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Reações às vacinas contra a covid-19

Tuesday, May 18, 2021
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Reações às vacinas contra a covid-19

Quase tudo que se diz atualmente a respeito do Coronavírus deve ter o caráter de provisoriedade. Trata-se de um vírus novo e, por mais que esteja sendo pesquisado com afinco em várias partes do mundo, há certos aspectos que ainda não foram exaustivamente estudados e alguns que ainda nem puderam ser abordados. Por exemplo: quais os efeitos da infecção a longo prazo (cinco anos, dez anos, etc.)? Nesse rol estão também as vacinas, embora elas sejam, até o momento, um dos aspectos mais pesquisados sobre o vírus.

A vacinação contra a Covid-19 ajuda a proteger contra a doença, mas trata-se de introduzir no organismo uma substância estranha que gera alguns efeitos colaterais que, no entanto, são sinais normais de que o corpo está construindo a proteção adequada. Nesse sentido, efeitos colaterais podem até ser considerados como bem-vindos. Alguns deles podem até afetar sua capacidade de realizar as atividades diárias, mas a maioria é simples e banal. Em todos os casos, eles geralmente desaparecem em alguns dias, ou mesmo em algumas horas, e algumas pessoas nem sequer os apresenta.

Embora falte muito a conhecer sobre as vacinas, a segurança e a eficácia delas parecem bem estabelecidas e elas devem ser consideradas com o principal meio de combater a pandemia em curso.

Veja sobre "Anafilaxia", "Eventos trombóticos na Covid-19" e "Excreção viral e transmissibilidade da COVID-19".

Qual é o substrato fisiológico das reações às vacinas contra a covid-19?

Como qualquer vacina, as vacinas contra a Covid-19 podem causar efeitos colaterais, a maioria dos quais são leves ou moderados e desaparecem por conta própria em alguns dias ou mesmo horas. As reações às vacinas contra a Covid-19 são mais ou menos comuns a todas elas e são um sinal de que o sistema imunológico está instruindo o corpo a reagir, aumentando o fluxo sanguíneo para que mais células imunológicas possam circular e aumentando a temperatura corporal para matar o vírus. As vacinas contra a Covid-19 protegem apenas contra o vírus SARS-CoV-2 (coronavírus), por isso ainda é importante manter-se saudável e bem em outros aspectos.

Os efeitos colaterais típicos, mais comuns, incluem:

  • dor no local da injeção
  • aumento da sensibilidade
  • febre
  • fadiga
  • dor de cabeça
  • dor muscular
  • calafrios
  • diarreia

As chances de qualquer um desses efeitos colaterais ocorrerem após a vacinação variam de acordo com a vacina específica. Os efeitos colaterais menos comuns relatados para algumas vacinas incluem reações alérgicas graves, como anafilaxia; no entanto, essa reação é extremamente rara. Por isso, ao receber a vacina, a pessoa deve permanecer por 15 a 30 minutos no local da vacinação para que os profissionais de saúde estejam disponíveis em caso de qualquer reação imediata. Essa reação é mais provável de acontecer em pessoas que já se sabem alérgicas e muito dificilmente ocorrerá em pessoas que nunca tenham tido qualquer tipo de reação alérgica.

Os efeitos colaterais geralmente ocorrem nos primeiros dias após a vacinação e, desde o início do primeiro programa de vacinação em massa no início de dezembro de 2020, centenas de milhões de doses de vacina foram administradas em todo o mundo, sem eventos sérios devidos exclusivamente a elas. Nenhuma das vacinas aprovadas até aqui contém o vírus vivo que causa Covid-19 e, por isso, não podem deixar uma pessoa doente com Covid-19.

Após a vacinação, leva-se algumas semanas para o corpo desenvolver imunidade contra o vírus que causa a Covid-19. Portanto, é possível que uma pessoa possa ser infectada com ele imediatamente depois da vacinação e ainda ficar doente. Experimentar efeitos colaterais após ser vacinado significa que a vacina está funcionando e que o sistema imunológico está respondendo como deveria.

Reações específicas a cada uma das vacinas contra a covid-19 aplicadas no Brasil até o momento

No Brasil, atualmente, estão sendo aplicadas três tipos de vacinas: a Coronavac, a AstraZeneca/Oxford e a vacina da Pfizer/BioNtech. Todas as três têm efeitos colaterais leves e que passam rapidamente. Eles são resultado da resposta do sistema imunitário da pessoa à vacina.

  • Reações à Coronavac: as reações mais comuns da Coronavac, fabricada pelo Instituto Butantan, são em geral simples, e incluem dor no local da aplicação, cansaço, febre, dor no corpo, diarreia, náusea e dor de cabeça.
  • Reações à AstraZeneca/Oxford: a vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford costuma apresentar reações mais intensas por causa da forma que foi produzida. Ela usa como vetor um vírus vivo modificado, que estimula com mais intensidade o sistema imunológico. Ela é uma vacina superior à Coronavac mas, por conta disso, ela vai induzir uma resposta imunológica mais intensa do corpo. Segundo a Anvisa, entre as reações comuns da vacina AstraZeneca/Oxford estão um aumento de sensibilidade, dor, sensação de calor, coceira ou hematomas, cansaço, calafrios, dor de cabeça, enjoos, dores musculares e nas articulações, diarreia e sintomas semelhantes aos de um resfriado, como dor de garganta, coriza e tosse.
  • Reações à Pfizer/BioNtech: as vacinas de RNA mensageiro, como a da Pfizer, são as mais reatogênicas, ou seja, as que causam mais efeitos colaterais. Em geral, não são efeitos colaterais graves, porém, eles podem ser incômodos e durar por um ou dois dias, embora normalmente durem apenas algumas horas. Em compensação, essa vacina oferece uma proteção de cerca de 95% contra casos sintomáticos de Covid-19 e de 100% contra casos graves. Os efeitos colaterais mais comuns foram um pouco de dor e vermelhidão ou inchaço no local da injeção, sensação de cansaço, dor de cabeça, dor muscular e febre.
Leia também sobre "Variantes do coronavírus", "Isolamento domiciliar de casos suspeitos ou confirmados da COVID-19" e "Covid-19, gravidez e parto".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do Governo de São Paulo, do CDC – Centers for Disease Control and Prevention e da WHO - World Health Organization.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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