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Candidíase: o que é? Quais as causas? E os sintomas? Como é o tratamento? E a prevenção?

segunda-feira, 14 de abril de 2014
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Candidíase: o que é? Quais as causas? E os sintomas? Como é o tratamento? E a prevenção?

O que é candidíase?

A candidíase é uma infecção pelo fungo Candida albicans que afeta principalmente a membrana mucosa da boca e da língua, mas que pode também afetar outras áreas da pele ou mucosas humanas, como o esôfago ou a vagina, por exemplo. Certa quantidade desse fungo geralmente convive na boca com outros tipos de germes, controlada pelo sistema imunológico. Se esse sistema estiver enfraquecido, o fungo pode crescer e gerar sintomas. A candidíase constitui aquilo que nos bebês as pessoas chamam de “sapinho” e embora a Candida albicans seja a espécie mais frequente, outras espécies de cândidas também podem gerar a candidíase.

Quais são as causas da candidíase?

A candidíase afeta tanto homens quanto mulheres. Alguns fatores favorecem a proliferação do fungo: medicamentos esteroides, AIDS, relações sexuais sem preservativo, diabetes mal compensada, gravidez, quimioterapia, alergias, alterações hormonais em decorrência da menopausa, má higiene íntima, uso prolongado de antibióticos, ser muito idoso ou muito jovem, estar com a saúde debilitada. Os diabéticos têm maior probabilidade de ter candidíase oral porque o açúcar da saliva serve como alimento para o fungo. Os antibióticos tomados por muito tempo também fazem aumentar o risco de candidíase porque matam algumas das bactérias que convivem com elas e permite um crescimento desordenado da cândida. Os bebês que nascem de mães afetadas podem ser contaminados. Apesar de não ser considerada uma doença sexualmente transmissível, pode ser transmitida através de relações sexuais.

Quais são os principais sinais e sintomas da candidíase?

As lesões da candidíase são inúmeras pequenas pintas aveludadas e esbranquiçadas, geralmente na boca e na língua, sob as quais há tecido vermelho que pode sangrar facilmente. Os sintomas mais frequentes da candidíase oral são dor, vermelhidão e placas brancas na mucosa da língua e da bochecha. Nos órgãos genitais, há comichões, vermelhidão e irritação, bem como uma secreção branca e espessa, nas mulheres, e inchaço e vermelhidão do pênis e prepúcio, nos homens. Em alguns homens, se a candidíase afeta a uretra, pode surgir também um corrimento branco, semelhante ao sêmen. Em casos graves podem aparecer distúrbios gastrointestinais e respiratórios. A candidíase intestinal se acompanha de resíduos esbranquiçados nas fezes.

Como o médico diagnostica a candidíase?

Quase sempre é possível diagnosticar a candidíase apenas pela observação das mucosas afetadas, porque as lesões têm uma aparência muito característica, mas pode-se ainda fazer um exame microscópico de esfregaço das lesões ou uma cultura a partir delas.

Como o médico trata a candidíase?

Inicialmente, deve-se determinar as causas que motivaram a candidíase e tratá-la adequadamente. Em bebês, o tratamento para a candidíase não é necessário porque geralmente ela desaparece por conta própria. Aquela infecção moderada, que ocorre depois do uso prolongado de antibióticos, cede com o consumo de iogurte ou com o uso de cápsulas de Lactobacillus acidophilus. Podem ser usadas pomadas tópicas. Em caso grave de candidíase ou de um sistema imunológico debilitado, o médico pode prescrever um enxaguatório bucal de nistatina ou pastilhas orais de clotrimazol. Se a infecção tiver se generalizado, poderão ser usados medicamentos mais fortes, como o fluconazol ou o cetoconazol.

Como evolui a candidíase?

Tratada adequadamente a candidíase é uma doença facilmente curável. No entanto, é preciso estar atento à possibilidade de recorrência da doença. Se ela se repetir com muita frequência, o médico deve pesquisar detidamente as suas causas.

Indivíduos com predisposição genética para a doença podem desenvolver a candidíase mesmo seguindo todas as dicas para evitá-la.

Como prevenir a candidíase?

  • Em mulheres, é importante manter uma boa higiene íntima, com o uso de água e sabão neutro durante o banho diário, mas sem exageros.
  • Não consumir antibióticos e laxativos de forma prolongada, os quais causam alterações na flora intestinal do organismo, facilitando a multiplicação do fungo. Caso isso seja necessário, deve-se consumir alimentos com propriedades probióticas para repor as bactérias benéficas perdidas.
  • Evitar alimentos que contenham açúcar, que é o principal alimento da cândida.
  • O controle dos níveis de açúcar no sangue pode prevenir esta condição ou eliminar a candidíase já existente. 
Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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