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Você sabe o que é acromegalia?

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O que é acromegalia1?

A acromegalia1 (do grego: akros = extremo ou extremidades; megalos = grande) é uma desordem hormonal em que a glândula2 pituitária (ou hipófise3) produz em excesso o hormônio4 do crescimento na infância e continua a produzi-lo na vida adulta, fazendo os ossos e outros tecidos crescerem além dos limites normais. Nas crianças que ainda estão em crescimento, esse excesso causa uma condição chamada gigantismo, em que a pessoa adquire uma estatura anormalmente alta.

Quais são as causas da acromegalia1?

A acromegalia1 é causada pela produção excessiva de hormônio4 do crescimento pela parte anterior da pituitária, uma pequena glândula2 situada na base do cérebro5. A maioria dos casos é causada por um tumor6 benigno dessa glândula2, chamado de adenoma7 da hipófise3.

Qual é a fisiopatologia8 da acromegalia1?

A glândula2 pituitária produz vários hormônios, entre eles o hormônio4 responsável pelo crescimento. Quando lançado na corrente sanguínea ele induz o fígado9 a produzir outro hormônio4 que estimula o crescimento do esqueleto10 e outros órgãos e tecidos, gerando os sinais11 e sintomas12 característicos da acromegalia1 ou gigantismo. Nos adultos, um tumor6 benigno é a causa mais comum da produção de hormônio4 do crescimento. Alguns dos sintomas12 da acromegalia1, como dores de cabeça13 e prejuízos da visão14 são devidos a compressões das massas tumorais sobre as estruturas vizinhas. Tumores de outras partes do corpo, como os do pulmão15, pâncreas16 e glândulas17 adrenais ou secretam, eles mesmos, o hormônio4 do crescimento ou um hormônio4 que estimula a pituitária a liberar mais hormônio4 do crescimento.

Quais são os principais sinais11 e sintomas12 da acromegalia1?

A acromegalia1 usualmente se desenvolve lentamente e pode ser que nenhum sinal18 dela seja notado inicialmente. Um dos sinais11 mais comuns da acromegalia1 é o crescimento exagerado das mãos19 e dos pés. Ocorrem também mudanças graduais na conformação da face20, como protrusão da mandíbula21 e das sobrancelhas22, nariz23 alargado, lábios grossos e espaçamento exagerado entre os dentes. Além desses, a acromegalia1 exibe os seguintes sinais11 e sintomas12: feições faciais grosseiras e alargadas, pele24 espessa e oleosa, suor e odor corporais excessivos, fadiga25, fraqueza muscular, voz alta e rouca, roncos, visão14 prejudicada, dores de cabeça13, língua26 grande, limitação da mobilidade das juntas, irregularidades menstruais nas mulheres, disfunção erétil nos homens, aumento do tamanho das vísceras, como fígado9, coração27, rins28, baço29 etc. Há, também, aumento do tamanho do tórax30, causando o que se chama “tórax em barril”.

Como o médico diagnostica a acromegalia1?

Como a acromegalia1 é uma condição rara e as alterações físicas ocorrem muito gradativamente, ela pode não ser reconhecida de imediato e, às vezes, durante anos. Contudo, o diagnóstico31 precoce é importante, porque a acromegalia1 não tratada pode levar a complicações sérias. O diagnóstico31 pode ser feito por meio de uma minuciosa história médica e um cuidadoso exame físico e por meio de exames de laboratório que incluem medida do hormônio4 do crescimento e teste de supressão desse hormônio4, que é o método definitivo de verificar a existência da acromegalia1. Os exames de imagens, tais como a ressonância magnética32, podem ajudar a demonstrar a existência e dimensões de um tumor6 da pituitária ou de outra localização, se houver.

Como o médico trata a acromegalia1?

O tratamento da acromegalia1 visa diminuir a produção do hormônio4 do crescimento e reduzir os efeitos negativos dos tumores, se for o caso. Algumas vezes uma cirurgia através do nariz23, pode ser necessária para extrair o tumor6 na glândula2 pituitária. Após a cirurgia, pode ser necessário fazer radioterapia33 ou continuar com medicação, se o tumor6 não foi totalmente retirado. As drogas são usadas para bloquear ou diminuir a produção do hormônio4 do crescimento. A irradiação visa eliminar as células34 que possam ter restado depois da cirurgia.

Como evolui a acromegalia1?

Se não for tratada prontamente a acromegalia1 pode levar a complicações sérias e se tornar mesmo uma ameaça à vida, mas tratamentos corretos podem reduzir o risco de complicações e melhorar os sintomas12.

Quais são as complicações possíveis da acromegalia1?

As complicações podem incluir hipertensão arterial35, doença cardiovascular, artrite36, diabetes mellitus37, pólipos38 no cólon39, apneia40 do sono, síndrome41 do túnel do carpo, fibrose42 uterina, tumores benignos do útero43, compressão da medula44 e perda da visão14.

ABCMED, 2015. Você sabe o que é acromegalia?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/749327/voce-sabe-o-que-e-acromegalia.htm>. Acesso em: 28 jan. 2020.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Acromegalia: Síndrome causada pelo aumento da secreção do hormônio de crescimento (GH e IGF-I) ,quando este aumento ocorre em idade adulta. Quando ocorre na adolescência chama-se gigantismo.
2 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
3 Hipófise:
4 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
5 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
6 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
7 Adenoma: Tumor do epitélio glandular de características benignas.
8 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
9 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
10 Esqueleto:
11 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Cabeça:
14 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
15 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
16 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
17 Glândulas: Grupo de células que secreta substâncias. As glândulas endócrinas secretam hormônios e as glândulas exócrinas secretam saliva, enzimas e água.
18 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
19 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
20 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
21 Mandíbula: O maior (e o mais forte) osso da FACE; constitui o maxilar inferior, que sustenta os dentes inferiores. Sinônimos: Forame Mandibular; Forame Mentoniano; Sulco Miloióideo; Maxilar Inferior
22 Sobrancelhas: Linhas curvas de cabelos localizadas nas bordas superiores das cavidades orbitárias.
23 Nariz: Estrutura especializada que funciona como um órgão do sentido do olfato e que também pertence ao sistema respiratório; o termo inclui tanto o nariz externo como a cavidade nasal.
24 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
25 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
26 Língua:
27 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
28 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
29 Baço:
30 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
31 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
32 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
33 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
34 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
35 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
36 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
37 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
38 Pólipos: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
39 Cólon:
40 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
41 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
42 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
43 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
44 Medula: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
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