domingo, 5 de fevereiro de 2012

abc.med.br - quinta-feira, 05 de novembro de 2009 - Atualizado em terça-feira, 21 de setembro de 2010
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Sinusite ou Rinossinusite

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O que é?

A sinusite1, também chamada de rinossinusite, é uma condição que envolve inflamação2 ou infecção3 em um ou mais seios paranasais4. Os seios paranasais4 são cavidades ocas nos ossos do crânio5 em torno do nariz6 e atrás dos olhos.


Quais são os sintomas7?

Os seguintes sintomas7 estão associados à sinusite1:

  • Dor facial
  • Pressão na face
  • Obstrução nasal
  • Secreção nasal
  • Febre8
  • Dor de cabeça
  • Halitose9 (mau hálito)
  • Fadiga
  • Tosse
  • Gotejamento pós-nasal
  • Diminuição do olfato
  • Dor de ouvido, pressão ou sensação de ouvido entupido
  • Mal-estar
  • Dor de garganta
  • Dor de dente


Quais são as causas?

Causas inflamatórias e infecciosas

  • Infecções causadas por vírus10, bactérias ou fungos podem causar edema11 na mucosa12 nasal e obstruir os óstios nasais13. Quando há este bloqueio, secreção mucosa12 e ar são coletados na cavidades causando pressão facial, o que pode levar à dor durante um episódio de sinusite1.

O muco é um excelente meio de cultura para o crescimento de bactérias e, se ele não é adequadamente higienizado, uma bactéria14 pode infectar o seio e, em casos mais graves, resultar na formação de abscessos.

Alergias

Caso você esteja com lacrimejamento nos olhos, coriza nasal clara, espirros constantes e dor ou coceira na garganta, esses podem ser sinais15 de alergia16. Uma reação alérgica17 causa edema11 e inflamação2 nas vias aéreas o que pode bloquear a abertura dos seios paranasais4, fazendo com que este seja um local ideal para o crescimento de bactérias, vírus10 ou fungos.

Causas anatômicas ou estruturais

  • Pólipos nasais. São formações carnudas em forma de saco na membrana mucosa12 nasal. Geralmente formam-se na zona em que os seios paranasais4 se abrem dentro da cavidade nasal e podem obstruir sua drenagem18. É possível que se acumule líquido dentro dos seios obstruídos, o que predispõe à infecção3.
  • Desvio de septo. Septo nasal é a estrutura que divide o nariz6 em duas narinas, direita e esquerda. Formado por ossos (na sua parte posterior) e por cartilagem (na porção anterior). Seu desvio pode obstruir a drenagem18 dos seios e dificultar o fluxo de ar levando à sinusite1. Uma cirurgia pode ser necessária para correção do desvio.

Riscos relacionados ao estilo de vida ou ao ambiente

  • Diferentes altitudes ou presão do ar podem resultar em inflamação2 dos seios paranasais4.
  • Uso indiscriminado de descongestionantes nasais.
  • Nadar em piscinas cloradas pode causar irritação e inflamação2.
  • Gravidez19: as alterações hormonais podem resultar em maior produção de muco e gotejameno pós-nasal.
  • Alguns anticoncepcionais podem causar sintomas7 semelhantes a uma sinusite1.
  • Dietas ricas em refinados e produtos lácteos como leite e queijo podem causar reações alérgicas e favorecer o aparecimento de sinusite1.
  • Adultos têm mais sinusite1 que as crianças. Crianças que tiveram as amígdalas ou as adenoides removidas podem ter maior tendência à sinusite1.
  • Trabalhar com crianças aumenta a probabilidade de ter sinusite1, pois elas carregam bactérias que tendem a ser resistentes aos antibióticos convencionais.
  • Cigarro retarda a atividade dos cílios que são resposnsáveis por transportar muco, esta lentidão resulta em gotejamento pós-nasal e a secreção torna-se mais espessa. Os fumantes passivos correm o mesmo risco dos fumantes ativos.

Causas adquiridas ou herdadas

  • Tumores que causam obstrução nasal
  • Refluxo gastroesofágico20
  • Baixa de imunidade21 (HIV22 ou quimioterapia23)
  • Síndrome24 de Kartagener (doença genética rara)
  • Fibrose cística25
  • Rinite26 não alérgica
  • Reação asmática severa à aspirina

Causas ambientais

Alguns agentes podem precipitar alergia16 e levar a uma sinusite1, como:

  • Poeira
  • Poluição do ar
  • Mofo
  • Pêlos de animais
  • Fumaça de cigarro

Como é feito o diagnóstico27?

