacientes.

Geralmente são usados um ou mais estabilizadores do humor, principalmente o carbonato de lítio. A associação com antidepressivos e antipsicóticos pode ser necessária para o controle dos episódios de depressão e de mania, respectivamente. Deve-se tomar cuidado com o uso de antidepressivos, pois eles podem precipitar a euforia ou acelerar a frequência das crises e levar a uma “virada maníaca", ou seja, o paciente sai da depressão e passa rapidamente à exaltação. Muitas vezes são também usados anticonvulsivantes no tratamento.

É importante a retirada de substâncias como cafeína, cocaína e anfetaminas e do álcool para melhorar o controle da doença e diminuir sua recorrência.

Todos os pacientes devem ter acompanhamento psiquiátrico por longo período. Algumas formas de psicoterapia podem ajudar bastante no tratamento.

 

Fonte: National Institute of Mental Health – National Institutes of Health

Comentários

12/06/2010 21:34 - Comentário feito por claudia rocha
Re: Transtorno bipolar do humor. O que é?
Tive esse diagnostico em 2008 e faço controle com Valpakine, por ainda amamentar...Ainda tenho crises nervosas e fuga de ideias mas me sinto menos agressiva.
24/04/2010 16:14 - Comentário feito por Tatiane
Re: Transtorno bipolar do humor. O que é?
Ha muito tempo sofria com a constante instabilidade de humor e comportamento, na primeira busca pelo tratamento foi tratado apenas a depressão achei que estava tudo bem mais derrepente começou tudo de novo e pior, procurei me informar e hoje estou no inicio do tratamento, com terapia e medicamento.ME SINTO UMA NOVA PESSOA!!!
22/04/2010 06:40 - Comentário feito por Alessandra Silva
Re: Transtorno bipolar do humor. O que é?
Tenho um filho de 4 anos que foi diagnosticado como bipolar.Comecei o tratamento com pasicologa,mas nao deu certo.A profissional vivia ao telefone e dando ordens a secretaria na hora da consulta com meu filho, alem de desmarcar com frequencia os encontros. Ja tentei marcar com varios outros profissionais,mas nao consigo, pelo fato de nao atenderem o plano de saude que temos. Procuro ler muito sobre o assunto e cada vez mais me preocupo, chegando ate a chorar muitas vezes...Alerto aos pais e reposnsaveis que tenham paciencia e muito amor as pessoas com tal transtorno, especialmente as criancas. Isso tem ajudado muito meu filho!
30/03/2010 13:29 - Comentário feito por Mara Gomes Linares
Re: Transtorno bipolar do humor. O que é?
À quase um ano faço tratamento contra depressão e transtorno bipolar e durante este tempo tive um período em que parecia não ter mais nada e parei com a medicação, mas me enganei os sintomas voltaram e tive que tomar a medicação recomendada pelo psiquiatra, por isso aconselho a quem estiver em tratamento que não pare com a medicação por conta própria.
15/03/2010 17:49 - Comentário feito por milton campos
Re: Transtorno bipolar do humor. O que é?
as vezes tenho fortes dores na parte frontal da cabeça, apresento alguns dos sintomas descritos nessa materia, mas nem um profissional conseguiu descrever o q tenho. tenho um sono pesado, durmo 12h consecutivas se possivel, e tenho cançasso fisico durante o trabalho, e mudanças de humor frequentes, ferroadas do lado esquerdo do corpo. sera q sofro de transtorno bipolar do humor?
12/03/2010 18:48 - Comentário feito por Adriana
Re: Transtorno bipolar do humor. O que é?
Sou Bipolar há um ano, fui a vários psiquiatras, todos falavam que eu estava com depressão, somente o último profissional que acertou o diagnóstico, hoje faço tratamento com Carbolitium e estou super bem, voltei a estudar, e consigo dar outro sentido á vida.
26/02/2010 08:35 - Comentário feito por Virgínia Gnoatto
Re: Transtorno bipolar do humor. O que é?
Exelente ,esta matéria deixa bem claro a nossa realidade,situando nossas limitaçoes e condiçães para um cotidiano mais saudável e normal.
28/12/2009 11:51 - Comentário feito por Sonia
Re: Transtorno bipolar do humor. O que é?
Interesante a matéria- só quem precisou do tratamento sabe o quanto é difícil passar por tudo e ainda ter que aguentar preconceitos - ( a postura do médico é decisiva para que o paciente possa acreditar que é capaz de superar as crises)
15/12/2009 21:14 - Comentário feito por Rosa
Re: Transtorno bipolar do humor. O que é?
Gostaria de esclarecer as pessoas com diagnóstico dado por um psiquiatra( e não por sinais e/ou sintomas que julgam compatíveis com a patologia e se auto- diagnosticam) do Transtorno Afetivo Bipolar do Humor, que, mesmo não havendo 'cura', existe tratamentos medicamentosos que devem ser aliados, na maioria das vezes, a acompanhamentos psicoterápicos e que os tornam perfeitamentes capazes de execerem suas atividades habituais de trabalho, exercícios,lazer, dentre outras. O que muitas vezes ocorre( aí vai variar de pessoa para pessoa) são oscilações do humor- tanto podendo ser períodos de depressão como de euforia, o que pode lhes deixar inaptos temporariamente para suas atividades normais. Com isso quero deixar claro, que apenas uma parcela bem pequena dos bipolares pode vir a se tornar definitivamente incapacitado. Por isso, sigam a risca as recomendações médicas, que nada impede um bipolar de ter uma vida como a de qualquer outra pessoa.

Queria deixar bem claro que apenas uma pequena parcela dos bipolares pod

03/12/2009 09:39 - Comentário feito por Geovana
Re: Transtorno bipolar do humor. O que é?
Identificado meu CID 32.7 tive alguns sintomas visto na matéria os quais me identifiquei.Comecei a ler mais sobre o assunto para me entnder um pouco e para ter um possivel controle sobre o que estava e acontece comigo.
Muito legal vocês abordarem este tipo de assunto , que antes de me tratar eu nem imaginava que existia, e com certeza têm mais pessoas que possuem e nem tomaram ciência disto

25/11/2009 20:10 - Comentário feito por Eliana
Re: Transtorno bipolar do humor. O que é?
Sou bipolar, uso seroquel, carbazepina, amplictil e carbolitium.Sei que não tenho cura, porém tem períodos que consigo levar uma vida quase normal. Fui aposentada por invalidez.Sinto-me triste pois o trabalho era minha maior fonte de alegria....mas fazer o que ? Agradeço a meu psiquiatra que conseguiu depois de muitos anos fazer com que eu consiga me sentir uma pouco GENTE. Se vc for bipolar por favor procure ajuda de um profissiona

Glossário

1 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
2 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
3 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
6 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
7 Tireoide: A tireoide é uma glândula localizada na base do pescoço, abaixo do "pomo de Adão". Sua função é produzir, armazenar e liberar hormônios tireoideanos (T3 e T4) na corrente sanguínea. Estes hormônios agem em quase todas as células do organismo e ajudam a controlar suas funções.
8 Enxaquecas: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino.
Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
9 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais freqüente é o Diabetes Mellitus, ainda que existam outras variantes (diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
10 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
11 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
12 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença.
2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto.
13 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
14 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
15 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
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