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Gripe H1N1: quem deve vacinar contra a gripe H1N1 e quem não precisa?

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Quem deve vacinar?

A vacinação é uma das melhores formas de evitar a gripe1. A campanha de vacinação contra a influenza2 de 2016 acontece em todo o Brasil a partir do dia 30 de abril e vai até 20 de maio de 2016. Ela foi antecipada no estado de São Paulo devido ao início precoce de casos no estado.

Algumas pessoas estão em maior risco de apresentar complicações devido à influenza2, como idosos, crianças novas, gestantes e indivíduos que já tenham alguma comorbidade3 (diabetes4, asma5, doenças autoimunes6, doenças respiratórias, etc.). A vacinação é a intervenção mais importante na redução do impacto da influenza2 e é um componente chave na preparação e resposta da Organização Mundial da Saúde7 (OMS) para controlar a circulação8 de amostras de vírus9 influenza2 sazonal. Esse vírus9 possui mutações constantes e precisa ser monitorado para que seja feita a reformulação da vacina10 anual contra a influenza2.

É necessário se vacinar anualmente contra a influenza2. Todo ano, o Ministério da Saúde7 realiza a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza2, na qual os grupos prioritários podem receber gratuitamente a vacina10 nos postos de saúde7.

De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde7, fazem parte desses grupos prioritários:

  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias).
  • Gestantes em qualquer trimestre da gestação.
  • Puérperas11 (até 45 dias após o parto).
  • Trabalhadores de saúde7.
  • Povos indígenas.
  • Indivíduos com 60 anos ou mais de idade.
  • População privada de liberdade.
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.
  • Funcionários do sistema prisional.
  • Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis.
  • Pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal12 crônica, doença hepática13 crônica, doença neurológica crônica, diabetes4, imunossupressão14, obesos, transplantados e portadores de trissomias).

É importante lembrar que a apresentação da prescrição médica será obrigatória para o grupo portador de comorbidades15 durante a campanha de vacinação do governo.

Clínicas particulares já disponibilizam a vacina10 da gripe1 para 2016. A vacinação deve ser feita de acordo com as recomendações e orientações do médico assistente.

Quais os principais cuidados a serem observados?

  • Em doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro febril, para que não se atribua à vacina10 as manifestações da doença.
  • Pessoas com história prévia de alergia16 a ovo17, que apresentem apenas urticária18 após a exposição, podem receber a vacina10 da influenza2 mediante adoção de medidas de segurança. Recomenda-se observar o indivíduo vacinado por pelo menos 30 minutos em ambiente com condições de atendimento de reações anafiláticas19.
  • Em caso de ocorrência de síndrome20 de Guillain-Barré (SGB) no período de até seis semanas após uma dose anterior da vacina10, recomenda-se realizar avaliação médica criteriosa sobre benefício e risco da vacina10 antes da administração de uma nova dose.
  • A vacina10 é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática21 prévia em doses anteriores bem como a qualquer componente da vacina10 ou alergia16 grave relacionada a ovo17 de galinha e seus derivados.

 

ABCMED, 2016. Gripe H1N1: quem deve vacinar contra a gripe H1N1 e quem não precisa?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/exames-e-procedimentos/825549/gripe-h1n1-quem-deve-vacinar-contra-a-gripe-h1n1-e-quem-nao-precisa.htm>. Acesso em: 20 jul. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
2 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
3 Comorbidade: Coexistência de transtornos ou doenças.
4 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
5 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
6 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
7 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
8 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
9 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
10 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
11 Puérperas: Parturientes. Mulheres que estão prestes a dar à luz ou deram à luz há pouco tempo.
12 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
13 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
14 Imunossupressão: Supressão das reações imunitárias do organismo, induzida por medicamentos (corticosteroides, ciclosporina A, etc.) ou agentes imunoterápicos (anticorpos monoclonais, por exemplo); que é utilizada em alergias, doenças autoimunes, etc. A imunossupressão é impropriamente tomada por alguns como sinônimo de imunodepressão.
15 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
16 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
17 Ovo: 1. Célula germinativa feminina (haploide e madura) expelida pelo OVÁRIO durante a OVULAÇÃO. 2. Em alguns animais, como aves, répteis e peixes, é a estrutura expelida do corpo da mãe, que consiste no óvulo fecundado, com as reservas alimentares e os envoltórios protetores.
18 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
19 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
20 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
21 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
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