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Megacólon: definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução, prevenção, complicações possíveis

segunda-feira, 21 de julho de 2014
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Megacólon: definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução, prevenção, complicações possíveis

O que é megacólon?

O megacólon é uma dilatação e alongamento anormais do intestino grosso, congênito ou adquirido, frequentemente associado à presença de obstruções intestinais. O megacólon congênito é também conhecido como doença de Hirschsprung, nome dado em homenagem ao médico dinamarquês Harald Hirschsprung, que foi quem primeiro a descreveu em 1886.

Quais são as causas do megacólon?

No megacólon congênito, presente desde o nascimento, ocorre um defeito genético em que partes do intestino grosso não recebem as terminações nervosas que controlam as contrações intestinais. Como consequência, os movimentos peristálticos não se dão e as fezes ficam retidas no intestino, ao invés de se encaminharem em direção ao ânus.

O megacólon adquirido pode ser de natureza tóxica ou estar associado a outras doenças como hipotireoidismo, doença de Chagas, etc. No megacólon chagásico, por exemplo, a dilatação do cólon ocorre devido à destruição irreversível dos plexos nervosos de parte da musculatura intestinal, o que leva à perda de peristaltismo e a uma dificuldade de funcionamento dos esfíncteres.

Megacólon

Quais são os principais sinais e sintomas do megacólon?

Os principais sinais e sintomas do megacólon são uma prisão de ventre crônica e progressiva que exige cada vez doses maiores de laxativos, até se tornar não responsiva a eles e uma distensão abdominal, que quando muito evoluída, pode levar à ocorrência de vômitos fecais, em razão de um refluxo de fezes.

Como o médico diagnostica o megacólon?

A suspeita diagnóstica pode ser feita por meio da história clínica e um diagnóstico de maior certeza pode ser feito por meio de uma colonoscopia que evidenciará a dilatação de parte do intestino grosso. O acúmulo prolongado de fezes pode ocasionar úlceras na mucosa intestinal e pequenos sangramentos, que se tornam visíveis na colonoscopia. Também é usado o enema baritado, em que um contraste é introduzido através do ânus, além de radiografias seriadas.

Como o médico trata o megacólon?

Somente os casos muito leves podem ser tratados clinicamente, por meio de laxativos. O uso de enemas (introdução de líquido no ânus, para lavagem) pode aliviar os sintomas do paciente, mas o uso repetido deles pode lesar a parede intestinal e causar laceração, permitindo que as fezes extravasem para o interior da cavidade abdominal, gerando uma grave complicação. O tratamento definitivo do megacólon é feito por meio de cirurgias, seja para realização de uma colostomia (estabelecimento de um orifício na parede abdominal para eliminação das fezes), seja para conectar a porção do intestino normal ao ânus, desprezando a parte doente.

Como evolui o megacólon?

No megacólon ocorre destruição irreversível das células ganglionares periféricas do sistema nervoso autonômico e/ou central durante a fase aguda da doença provocando, com o passar do tempo, o aparecimento de dilatações, hipertrofias e alongamentos do intestino grosso.

Em geral, um megacólon chagásico de grandes proporções só se estabelece depois de muitos anos de evolução da doença (dez a vinte anos).

O megacólon chagásico costuma acompanhar-se de dilatação do esôfago (megaesôfago).

O megacólon pode levar à morte, em razão das graves complicações a que pode estar associado.

Como prevenir o megacólon?

Não há como prevenir o megacólon congênito.

A prevenção do megacólon chagásico implica na prevenção da doença de Chagas.

Quais são as complicações do megacólon?

Em si, o megacólon já é uma complicação de outras doenças, mas pode ainda resultar em complicações como colites, fecalomas, obstrução ou perfuração intestinal e quadros tóxicos que podem ser fatais.

O megacólon tóxico corresponde a uma complicação grave necessitando de intervenção cirúrgica de urgência.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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