Um clínico geral ou um otorrinolaringologista faz perguntas para identificar uma história clínica completa e realiza um exame físico com rinoscopia anterior (exame da cavidade nasal com um espéculo28).

Uma endoscopia29 nasal está indicada para qualquer paciente que tenha queixas nasais.

A tomografia computadorizada dos seios da face pode ser solicitada quando houver complicações de uma sinusite1 aguda, nas indicações cirúrgicas e nas sinusites crônicas ou recorrentes. É realizada de preferência após um tratamento clínico.

Em alguns casos exames laboratoriais são solicitados para pacientes30 com:

  • Suspeita de alergias
  • Fibrose cística25
  • Deficiências imunes
  • Doenças mucociliares
  • Outras doenças raras dos seios paranasais4


Como é o tratamento?

O tratamento geralmente inclui a lavagem dos seios paranasais4 com solução salina isotônica ou hipertônica, o uso de antibióticos e medicações sintomáticas como corticoides nasais. Em alguns casos, os médicos prescrevem corticoides sistêmicos.

A cirurgia está indicada para os pacientes com sinusites persistentes que não responderam à terapia clínica adequada e para pólipos nasais que causam inflamação2 crônica.

A boa hidratação ajuda muito na fluidificação das secreções, auxiliando o tratamento. É recomendada a ingestão de água (pelo menos dois litros ao dia) e o uso de vapor d'água que apresenta comprovado efeito mucolítico.

ABC.MED.BR, 2009. Sinusite ou Rinossinusite. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/51703/sinusite+ou+rinossinusite.htm>. Acesso em: 5 fev. 2012.

Comentários

28/01/2011 - Comentário feito por sebastião Andrade de Almeida
Re: Sinusite ou Rinossinusite
muito boas esses explicações sobre essa doença que tem feito muitas pessoas sofrerem, como eu; de agora em diante veu cuidar melhor do ambiente onde vivo, procurar tratamento com otorrinolaringologista
04/05/2010 - Comentário feito por Antonio Vignale
Re: Sinusite ou Rinossinusite
As informações aqui contidas oferecem, acima de tudo, segurança para o uso dos medicamentos, ainda que não se deva descartara consulta médica. O im+ortante é que, mesmo após receita de um medicamento possamos saber todas as particularidades quanto ao seu funcionamento em nosso organismo e isso este site faz com bastante clareza. Obrigado.

Glossário

1 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
2 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
3 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
4 Seios paranasais: Seios paranasais são cavidades preenchidas de ar localizadas no interior dos ossos do crânio e da face, que se comunicam com a cavidade nasal.
5 Crânio:

O ESQUELETO da CABEÇA; compreende também os OSSOS FACIAIS e os que recobrem o CÉREBRO.

Sinônimos: Calvaria; Calota Craniana

6 Nariz:

Estrutura especializada que funciona como um órgão do sentido do olfato e que também pertence ao sistema respiratório; o termo inclui tanto o nariz externo como a cavidade nasal.

7 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
8 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
9 Halitose: Halitose ou mau hálito é a exalação de odores desagradáveis oriundos da cavidade bucal ou estômago através da respiração, sendo que em 90% dos casos, a saburra lingual é a causa do problema.
10 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
11 Edema: Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo.
12 Mucosa: Nome dado ao conjunto de tecidos que formam a cobertura superficial das diferentes cavidades do corpo que se comunicam com o meio externo. P.ex. mucosa respiratória, mucosa da cavidade oral, etc.
13 Óstios nasais: Orifícios de comunicação entre os seios paranasais e a cavidade nasal.
14 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
15 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
16 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
17 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
18 Drenagem: Saída ou retirada de material líquido (sangue, pus, soro), de forma espontânea ou através de um tubo colocado no interior da cavidade afetada (dreno).
19 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
20 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
21 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
22 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
23 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
24 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
25 Fibrose cística: Doença genética autossômica recessiva que promove alteração de glândulas exócrinas do organismo. Caracterizada por infecções crônicas das vias aéreas, que leva ao desenvolvimento de bronquiectasias, insuficiência pancreática exócrina, disfunções intestinais, anormalidades das glândulas sudoríparas e disfunção genitourinária.
26 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
27 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
28 Espéculo: Instrumento destinado a dilatar a entrada de certas cavidades do corpo, para facilitar a visualização e exame de seu interior. Mais usado para exames ginecológicos, para visualizar-se a vagina e o colo do útero.
29 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
30 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência.
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As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
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