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Queda de alturas: como é e quais são os primeiros socorros à vítima?

sexta-feira, 6 de julho de 2018
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Queda de alturas: como é e quais são os primeiros socorros à vítima?

O que são quedas de alturas?

As quedas de alturas são aquelas em que a pessoa cai do plano em que se encontra para outro abaixo dele. Elas causam lesões graves e por vezes fatais a cada ano e aumentam em muito a morbidade e mortalidade das pessoas envolvidas. Quedas de altura são quedas verticais que ocasionam brusca desaceleração vertical do corpo, com forte impacto sobre uma superfície, que pode ter várias características diferentes.

As lesões ocasionadas por essas quedas diferem das lesões causadas por uma brusca desaceleração horizontal como as que ocorrem, por exemplo, em acidentes com veículos.

Quais são as causas da queda de alturas?

Quedas de lugares altos são frequentemente encontradas em acidentes, suicídios e raramente em homicídios. As quedas acidentais ocorrem com frequência na construção civil, onde elas representam cerca de 40% dos acidentes de trabalho de trabalhadores que atuam em alturas.

Saiba mais sobre "Acidentes de trânsito", "Acidentes", "Suicídio", "Traumatismos cranianos" e "Queda da própria altura".

Quais são as características clínicas das quedas de altura?

Se uma pessoa cair de uma altura acima de um metro e oitenta, é provável que sofra ferimentos graves. Mesmo se a altura da queda for menor, pode deixar a vítima com alguma sequela, de modo a torná-la incapaz de realizar sua rotina de atividades.

A gravidade ou fatalidade das lesões depende não apenas da altura da queda, mas também da posição de aterrissagem do corpo, da natureza da superfície de impacto, dos objetos encontrados no caminho da queda, do tipo de pessoa (criança, jovem ou idoso; magro ou obeso, etc.) e das roupas e medidas de segurança que possam estar sendo utilizadas, nos casos de trabalhadores que trabalham em altitudes elevadas.

As lesões por desaceleração (quedas) envolvem caracteristicamente estruturas de sustentação maior de peso com forças transmitidas através do pé, perna, pelve e coluna vertebral. As consequências mais importantes são lesões esqueléticas. As lesões da extremidade inferior são susceptíveis de serem unilaterais e cominutivas (fraturas compostas por múltiplos fragmentos ósseos), porque a força de desaceleração é aplicada a uma pequena área, quando a pessoa cai de pé.

O modo de impacto influencia as lesões individuais. Cair de cabeça é bem mais grave e fatal que cair em qualquer outra posição. A gravidade da lesão aumenta quanto mais brusca é a desaceleração.

As lesões produzidas por quedas podem ter padrões diferentes. Lesões mais severas ocorrem quando as forças de desaceleração são aplicadas ao corpo de modo vertical (a pessoa cai em pé ou de cabeça). Entre as múltiplas lesões possíveis, na cabeça é comum que ocorra fratura craniana deprimida, contusão cerebral e hemorragia intracraniana; no tórax pode-se encontrar contusão pulmonar, ruptura dos brônquios ou da aorta e fratura do esterno resultante da hiperflexão do queixo; na coluna espinhal, os corpos vertebrais podem ser fraturados e no abdômen geralmente ocorrem lesões nos intestinos, sobretudo nas junções de porções móveis.

Primeiros socorros após uma queda de altura

A primeira coisa a fazer é chamar imediatamente uma ambulância que transporte o paciente para o hospital mais próximo. Ao mesmo tempo deve-se observar se a vítima está consciente. Se estiver inconsciente, deve-se verificar se está respirando e se o coração está batendo. Se a constatação for negativa, fazer respiração boca-a-boca e/ou massagem cardíaca até chegar ajuda especializada.

Se a vítima não conseguir se levantar após a queda, evite movê-la. Em caso de evidente fratura, imobilizar emergencialmente o membro fraturado na posição em que esteja, usando tábuas ou tecidos, por exemplo. Em caso de sangramento, fazer pressão sobre o local da hemorragia com a própria mão (se tiver luvas à disposição ou um pano limpo) por, pelo menos, 10 minutos.

Veja também sobre "Fratura óssea", "Hemorragias", "Concussão cerebral", "Escala de Coma de Glasgow", "Hematoma subdural" e "Lesões da medula espinhal".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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