Meningiomas - causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e evolução

O que são meningiomas?
Meningiomas são tumores que se formam nas membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal logo no interior do crânio. Especificamente, os tumores se formam a partir de uma das três camadas de membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, chamadas meninges. Esses tumores costumam ter crescimento lento e na maioria das vezes (até 90%) são benignos.
Quais são as causas dos meningiomas?
A maioria dos meningiomas ocorre entre 40 e 60 anos e são muito raros em crianças. As causas dos meningiomas ainda não são bem compreendidas, no entanto, existem dois fatores de risco conhecidos: (1) exposição à radiação e (2) uma doença genética chamada neurofibromatose tipo 2.
Lesões anteriores e os locais onde a membrana circundante tenha sido ofendida por um motivo qualquer também funcionam como fatores de risco. Sabe-se que meningiomas podem surgir a partir da radioterapia do sistema nervoso central, mas esses casos são raros.
Algumas pesquisas sugerem uma ligação entre meningiomas e o hormônio progesterona, mas a influência desse ou de outros hormônios na formação dos meningiomas ainda não está bem estabelecida.
Os casos familiares também são raros e em geral estão ligados a síndromes genéticas como a neurofibromatose. Mulheres de meia-idade têm duas vezes mais chances de desenvolver meningioma do que os homens. Os meningiomas, aliás, são os únicos tumores cerebrais mais comuns em mulheres que em homens.
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Qual é o substrato fisiológico dos meningiomas?
Alguma célula meníngea, mais especificamente da membrana aracnoidea, começa a se reproduzir defeituosamente e forma o tumor, talvez por apresentar uma susceptibilidade genética para se multiplicar desta forma.
A aracnoide é uma fina membrana que separa a dura-máter e a pia-máter que, juntas, formam as meninges que envolvem o cérebro e a medula espinhal. É formada por tecido conjuntivo e é avascularizada, ou seja, não contém vasos sanguíneos. Recebe esse nome porque lembra uma fina teia de aranha.
Um meningioma é, pois, um tumor que surge das meninges e embora não seja tecnicamente um tumor cerebral, está incluído nesta categoria porque pode comprimir estruturas cerebrais adjacentes, nervos e vasos.
Os meningiomas são o tipo mais comum de tumor que se forma na cabeça. A maioria dos meningiomas cresce muito lentamente, frequentemente ao longo de muitos anos, sem causar sintomas, mas, às vezes, seus efeitos no tecido cerebral, nervos ou vasos próximos podem causar deficiências graves.
Quais são as características clínicas dos meningiomas?
Os meningiomas constituem cerca de 30% dos tumores intracranianos primários e podem ser únicos ou múltiplos. Eles podem comprimir as estruturas vizinhas, mas não as invadem, nem ao parênquima cerebral. Como a maioria dos meningiomas cresce muito lentamente, os sintomas costumam se desenvolver gradualmente, se é que se desenvolvem.
Os sintomas ocasionados pelos meningiomas dependem da localização e do volume do tumor. Os mais comuns incluem: dores de cabeça, convulsões, visão embaçada, fraqueza nos braços ou pernas, dormência e problemas de fala. Os tumores da linha média em idosos podem causar demência com outros poucos achados focais.
Como o médico diagnostica os meningiomas?
Grande parte dos meningiomas é diagnosticada por acaso. Em autópsias feitas por quaisquer outras razões, eles podem ser incidentalmente encontrados em 1,4% dos pacientes. E isso acontece porque eles são silenciosos, aparecem antes de começarem a causar sintomas ou nunca os causam. Se os sintomas indicarem a possibilidade de um tumor, o médico pode solicitar uma ressonância magnética e/ou uma tomografia computadorizada do crânio que permitirão que o médico localize o meningioma e determine seu tamanho. Às vezes, o cirurgião remove parte ou todo o tumor para realizar uma biópsia para determinar se ele é benigno ou maligno.
Como o médico trata os meningiomas?
Se o tumor não estiver causando nenhum sintoma, a observação e monitoramento é a providência frequentemente recomendada. Exames cerebrais regulares serão realizados para determinar se o tumor está ou não crescendo. Se o crescimento do tumor ameaçar causar problemas ou se os sintomas começarem a se desenvolver, a cirurgia pode ser necessária e uma craniotomia normalmente será realizada.
O procedimento envolve a remoção de um pedaço de osso do crânio para dar acesso à parte afetada do cérebro. O cirurgião então removerá o tumor, ou o máximo possível dele. O osso removido no início do procedimento é então recolocado. Se o tumor não puder ser alcançado por meio de cirurgia, a radioterapia pode ser usada. A radiação pode reduzir o tumor ou ajudar a evitar que ele cresça ainda mais. Se o tumor for maligno, a radiação também pode ser usada para matar células cancerosas.
Como evoluem os meningiomas?
Os meningiomas respondem bem ao tratamento. Oito em cada 10 casos são curados. As opções de tratamento incluem cirurgia cerebral, drogas esteroides e medicamentos antiepilépticos.
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Referências:
As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do Johns Hopkins Medicine, da Mayo Clinic e da American Association of Neurological Surgeons.
