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Instabilidade da coluna vertebral

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O que é instabilidade da coluna vertebral1?

A coluna vertebral1 é um “empilhamento” de vértebras intercaladas por discos fibrosos, que tem a função de sustentação do corpo em posição ereta. É muito grande a carga que suportam as articulações2 vertebrais, sobretudo as mais baixas, da região lombar3.

Todo esse complexo arranjo é mantido estável pelos elementos anatômicos que rodeiam e constituem a coluna vertebral1: músculos4, tendões5, ligamentos6 e discos de articulação7 e amortecimento. A alteração de qualquer um desses elementos gera uma instabilidade que resulta em sintomas8. O conceito de instabilidade da coluna vertebral1 foi apresentado primeiramente por Barr em 1951.

Quais são as causas da instabilidade da coluna vertebral1?

A instabilidade da coluna vertebral1 ocorre igualmente em ambos os sexos, geralmente na terceira ou quarta década de vida e frequentemente envolve alterações degenerativas9 no disco vertebral L4 ou L5 (nesse último, menos comumente), devido à idade. A instabilidade também pode dever-se à espondilolistese (escorregamento de uma vértebra sobre outra imediatamente abaixo) ou a qualquer outra doença ou condição médica que afete as vértebras.

Saiba mais sobre "Desvios da coluna", "Espondilolistese" e "Dores nas costas10".

Quais são as principais características clínicas da instabilidade da coluna vertebral1?

A instabilidade da coluna vertebral1 pode levar ao surgimento de dores lombares, em resposta a uma frouxidão ligamentar e/ou dos músculos4 paravertebrais. Geralmente a coluna “estala” constantemente com pequenos movimentos.

A dor, que é entorpecida, profunda, constante e limitante, afeta mais a região média da coluna, podendo irradiar-se para as nádegas11 ou membros inferiores, piorando com a manutenção de uma mesma postura por um longo intervalo de tempo. Quase sempre se inicia com um desconforto na região instável da coluna e, com o passar do tempo, a coluna se torna sensível aos movimentos e a dor piora quando a pessoa permanece por muito tempo em uma mesma posição.

Como o médico diagnostica a instabilidade da coluna vertebral1?

A instabilidade da coluna pode ser diagnosticada pelos sinais12 clínicos e por radiografias. Um exame mais acurado das causas pode ser obtido por tomografia computadorizada13 ou ressonância magnética14.

Como o médico trata a instabilidade da coluna vertebral1?

O tratamento da instabilidade da coluna deve visar estabilização vertebral com treinamento específico da musculatura estabilizadora, por meio de musculação e Pilates. Estes devem ser devidamente orientados por um fisioterapeuta. Isso é importante na prevenção e tratamento de dores lombares.

Leia mais sobre "Fisioterapia15", "Dor na coluna" e "Artrodese da coluna".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites do Australian Government – Department of Veterans’ AffairsMayo Clinic e da American Academy of Orthopaedic Surgeons – Orthoinfo.

ABCMED, 2017. Instabilidade da coluna vertebral. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/ortopedia-e-saude/1309408/instabilidade+da+coluna+vertebral.htm>. Acesso em: 21 abr. 2021.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Coluna vertebral:
2 Articulações:
3 Região Lombar:
4 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
5 Tendões: Tecidos fibrosos pelos quais um músculo se prende a um osso.
6 Ligamentos: 1. Ato ou efeito de ligar(-se). Tudo o que serve para ligar ou unir. 2. Junção ou relação entre coisas ou pessoas; ligação, conexão, união, vínculo. 3. Na anatomia geral, é um feixe fibroso que liga entre si os ossos articulados ou mantém os órgãos nas respectivas posições. É uma expansão fibrosa ou aponeurótica de aparência ligamentosa. Ou também uma prega de peritônio que serve de apoio a qualquer das vísceras abdominais. 4. Vestígio de artéria fetal ou outra estrutura que perdeu sua luz original.
7 Articulação: 1. Ponto de contato, de junção de duas partes do corpo ou de dois ou mais ossos. 2. Ponto de conexão entre dois órgãos ou segmentos de um mesmo órgão ou estrutura, que geralmente dá flexibilidade e facilita a separação das partes. 3. Ato ou efeito de articular-se. 4. Conjunto dos movimentos dos órgãos fonadores (articuladores) para a produção dos sons da linguagem.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Degenerativas: Relativas a ou que provocam degeneração.
10 Costas:
11 Nádegas:
12 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
13 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
14 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
15 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
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