Atalho: 5IE23I8
Gostou do artigo? Compartilhe!

Câncer de Próstata. O que é?

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie este artigo

O que é câncer1 de próstata2?

É o câncer1 que ocorre na próstata2 – uma pequena glândula3 em forma de noz que envolve a uretra4 masculina logo abaixo da bexiga urinária5, podendo ser sentida através do exame de toque retal.  Sua principal função é armazenar e secretar um fluido claro que constitui 10 a 30% do volume do fluido seminal, que, junto com os espermatozóides6, constitui o sêmen7.

O câncer1 de próstata2 é um dos mais frequentes tipos de câncer1 masculino. Este tumor8 geralmente tem crescimento lento e inicialmente fica confinado a esta glândula3, local onde às vezes pode não causar sintomas9 ou danos sérios.

Enquanto alguns tipos crescem lentamente e necessitam de tratamento mínimo ou mesmo dispensam o tratamento, outros são agressivos e podem se espalhar rapidamente pelo organismo.

Os tumores de próstata2 que são diagnosticados precocemente – quando ainda estão confinados à glândula3 – têm uma chance maior de sucesso no tratamento.

Quais são os sintomas9?

Ele pode não causar sintomas9 nos seus estágios iniciais, e mesmo não ser palpado durante uma consulta médica. Já os tumores mais avançados podem causar sinais10 e sintomas9 como:

  • Problemas urinários.
  • Diminuição da força do jato urinário.
  • Sangue11 na urina12.
  • Sangue11 no sêmen7.
  • Edema13 (inchaço14) nas pernas.
  • Desconforto na região pélvica15.
  • Dor nos ossos.

Quais são as causas?

As causas ainda não estão claras, mas o tumor8 começa quando algumas células16 da próstata2 sofrem mutações no seu DNA, o que leva a alterações no crescimento e divisão celulares, os quais passam a acontecer de maneira mais rápida do que o que geralmente acontecia.

O acúmulo de células16 anormais forma um tumor8 que pode crescer e invadir tecidos próximos. Algumas dessas células16 podem se separar e disseminar (metástase17) para outras partes do corpo.

Existem fatores de risco?

Os fatores de risco que podem aumentar a chance de tumores na próstata2 são:

  • Idade avançada. O risco de câncer1 de próstata2 aumenta com a idade. Ele é mais comum acima de 65 anos de idade.
  • Ser negro. Homens negros têm um risco aumentado de câncer1 de próstata2 em relação aos homens de outras raças. Não está claro o porquê.
  • História familiar de câncer1 de próstata2. Se um homem na sua família já teve ou está com câncer1 de próstata2 o seu risco pode estar aumentado.
  • Obesidade18. É mais provável que homens obesos diagnosticados com este tipo de tumor8 tenham a doença em um estágio mais avançado, o que torna o tratamento mais difícil.

Quais são as complicações do câncer1 de próstata2 e do seu tratamento?

  • Disseminação do tumor8. Os tumores de próstata2 podem se espalhar para tecidos vizinhos através da corrente sanguínea, ou do sistema linfático19 para os ossos e outros órgãos. Os tumores disseminados para outros órgãos são mais difíceis de tratar que o câncer1 confinado à glândula3.
  • Incontinência urinária20. Tanto o tumor8, quanto os medicamentos usados no seu tratamento podem causar incontinência urinária20.  O tratamento da incontinência21 depende do tipo de tumor8, da severidade da doença e da probabilidade de melhora no longo prazo. A terapêutica22 pode incluir medicamentos, colocação de cateteres ou sondas e cirurgia.
  • Disfunção erétil. A disfunção erétil pode ser resultado do câncer1 de próstata2 ou do seu tratamento, incluindo cirurgias, radiações ou tratamentos hormonais. Medicações, dispositivos a vácuo que auxiliam alcançar a ereção23 e cirurgias estão disponíveis para tratar esta condição.

Quais são os exames e como é feito o diagnóstico24?

A maioria dos tumores de próstata2 é diagnosticada através de exames de rotina. Mas fazer exame em homens que não apresentam sintomas9 é uma conduta controversa. As organizações médicas ainda não chegaram à conclusão se o rastreamento traz mesmo benefícios. Algumas recomendam os exames preventivos, outras não.

O melhor é discutir com o seu médico se eles devem ou não ser realizados e conhecer os benefícios e os riscos destes exames preventivos. Juntos vocês podem escolher a decisão mais adequada ao seu perfil.

Exames da próstata2 incluem:

  • Toque retal: durante a realização do toque retal o médico calça luvas, passa um lubrificante no dedo e o introduz no reto25 para examinar a próstata2. Caso o médico encontre alguma anormalidade na textura, forma ou tamanho da glândula3, você pode precisar realizar alguns exames complementares.
  • PSA (Antígeno26 prostático específico): uma amostra de sangue11 é retirada de uma veia no seu braço e analisada. É realizada a avaliação do PSA, uma substância naturalmente produzida pela próstata2. É normal uma pequena quantidade de PSA estar presente no sangue11. Entretanto, se um nível acima do normal é encontrado, pode ser uma indicação de infecção27 ou inflamação28 na próstata2 (prostatite29), aumento da glândula3 ou câncer1.

