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Meningite

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O que é meningite1?

meningite1 é uma infecção2 grave e pode ser fatal. Entretanto, o diagnóstico3 e o tratamento precoces podem permitir a cura, sem deixar seqüelas.

Meninges4 são membranas que envolvem o encéfalo5 (cérebro6, bulbo7 e cerebelo8) e a medula espinhal9. Entre as meninges4 circula um líquido claro com aspecto de água, chamado líquor10 ou líquido cefalorraquidiano11 (LCR), que tem a função de absorver choques e proteger o cérebro6 e a medula espinhal9 contra danos. Quando uma bactéria12 ou um vírus13 consegue vencer as barreiras de proteção do organismo e instalar-se nas meninges4, estas se inflamam e infeccionam, dando origem à meningite1.

O cérebro6 e a medula espinhal9 são os centros de comando do organismo, que permitem funções como fala, audição, visão14, locomoção, compreensão, etc.


Quais são as causas?

Bactérias, vírus13 e fungos são organismos que podem infectar as meninges4 e o líquor10 e causar meningite1. Quando ela é causada por um vírus13, é chamada meningite1 viral. Quando a causa da infecção2 é uma bactéria12, é chamada meningite1 bacteriana. E quando a causa é um fungo15, acontece a meningite1 fúngica16, a qual é rara. A infecção2 também pode ocorrer após um traumatismo17 crânio18-encefálico ou ser resultado de um distúrbio do sistema imune19.

A meningite1 viral é geralmente menos severa, enquanto que a meningite1 bacteriana pode ser grave e resultar em danos ao cérebro6, surdez e dificuldade de aprendizado, se não tratada precocemente.

Estabelecer a causa da meningite1 é fundamental para um tratamento correto. A meningite1 viral pode não precisar de tratamento específico, enquanto que na bacteriana é importante saber qual a bactéria12 que está causando a infecção2 para que o tratamento apropriado seja estabelecido o mais precocemente possível.

Três espécies de bactérias são responsáveis por mais de 80% de todos os casos de meningite1: Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae.

A meningite1 é mais comum em crianças com idades entre 1 mês e 2 anos, assim como em pessoas idosas, pelo comprometimento do sistema imune19.


O que sente uma pessoa com meningite1?

Os sintomas20 mais comuns são: febre21 alta, dor de cabeça22 e rigidez da nuca. Outros sintomas20 podem estar presentes como
náuseas23, vômitos24, fotofobia25, confusão mental, delírio26, apatia27, rash28 cutâneo29 (erupção30 avermelhada em qualquer parte do corpo) e sonolência.

Em recém-nascidos e crianças menores de dois anos, o quadro clínico é mais inespecífico e os sintomas20 citados acima podem não estar presentes. Geralmente observa-se inatividade, irritabilidade, vômitos24 freqüentes, recusa alimentar e choro estridente.

Freqüentemente, as pessoas infectadas não apresentam todos os sinais31 e sintomas20 descritos. A doença pode evoluir em horas ou levar dias. O tipo principal de meningite1 geralmente se instala e progride rapidamente, mas existem algumas formas da doença em que a evolução é lenta.

Com a evolução da meningite1, os pacientes de qualquer idade podem ter convulsões. Uma convulsão32 é a contração repentina, violenta e involuntária33 dos músculos34. Ela pode também se manifestar como uma crise de ausência, ou seja, uma perda repentina e breve de contato por alguns minutos.


Qual a importância do diagnóstico3 precoce?

O diagnóstico3 precoce e o tratamento da meningite1 são muito importantes para evitar ou limitar as possíveis complicações. Na presença de sintomas20, os pacientes devem procurar imediatamente um médico.

Quanto mais precoce o diagnóstico3 e o tratamento são, menos provável ocorrer algum tipo de complicação da doença.

Um médico suspeita do diagnóstico3 de meningite1 depois de obter uma história clínica detalhada e fazer um exame físico. Dor de cabeça22, rigidez de nuca e sonolência são sinais31 comuns de meningite1. Uma amostra de líquor10 deve ser enviada para análise em laboratório para o diagnóstico3 final.


