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Quais os tipos de sinusite que existem?

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Rinossinusites podem ser divididas em subtipos e as causas podem variar com o tipo. São eles: aguda, crônica, recorrente e subaguda1. Esta divisão é baseada no tempo de duração dos sintomas2 e na frequência de ocorrência.


Rinossinusite aguda

A rinossinusite aguda é uma condição inflamatória de um ou mais seios paranasais3 que dura até 4 semanas. Pode ser viral ou bacteriana. A suspeita de uma sinusite4 bacteriana começa quando os sintomas2 de um resfriado comum pioram após o quinto dia, ou duram mais que 10 dias.

Geralmente começa como um resfriado comum, que obstrui os seios paranasais3 e causa edema5 na mucosa6, seguido de infecção7 por bactérias. As glândulas8 mucosas9 começam a secretar grandes quantidades de muco que enchem essas cavidades.

Uma combinação de dois ou mais dos sintomas2 abaixo pode ser sinal10 de uma rinossinusite aguda:

  • Espirros
  • Coriza11 nasal
  • Obstrução nasal
  • Febre12
  • Tosse

Rinossinusite subaguda1

É basicamente uma condição mais leve de infecção7 aguda que dura mais do que 4 semanas, mas menos que 12 semanas. Geralmente envolve um ou dois pares de seios paranasais3. Há possibilidade de acontecer uma sinusite4 subaguda1 tendo havido tratamento clínico ou não na fase aguda.


Rinossinusite crônica

A rinossinusite crônica é uma inflamação13 e uma infecção7 que afetam o nariz14 e os seios paranasais3. É uma forma debilitante de sinusite4 que pode estar associada a sintomas2 físicos significativos, assim como a disfunções funcionais e emocionais. Os sinais15 e sintomas2 persistem por mais que 12 semanas.

Ela pode ser causada por infecções16 virais, bacterianas ou fúngicas17. Se não tratada corretamente, há possibilidade de se tornar irreversível.


Rinossinusite recorrente

É definida como três ou mais episódios recorrentes de rinossinusite aguda em um período de 12 meses, com resolução dos sintomas2 entre os episódios. Na maioria dos casos, cada episódio de recorrência18 dura em torno de 7 dias.


A sinusite4 crônica e a sinusite4 recorrente podem causar sintomas2 por longos períodos de tempo e  impactar negativamente a qualidade de vida de uma pessoa. A inflamação13 crônica do revestimento mucoso do nariz14 e dos seios paranasais3 pode estar relacionada à formação de pólipos19 nasais. Uma cirurgia muitas vezes é efetiva em eliminar tais sintomas2 se o tratamento clínico adequado não for satisfatório.


Rinossinusite crônica agudizada

É quando um portador de rinossinusite crônica apresenta agudização ou exacerbação dos sintomas2.


Rinossinusite complicada

É aquela que dá origem a um tipo de complicação por se estender para locais além dos seios paranasais3, ou seja, pode haver complicações locais ou sistêmicas em qualquer fase. São elas: meningites20, abscessos21 cerebrais, abscessos21 periorbitários, etc.

ABCMED, 2009. Quais os tipos de sinusite que existem?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/51743/quais-os-tipos-de-sinusite-que-existem.htm>. Acesso em: 15 dez. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Subaguda: Levemente aguda ou que apresenta sintomas pouco intensos, mas que só se atenuam muito lentamente (diz-se de afecção ou doença).
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Seios paranasais: Seios paranasais são cavidades preenchidas de ar localizadas no interior dos ossos do crânio e da face, que se comunicam com a cavidade nasal.
4 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
5 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
6 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
7 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
8 Glândulas: Grupo de células que secreta substâncias. As glândulas endócrinas secretam hormônios e as glândulas exócrinas secretam saliva, enzimas e água.
9 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
10 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
11 Coriza: Inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo.
12 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
13 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
14 Nariz: Estrutura especializada que funciona como um órgão do sentido do olfato e que também pertence ao sistema respiratório; o termo inclui tanto o nariz externo como a cavidade nasal.
15 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
16 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
17 Fúngicas: Relativas à ou produzidas por fungo.
18 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
19 Pólipos: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
20 Meningites: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
21 Abscessos: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
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