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Tumor de Wilms

segunda-feira, 26 de março de 2018
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Tumor de Wilms

O que é tumor de Wilms?

O tumor de Wilms, também conhecido como nefroblastoma, é um tipo raro de câncer de rim (1/10.000) que afeta principalmente crianças de 3 a 4 anos, tornando-se muito menos comum após os 5 anos de idade e raríssimo em adultos. Na maioria dos casos, ele ocorre em apenas um dos rins, embora às vezes possa ser encontrado em ambos os rins ao mesmo tempo.

O tumor foi assim nomeado após o cirurgião alemão Dr. Max Wilms (1867-1918) tê-lo descrito pela primeira vez.

Quais são as causas do tumor de Wilms?

Não é totalmente claro o que causa o tumor de Wilms mas, em alguns raros casos, a hereditariedade pode desempenhar um papel importante. De um modo geral, o câncer começa quando as células desenvolvem erros em seu DNA que permitem que elas cresçam e se dividam incontrolavelmente e continuem vivendo enquanto outras células morrem. No tumor de Wilms, este processo ocorre nas células do rim. Em casos raros, os erros no DNA que levam ao tumor de Wilms são passados de pai para filho, no entanto, na maioria dos casos, não se observa esta conexão.

Alguns fatores de risco que podem levar ao tumor de Wilms incluem raça afro-americana, história familiar do tumor de Wilms e crianças com certas anormalidades ou síndromes congênitas. A maioria deles (75%) ocorre em crianças normais, mas uma minoria (25%) está associada a outras anormalidades do desenvolvimento.

Quais são as principais características clínicas do tumor de Wilms?

Os sinais e sintomas do tumor de Wilms variam amplamente. Algumas crianças nem sequer apresentam sinais ou sintomas óbvios. Mas a maioria das crianças com tumor de Wilms experimenta um ou mais dos seguinte sinais ou sintomas: uma massa abdominal que pode ser sentida à palpação, inchaço e dor abdominal, febre, sangue na urina, náuseas, vômitos, prisão de ventre, perda de apetite, falta de ar e pressão alta.

Leia sobre "Dor abdominal", Sangue na urina", "Falta de ar" e "Hipertensão na infância".

Como o médico diagnostica o tumor de Wilms?

A história clínica e o exame físico podem fornecer as primeiras pistas diagnósticas. Os exames de urina e sangue podem mostrar um problema renal. O exame de urina é realizado para verificar a presença de sangue e/ou outras substâncias estranhas.

Os principais exames de imagens para o diagnóstico ou estadiamento do tumor de Wilms são ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, radiografia de tórax e cintilografia óssea.

A biópsia renal geralmente não é necessária porque os exames de imagem podem fornecer informações suficientes para definir se uma criança tem ou não um tumor de Wilms. No entanto, um diagnóstico de certeza só é feito quando uma amostra do tumor é removida e analisada por um patologista.

Como o médico trata o tumor de Wilms?

Os tumores de Wilms são tratados por uma equipe multidisciplinar que inclua pediatras, cirurgiões, nefrologistas, urologistas e oncologistas, dentre outros profissionais. Os principais tipos de tratamento são cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A maioria das crianças passa por uma combinação desses tratamentos.

O objetivo da cirurgia é remover o tumor, quando possível. Se por qualquer motivo isso não for possível, o médico pode usar quimioterapia ou radioterapia, ou ambos, para tentar reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia.

Saiba mais sobre "Radioterapia" e "Quimioterapia".

Como em geral evolui o tumor de Wilms?

Ultimamente, os avanços no diagnóstico e tratamento do tumor de Wilms têm melhorado consideravelmente o prognóstico para crianças com esta doença. Com o tratamento adequado, a perspectiva futura para a maioria das crianças com tumor de Wilms é muito boa, com cerca de 90% dos pacientes sobrevivendo por pelo menos cinco anos, mas a remoção precoce tende a promover resultados ainda mais positivos.

Como prevenir o tumor de Wilms?

O tumor de Wilms em si mesmo não pode ser evitado. Contudo, se a criança estiver incluída nos fatores de risco para o tumor de Wilms, o médico pode recomendar ultrassonografias renais periódicas para procurar detectá-lo precocemente, em estágio inicial, quando o tratamento é bem mais satisfatório.

Veja também sobre "Câncer infantil", "Retinoblastoma", "Neuroblastoma" e "Leucemias".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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