O toque retal, associado à avaliação do PSA, ajuda a identificar tumores em seus estágios iniciais, mas os estudos ainda não comprovaram se estes exames salvam vidas. Por esta razão, há muitos debates e divergências sobre o rastreamento preventivo30 para o câncer1 de próstata2.

O que fazer se o toque retal e o PSA estão alterados?

Se alguma anormalidade é detectada no toque retal ou no PSA, seu médico pode recomendar exames para verificar as condições da próstata2, como:

  • Ultrassonografia31 transretal. Uma ultrassonografia31 transretal é feita com um aparelho de ultrassonografia31 conectado a um transdutor transretal comprido e fino com uma cabeça32 um pouco maior por onde são emitidas ondas. O transdutor é revestido com camisinha e gel próprio (à base de água) e outra camisinha por cima para manter essa “bolsa de gel” no local correto, pois é ela que permite a visualização das imagens. Um lubrificante é passado na ponta do transdutor que será inserido pelo reto25 em cerca de 3 cm. O exame é indolor e rápido e o paciente não sente nenhum desconforto. Ele fica deitado de lado, de costas33 para o médico, com as pernas semi-flexionadas. Neste exame, dentre outras estruturas podem ser visualizadas a próstata2 e a vesícula seminal34.
  • Biópsia35 da próstata2. É a coleta de uma amostra de tecido36 de células16 suspeitas (biópsia35 da próstata2) para serem analisadas no laboratório com o objetivo de determinar a presença ou ausência de células16 malignas. Ela é realizada inserindo uma agulha na glândula3.

Quando uma biópsia35 confirma a presença de câncer1, o próximo passo é determinar a agressividade do tumor8. A amostra de tecido36 é estudada e as células16 cancerosas são comparadas às células16 saudáveis. Quanto mais diferente das células16 saudáveis forem as células16 tumorais, mais agressivo o tumor8 e maior a chance dele se espalhar pelo organismo.

A escala mais usada para determinar a agressividade do tumor8 de próstata2 é o escore de Gleason. Este escore varia de 2 (câncer1 não agressivo) até 10 (tumores muito agressivos).

ABCMED, 2010. Câncer de Próstata. O que é?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-do-homem/62827/cancer+de+prostata+o+que+e.htm>. Acesso em: 22 nov. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
3 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
4 Uretra: É um órgão túbulo-muscular que serve para eliminação da urina.
5 Bexiga Urinária: Saco musculomembranoso ao longo do TRATO URINÁRIO. A URINA flui dos rins (KIDNEY) para dentro da bexiga via URETERES (URETER) e permanece lá até a MICÇÃO. Sinônimos: Bexiga
6 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
7 Sêmen: Sêmen ou esperma. Líquido denso, gelatinoso, branco acinzentado e opaco, que contém espermatozoides e que serve para conduzi-los até o óvulo. O sêmen é o líquido da ejaculação. Ele é composto de plasma seminal e espermatozoides. Este plasma contém nutrientes que alimentam e protegem os espermatozoides.
8 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
9 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
10 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
11 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
12 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
13 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
14 Inchaço: Inchação, edema.
15 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
16 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
17 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
18 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
19 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
20 Incontinência urinária: Perda do controle da bexiga que provoca a passagem involuntária de urina através da uretra. Existem diversas causas e tipos de incontinência e muitas opções terapêuticas. Estas vão desde simples exercícios de fisioterapia até complicadas cirurgias. As mulheres são mais freqüentemente acometidas por este problema.
21 Incontinência: Perda do controle da bexiga ou do intestino, perda acidental de urina ou fezes.
22 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
23 Ereção: 1. Ato ou efeito de erigir ou erguer. 2. Inauguração, criação. 3. Levantamento ou endurecimento do pênis.
24 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
25 Reto: Segmento distal do INTESTINO GROSSO, entre o COLO SIGMÓIDE e o CANAL ANAL.
26 Antígeno: 1. Partícula ou molécula capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo.
27 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
28 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
29 Prostatite: Quadro de inflamação da próstata.
30 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
31 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
32 Cabeça:
33 Costas:
34 Vesícula seminal: As vesículas seminais são duas bolsas membranosas lobuladas que elaboram um líquido para ser adicionado na secreção dos testículos.Elas secretam um líquido que contém frutose (açúcar monossacarídeo), prostaglandinas e proteínas de coagulação (vitamina C). A natureza alcalina do líquido ajuda a neutralizar o ambiente ácido da uretra masculina e trato genital feminino, que tornaria inativos os espermatozóides.
35 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
36 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
Gostou do artigo? Compartilhe!

Tem alguma dúvida sobre Urologia?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.

Comentários

19/10/2012 - Comentário feito por Fernando
Câncer de Próstata. O que é?
Após uma prostatectomia radical incorre a disfunção erétil,isto acontece pelo comprometimento cirúrgico nos nervos peniano ou na irrigação sanguinea do corpo cavernoso e quais alternativas medica para solucionar o problema.

15/07/2012 - Comentário feito por bruno
Re: Câncer de Próstata. O que é?
gostaria de saber sobre outro fator,depois de fazer uma vasectomia recente se a minha parceira engravidasse o feto poderia ter má formação?ou isso é só mito ?

  • Entrar
  • Assinar