Quais exames precisam ser realizados em uma pessoa com suspeita de meningite1?

O primeiro exame a ser feito é o estudo do líquor10. A coleta desta amostra envolve a colocação de uma agulha próxima à medula espinhal9 para retirada de líquor10 para análise. É um exame delicado, que deve ser realizado por médico treinado e habilidoso, contando com a colaboração do paciente.

Pode levar um ou dois dias para o crescimento de bactérias no líquor10. Neste meio tempo, outros testes ajudam o médico a saber se o paciente está ou não com meningite1 e se ela é causada por bactéria12, vírus13 ou fungo15.

Alguns exames que o médico pode solicitar incluem contagem do número de células35 no líquor10, verificação dos níveis de glicose36 e proteína ou técnicas de coloração para visualização de bactérias no microscópio.

A identificação do tipo de bactéria12 que está causando a infecção2 é importante para que os médicos saibam qual o antibiótico mais indicado para o tratamento específico.

Uma amostra de sangue37 também pode ser necessária. 

Eventualmente, uma tomografia computadorizada38 pode ser solicitada para fazer um diagnóstico3 diferencial entre os sintomas20 de meningite1 e de outras doenças, como tumores cerebrais, hemorragias39 intracranianas ou abscesso40 cerebral.


Como é o tratamento?

Há vários antibióticos para tratar a meningite1 bacteriana. Entretanto é muito importante que o tratamento se inicie precocemente (no início da infecção2).

O tratamento antibiótico para a maioria dos tipos de meningite1 bacteriana reduz o risco de morrer em cerca de 15%, entretanto, este risco é mais elevado em pacientes idosos.

Os antibióticos são de uso intravenoso e devem ser iniciados assim que o diagnóstico3 é feito. Uma vez que a bactéria12 que causa a infecção2 é identificada, o antibiótico pode ser mudado em caso de necessidade.

Os pacientes também recebem fluidos intravenosos para hidratação e são mantidos em monitorização contínua.

Uma nova coleta de líquor10 pode ser necessária para se ter certeza que o tratamento estabelecido está tendo sucesso (ou que a meningite1 está sendo tratada com sucesso).

As meningites41 virais são geralmente menos graves que as meningites41 bacterianas. Não requerem  o uso de antibióticos ou de medicações antivirais. O paciente na maioria das vezes é tratado com fluidos intravenosos, repouso e observação rigorosa.


Quais são as complicações da meningite1?

As meningites41 bacterianas tendem a complicar mais do que as meningites41 virais.

Elas podem afetar o nervo acústico e causar surdez permanente, danificar o cérebro6, levar a dificuldades de aprendizagem e até a morte. Felizmente, o diagnóstico3 precoce e o tratamento adequado ajudam muito na recuperação do paciente.


A meningite1 é uma doença contagiosa42?

Algumas formas de meningites41 são contagiosas, significando que podem passar de uma pessoa à outra. A transmissão é feita pelo contato direto com secreções da garganta43 ou do nariz44 de pessoas portadoras ou convalescentes, o que pode ocorrer durante tosse, espirro ou beijo.

Felizmente, a bactéria12 que causa a meningite1 não é tão contagiosa42 quanto o vírus13 que causa a gripe45 ou o resfriado e também não se espalha por contato casual, como respirar o mesmo ar de ambientes em que há pessoas com meningite1. Ela também não sobrevive por muito tempo fora do organismo.

As pessoas que são consideradas de risco aumentado para adquirir meningite1 são:

  • Membros da mesma família, que vivem no mesmo domicílio.
  • Pessoas que vivem em instituições de cuidados como creches, asilos, enfermarias, etc.
  • Qualquer pessoa que tenha contato com secreções orais de outra pessoa contaminada, como namorados(as).

As pessoas que têm contato íntimo com alguém infectado por alguns tipos de meningite1 bacteriana devem receber antibióticos para evitar serem infectados.

