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Anosmia ou perda do olfato: o que é isso?

Tuesday, August 26, 2014
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Anosmia ou perda do olfato: o que é isso?

O que é anosmia?

Anosmia é o termo técnico que se usa para referir-se à perda total do olfato. A simples diminuição dele é chamada de hiposmia, a olfação ultrassensível é dita hiperosmia e as sensações alteradas do olfato são nomeadas disosmias. Geralmente consideramos nossa olfação como coisa garantida e nem nos damos conta do papel que ela tem nas nossas vidas. Contudo, basta que ela nos falte para percebermos sua importância. A anosmia (ou a hiposmia) pode ser transitória ou permanente. A anosmia transitória perdura apenas por certo tempo, podendo ser tratada e tem cura. A outra, não. Para que se perceba os odores das coisas é necessário que elas desprendam partículas que penetrem pelas narinas e atinjam as células olfativas, gerando estímulos que são transmitidos ao cérebro. Lá, eles são decodificados e reconhecidos como odores. Qualquer distúrbio que interfira nesse mecanismo leva a alterações na olfação.

Quais são as causas da anosmia?

A anosmia transitória pode ser causada por obstrução nas fossas nasais ou por uma inflamação na língua. Às vezes também pode ocorrer por uma lesão passageira do nervo olfativo ou de outras doenças. Uma causa frequente e comum de anosmia transitória é a gripe. Alguns medicamentos, como anfetaminas, estrogênio, nafazolina, fenotiazinas, reserpina e o uso prolongado de descongestionantes nasais podem causar esse efeito.

A anosmia permanente, por seu turno, geralmente é causada por lesão grave e irreversível dos nervos olfativos, em função de traumas, infecções, tumores, radioterapia, intoxicação por chumbo, cirurgia nasal ou nos seios da face, envelhecimento, traqueostomia, pólipos e deformidades do septo nasal, mas pode também ser congênita ou genética.

As doenças de Alzheimer e Parkinson cursam com uma diminuição significativa do olfato, que pode ser o primeiro sintoma dessas doenças.

Quais são os principais sinais e sintomas da anosmia?

A anosmia é um sintoma e não uma doença, sendo uma consequência de alguma doença ou de alguma condição que levou a este sintoma. O sintoma definidor da anosmia é a incapacidade de sentir odores, mas a anosmia também prejudica o paladar, pois 80% do sabor depende do olfato. Sem o olfato, a pessoa anósmica não pode diferenciar, por exemplo, um café sem açúcar de um purgante, já que os dois são amargos e são percebidos igualmente pelo paladar. Esse distúrbio do paladar pode levar a um desinteresse por comer, com consequente perda de peso.

Como o médico diagnostica a anosmia?

O médico começa a diagnosticar a anosmia a partir das queixas de perda de olfato e das alterações do paladar, mas pode proceder a exames endoscópicos das fossas nasais e a exames de imagens que ajudam a esclarecer as causas dessa condição. Existem também kits com múltiplos odores que ajudam o doente a perceber e a qualificar seu tipo de perda olfativa.

Como o médico trata a anosmia?

O tratamento da anosmia depende de sua causa. As congestões nasais podem ser tratadas de maneira simples com spray de vasoconstritores nasais. No caso de haver infeções virais ou alergias, essas situações devem ser tratadas. Os pólipos nasais podem requerer tratamento cirúrgico.

Como evolui a anosmia?

Grande parte das anosmias ou hiposmias é transitória e depende da evolução das doenças que as causa. Em casos de lesões definitivas do mecanismo olfativo as anosmias ou hiposmia podem ser irreversíveis.

Quais são as complicações possíveis da anosmia?

A anosmia pode ter consequências graves e até fatais para seus portadores ao não lhes permitir reconhecer os odores de substâncias estragadas, como um leite azedo, ou do vazamento do gás de cozinha, por exemplo. Por isso, essas pessoas devem ter atenção redobrada para evitar situações de risco.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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