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Queda de cabelo em mulheres: como acontece?

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Queda de cabelo1 em mulheres. Como é?

O cabelo1 é um símbolo de beleza feminino. Quando os fios vão ficando mais finos, ralos e o couro cabeludo começa a aparecer, as mulheres se preocupam. Segundo dados da Academia Americana de Dermatologia, mais de 100 milhões de mulheres no mundo estão ficando carecas. Se você é uma delas, conheça os tratamentos clínicos que podem funcionar. Para os demais casos, há o transplante capilar2 ou cirurgia de recuperação capilar2.

Quais são as causas da queda de cabelo1 feminino?

A calvície3 feminina é multifatorial, ou seja, várias causas podem ser responsáveis pelo problema. A alopécia androgenética4 (de herança genética), é uma causa frequente de perda de cabelos em mulheres, mas ela é uma dentre várias outras causas a serem consideradas.

O padrão feminino de perda de cabelo1 raramente progride para a extensa e avançada perda de cabelos que acontece com os homens, com aquelas “entradas” no topo da cabeça5. Alguns investigadores acreditam que, embora a calvície3 tenha causas genéticas em ambos os sexos, genes diferentes podem estar envolvidos ou o funcionamento dos genes que levam à perda de cabelo1 pode ser diferente em homens e mulheres.

Outras condições que causam a perda de cabelo1 em mulheres incluem:

  • Hipo e hipertireoidismo6: perda de cabelo1 pode ser um sinal7 precoce da disfunção da glândula8 tireoide9. Esta queda pode ser interrompida ou revertida quando a disfunção da tireóide é tratada de forma adequada.
  • Síndrome10 dos ovários11 policísticos: uma condição herdada que leva à disfunção dos ovários11, causando alterações hormonais. Ela ocorre em cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva.
  • Alterações hormonais associadas à gravidez12: a perda capilar2 associada à gravidez12 é auto-limitada e temporária, geralmente resolvendo-se dentro de alguns meses após o parto.
  • Alterações hormonais associadas com a menopausa13: a perda de cabelos pode começar com o início da menopausa13 e ser retardada com tratamento médico adequado para os sintomas14 desta fase da vida.
  • Uso de alguns medicamentos, como alguns usados em tratamento de tumores malignos.
  • Vida sedentária ou uma alimentação pobre em nutrientes.
  • Infecção15 por fungos.
  • Ruptura do cabelo1: pode imitar os cabelos ralos e fazer uma mulher acreditar que ela está perdendo cabelo1. Causas comuns de quebra de cabelo1 incluem excesso de tratamento com produtos químicos que alisam os fios, relaxam ou tingem os cabelos.
  • Uma cirurgia plástica facial que altera a configuração da linha do cabelo1 pode causar uma aparência de perda de cabelo1. O transplante de cabelo1 é uma solução bem sucedida para reparar alterações resultantes de cirurgia estética.
  • Alguns penteados que tracionam os fios como tranças apertadas e o hábito de amarrar os cabelos com elásticos podem danificar os folículos capilares16 e, eventualmente, causar a perda permanente do cabelo1. Podem até provocar danos nos tecidos do couro cabeludo deixando cicatrizes17 neste local.
  • Perda de cabelo1 de outra forma inexplicável pode dever-se a condições como alopecia areata18 e eflúvio telógeno19, que exigem diagnóstico20 médico.
ABCMED, 2011. Queda de cabelo em mulheres: como acontece?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/242850/queda-de-cabelo-em-mulheres-como-acontece.htm>. Acesso em: 9 dez. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
2 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
3 Calvície: Também chamada de alopécia androgenética é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos, sendo que a herança genética pode vir do lado paterno ou materno. É resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormônios masculinos que começam a ser produzidos na adolescência (testosterona). Ao atingir o couro cabeludo de pacientes com tendência genética para a calvície, a testosterona sofre a ação de uma enzima, a 5-alfa-redutase, e é transformada em diidrotestosterona (DHT). É a DHT que vai agir sobre os folículos pilosos promovendo a sua diminuição progressiva. O resultado final deste processo de diminuição e afinamento dos fios de cabelo é a calvície.
4 Alopécia androgenética: Também chamada de calvície masculina é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos, sendo que a herança genética pode vir do lado paterno ou materno. É resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormônios masculinos que começam a ser produzidos na adolescência (testosterona). Ao atingir o couro cabeludo de pacientes com tendência genética para a calvície, a testosterona sofre a ação de uma enzima, a 5-alfa-redutase, e é transformada em diidrotestosterona (DHT). É a DHT que vai agir sobre os folículos pilosos promovendo a sua diminuição progressiva. O resultado final deste processo de diminuição e afinamento dos fios de cabelo é a calvície.
5 Cabeça:
6 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
7 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
8 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
9 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
10 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
11 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
12 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
13 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
14 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
15 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
16 Capilares: Minúsculos vasos que conectam as arteríolas e vênulas.
17 Cicatrizes: Formação de um novo tecido durante o processo de cicatrização de um ferimento.
18 Alopecia areata: Doença de causa desconhecida, que atinge igualmente homens e mulheres, caracterizando-se pela queda repentina dos pêlos nas áreas afetadas, sem alteração da superfície cutânea. Entre as possíveis causas estão uma predisposição genética que seria estimulada por fatores como o estresse emocional e fenômenos autoimunes. É uma perda de cabelo localizada em áreas bem delimitadas, arredondadas ou ovais, do couro cabeludo ou de outras partes do corpo. Pode surgir em qualquer idade, embora 60% dos seus portadores tenham menos de 20 anos.
19 Eflúvio telógeno: Caracteriza-se por períodos concentrados e limitados de intensa perda de cabelos que estão na fase telógena, ou seja, na fase de queda do ciclo de renovação capilar. Várias causas determinam o seu surgimento: pós-parto, interrupção do uso de pílulas anticoncepcionais ou de reposição hormonal, infecções e doenças acompanhadas de febre alta, traumas físicos e/ou emocionais, pós-operatório, doenças da tireoide, anemias ou deficiências nutricionais. Considerando-se que a queda de cerca de até 100 fios por dia é normal, o número de fios que caem deve ser maior que este. Não existem outros sintomas acompanhando a queda dos cabelos. Normalmente, a resolução é espontânea em 3 a 6 meses.
20 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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