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Doenças que causam cansaço excessivo

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O que são doenças que causam cansaço excessivo?

Muitas doenças que causam cansaço excessivo podem chegar de mansinho, instalar-se vagarosamente e dar origem a uma sensação de fadiga1, moleza e falta energia, até mesmo para executar as pequenas atividades cotidianas. Com a correria do dia a dia atualmente, muitos atribuem essa sensação de cansaço extremo a noites mal dormidas e/ou ao estresse. Tais situações de desânimo geram um impacto profundo nas atividades sociais, na produtividade na vida profissional, além de terem se tornado uma das principais queixas nos consultórios médicos.

Saiba mais sobre "Ansiedade generalizada", "Ansiedade normal e patológica" e "Estresse".

Quais são as causas das doenças que causam cansaço excessivo?

A sensação de cansaço excessivo pode dever-se a uma noite mal dormida, horas enfrentando o trânsito das grandes capitais ou ainda viver em eterno estado de tensão e estresse. No entanto, existem outros fatores causais, como os decorrentes de carências nutricionais, desequilíbrios hormonais, infecções2 e doenças autoimunes3.

Quais são as principais doenças que causam cansaço excessivo?

Inúmeras doenças podem dar origem à sensação de cansaço. As mais comuns são: gripe4, doença da tireoide5, anemia6, depressão, insônia, diabetes7, insuficiência cardíaca congestiva8, deficiência de vitaminas, efeitos colaterais9 de medicamentos, polimiosite, câncer10, quimioterapia11, acidente vascular cerebral12, doenças que afetam os nervos ou os músculos13 e overdose de medicação ou de vitaminas.

Leia sobre "Depressão", "Hipotireoidismo14", "Gripe4" e "Polimiosite".

Mas o cansaço também pode se dever ao estilo de vida:

  1. Consumir muito carboidrato15 refinado pode levar à sensação de cansaço. O corpo transforma carboidratos em açúcar16, que pode ser usado para produzir energia. No entanto, eles podem ter o efeito contrário e fazer com que a pessoa se sinta cansada durante todo o dia, quando em excesso. O aumento nos níveis de açúcar16 no sangue17 e a queda subsequente pode aumentar a exaustão física. Essa exaustão pode aumentar o desejo por mais carboidratos refinados, estabelecendo um ciclo vicioso.
  2. Vida sedentária pode ser causa de baixa energia. Muitas pessoas alegam se sentirem cansadas demais para fazer exercícios, mas quando começam a executá-los têm exatamente a sensação contrária. Durante o exercício, são liberadas substâncias no organismo que geram sensação de bem-estar e ânimo.
  3. A síndrome18 de fadiga1 crônica é caracterizada por fadiga1 extrema, inexplicável e diária, que não pode ser explicada por nenhuma condição médica subjacente. Esta fadiga1 costuma piorar com a atividade física ou mental, mas não melhora com o repouso.
  4. Não dormir o suficiente é uma das causas de fadiga1. Depois de uma noite de sono bem dormida, normalmente acorda-se mais alerta e com mais energia. Além de dormir por um tempo suficiente, manter uma rotina de sono regular também parece ajudar a evitar o cansaço.
  5. Sensibilidades alimentares específicas também podem causar cansaço. Mas a fadiga1 é um sintoma19 muitas vezes esquecido nesses casos. Os principais alimentos que podem causar tal sintoma19 incluem glúten20, laticínios, soja e milho.
  6. Consumir poucas calorias21 pode causar cansaço excessivo. Quando uma pessoa come muito pouco, seu metabolismo22 diminui, a fim de conservar a energia, potencialmente causando fadiga1. Também comer pouca proteína pode contribuir para o cansaço excessivo, porque a proteína ajuda a evitar o cansaço.
  7. A desidratação23 é outra causa para sentir cansaço excessivo. A desidratação23 ocorre quando a pessoa não bebe bastante líquido, para substituir a água perdida pela urina24, fezes, suor e respiração.
  8. As bebidas energéticas podem proporcionar um impulso temporário de energia, devido ao alto teor de cafeína e açúcar16, mas essas bebidas energéticas também são susceptíveis de causar cansaço excessivo quando os efeitos da cafeína e açúcar16 acabam.
  9. estresses normais, que não causam grandes repercussões, mas níveis excessivos de estresse têm sido associados à fadiga1 em vários estudos.

Como o médico trata as doenças que causam cansaço excessivo?

Algumas doenças que causam cansaço excessivo necessitam de acompanhamentos médicos específicos, como diabetes mellitus25, doenças da tireoide5, síndrome18 da fadiga1 crônica, câncer10, insônia, anemias, insuficiência cardíaca26, dentre outras. Este acompanhamento médico pode ajudar os pacientes a se sentirem bem melhor.

Pequenas mudanças no estilo de vida colaboram para diminuir o cansaço, tais como a prática de exercícios físicos, que pode ajudar a reduzir a fadiga1. Até mesmo aumentos mínimos na atividade física parecem ser benéficos. A solução pode ser simples, se a pessoa substituir comportamentos sedentários por outros ativos, como por exemplo subir as escadas em vez de usar o elevador, caminhar ao invés de dirigir e fazer caminhadas diárias pelas manhãs e nos finais de semana. Além de também mudar os hábitos alimentares incluindo refeições mais saudáveis no seu dia a dia.

Veja também sobre "Síndrome18 da fadiga1 crônica", "Atividade física", "Desidratação23", "Insônia", "Distúrbios do sono", "Diabetes mellitus25" e "Anemias".

 

ABCMED, 2018. Doenças que causam cansaço excessivo. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1319133/doencas-que-causam-cansaco-excessivo.htm>. Acesso em: 21 mar. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
4 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
5 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
6 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
7 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
8 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
9 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
10 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
11 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
12 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
13 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
14 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
15 Carboidrato: Um dos três tipos de nutrientes dos alimentos, é um macronutriente. Os alimentos que possuem carboidratos são: amido, açúcar, frutas, vegetais e derivados do leite.
16 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
17 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
18 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
19 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
20 Glúten: Substância viscosa, extraída de cereais, depois de eliminado o amido. É uma proteína composta pela mistura das proteínas gliadina e glutenina.
21 Calorias: Dizemos que um alimento tem “x“ calorias, para nos referirmos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, ou seja, à energia que será utilizada para o corpo realizar suas funções de respiração, digestão, prática de atividades físicas, etc.
22 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
23 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
24 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
25 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
26 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
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