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Cefaleia tensional

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O que é cefaleia1 tensional?

Uma cefaleia1 tensional é uma dor de cabeça2 difusa, leve ou moderada, dita dor de cabeça2 de tensão, que é frequentemente descrita como uma sensação de aperto na cabeça2. A dor pode irradiar-se para a região do pescoço3, olhos4 ou outros grupos musculares, afetando tipicamente ambos os lados da cabeça2.

A dor de cabeça2 de tensão é o tipo mais comum de cefaleia1 e, ainda assim, suas causas ainda não são bem compreendidas. Essas dores de cabeça2 tipo tensão são responsáveis por quase 90% de todas as dores de cabeça2.

Quais são as causas da cefaleia1 tensional?

A causa das dores de cabeça2 por tensão ainda não é bem conhecida. Especialistas costumam pensar que essas cefaleias5 resultam de contrações musculares na face6, pescoço3 e couro cabeludo, talvez como resultado de grandes emoções, tensão ou estresse. No entanto, há pesquisas que mostram que a contração muscular não é a causa.

Talvez a teoria mais comum seja a que alega uma sensibilidade muscular elevada à dor naquelas pessoas que sofrem de dores de cabeça2 tensionais. O estresse geralmente é o gatilho que dispara as dores de cabeça2 tensionais.

Saiba mais sobre "Dor de cabeça2", "Estresse" e "Disfunção da articulação temporomandibular7".

Quais são as principais características clínicas da cefaleia1 tensional?

Os sinais8 e sintomas9 da cefaleia1 tensional incluem dor de cabeça2 maçante, sensação de pressão na testa, nas laterais e na parte de trás da cabeça2 e sensibilidade nos músculos10 do couro cabeludo, pescoço3 e ombros. As dores de cabeça2 tensionais estão presentes em ambos os lados da cabeça2.

Elas podem ser divididas em duas categorias principais: (1) episódica e (2) crônica. As dores de cabeça2 tensionais episódicas são dores de curta duração, embora possam durar de 30 minutos a uma semana. Dores frequentes de tensão episódica podem se tornar crônicas. Essas dores de cabeça2 duram horas e podem ser contínuas. Se as dores de cabeça2 ocorrem 15 ou mais dias por mês, por pelo menos três meses, elas devem ser consideradas crônicas.

Como o médico diagnostica a cefaleia1 tensional?

Frequentemente tem-se que fazer uma diferenciação entre a dor de cabeça2 tensional e a enxaqueca11, o que pode ser difícil. Além disso, a pessoa pode ter, ao mesmo tempo, dores de cabeça2 tensionais episódicas e enxaquecas12.

Ao contrário de algumas formas de enxaqueca11, dores de cabeça2 tensionais geralmente não estão associadas a distúrbios visuais, náuseas13 ou vômitos14. Embora a atividade física normalmente agrave a dor da enxaqueca11, ela não piora a dor da cefaleia1 por tensão. Uma sensibilidade aumentada à luz ou ao som pode ocorrer com uma cefaleia1 tensional, mas estes não são sintomas9 comuns.

Como o médico trata a cefaleia1 tensional?

Gerenciar uma cefaleia1 tensional é muitas vezes fazer um equilíbrio entre a promoção de hábitos saudáveis, a descoberta de tratamentos não medicamentosos eficazes e a utilização de medicamentos adequados.

Psicoterapia, biofeedback e técnicas de relaxamento podem ajudar a reduzir ou curar a cefaleia1 tensional. A terapia cognitiva15 comportamental ajuda a aprender a lidar com o estresse e pode ajudar a reduzir a frequência e a gravidade das dores de cabeça2. O treinamento de biofeedback ensina a controlar certas respostas corporais que reduzem a dor, como tensão muscular, frequência cardíaca e pressão arterial16. A pessoa então aprende a reduzir a tensão muscular, a diminuir a frequência cardíaca e a respirar de modo adequado.

As técnicas de relaxamento são um outro recurso. Qualquer coisa que ajude a relaxar, incluindo respiração profunda, ioga, meditação e relaxamento muscular progressivo, pode aliviar as dores de cabeça2. A pessoa pode aprender técnicas de relaxamento em aulas, livros, aplicativos para smartphones, etc.

O uso de medicamentos em conjunto com técnicas de controle do estresse pode ser mais eficaz do que um desses tratamentos isoladamente. Os analgésicos17 comuns são eficientes para aliviar os sintomas9 da cefaleia1 tensional, mas os relaxantes musculares parecem não ter efeitos.

Leia sobre "Enxaqueca11", "Psicoterapias" e "Psiquiatra, psicólogo ou psicanalista".

Como prevenir a cefaleia1 tensional?

Os antidepressivos tricíclicos parecem ter efeito de diminuir ou mesmo suprimir as cefaleias5 tensionais. Adicionalmente, é importante viver um estilo de vida saudável, dormir bem, não fumar, exercitar-se regularmente, fazer refeições regulares e bem balanceadas, beber muita água e limitar o uso de álcool, cafeína e açúcar18.

Quais são as complicações possíveis da cefaleia1 tensional?

Como as dores de cabeça2 tensionais são muito comuns, seu efeito na produtividade profissional e na qualidade de vida é considerável, especialmente se forem crônicas. A dor frequente pode tornar a pessoa incapaz de participar de certas atividades ou prejudicar a sua capacidade de trabalho.

Veja também sobre "Antidepressivos", "Mitos e verdades sobre dor de cabeça2" e "Enxaqueca11 abdominal".

 

ABCMED, 2018. Cefaleia tensional. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1324138/cefaleia+tensional.htm>. Acesso em: 21 out. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
2 Cabeça:
3 Pescoço:
4 Olhos:
5 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
6 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
7 Articulação Temporomandibular: Articulação entre o côndilo da mandíbula e o tubérculo articular do osso temporal. Relação Central;
8 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
9 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
10 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
11 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
12 Enxaquecas: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
13 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
14 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
15 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
16 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
17 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
18 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
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