Todos os casos de meningite1 devem ser notificados a autoridades competentes para assegurar a prevenção da disseminação da infecção2.

Pessoas que viajam para outros países devem verificar se a vacinação contra meningite1 é recomendada.


Existe vacina46 contra meningite1?

Existem vacinas contra alguns tipos de bactérias que causam a meningite1, mas não para todos os tipos. Elas são seguras e eficazes. Aqueles que vão viajar para áreas em que há epidemia de meningite1 devem ser vacinados pelo menos uma semana antes da viagem.

Pergunte ao seu médico se você deve ser vacinado contra meningite1.


Fontes:

National Institutes of Health
Meningitis Research Foundation

ABCMED, 2008. Meningite. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/27150/meningite.htm>. Acesso em: 22 out. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
4 Meninges: Conjunto de membranas que envolvem o sistema nervoso central. Cumprem funções de proteção, isolamento e nutrição. São três e denominam-se dura-máter, pia-máter e aracnóide.
5 Encéfalo: A parte do SISTEMA NERVOSO CENTRAL contida no CRÂNIO. O encéfalo embrionário surge do TUBO NEURAL, sendo composto de três partes principais, incluindo o PROSENCÉFALO (cérebro anterior), o MESENCÉFALO (cérebro médio) e o ROMBENCÉFALO (cérebro posterior). O encéfalo desenvolvido consiste em CÉREBRO, CEREBELO e outras estruturas do TRONCO ENCEFÁLICO (MeSH). Conjunto de órgãos do sistema nervoso central que compreende o cérebro, o cerebelo, a protuberância anular (ou ponte de Varólio) e a medula oblonga, estando todos contidos na caixa craniana e protegidos pela meninges e pelo líquido cefalorraquidiano. É a maior massa de tecido nervoso do organismo e contém bilhões de células nervosas. Seu peso médio, em um adulto, é da ordem de 1.360 g, nos homens e 1.250 g nas mulheres. Embriologicamente, corresponde ao conjunto de prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Seu crescimento é rápido entre o quinto ano de vida e os vinte anos. Na velhice diminui de peso. Inglês
6 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
7 Bulbo: Porção inferior do TRONCO ENCEFÁLICO. É inferior à PONTE e anterior ao CEREBELO. A medula oblonga serve como estação de retransmissão entre o encéfalo e o cordão espinhal, e contém centros que regulam as atividades respiratória, vasomotora, cardíaca e reflexa.
8 Cerebelo: Parte do encéfalo que fica atrás do TRONCO ENCEFÁLICO, na base posterior do crânio (FOSSA CRANIANA POSTERIOR). Também conhecido como “encéfalo pequeno“, com convoluções semelhantes àquelas do CÓRTEX CEREBRAL, substância branca interna e núcleos cerebelares profundos. Sua função é coordenar movimentos voluntários, manter o equilíbrio e aprender habilidades motoras.
9 Medula Espinhal:
10 Líquor: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
11 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
12 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
13 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
14 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
15 Fungo: Microorganismo muito simples de distribuição universal que pode colonizar uma superfície corporal e, em certas ocasiões, produzir doenças no ser humano. Como exemplos de fungos temos a Candida albicans, que pode produzir infecções superficiais e profundas, os fungos do grupo dos dermatófitos que causam lesões de pele e unhas, o Aspergillus flavus, que coloniza em alimentos como o amendoim e secreta uma toxina cancerígena, entre outros.
16 Fúngica: Relativa à ou produzida por fungo.
17 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
18 Crânio: O ESQUELETO da CABEÇA; compreende também os OSSOS FACIAIS e os que recobrem o CÉREBRO. Sinônimos: Calvaria; Calota Craniana
19 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
20 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
21 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
22 Cabeça:
23 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
24 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
25 Fotofobia: Dor ocular ou cefaléia produzida perante estímulos visuais. É um sintoma freqüente na meningite, hemorragia subaracnóidea, enxaqueca, etc.
26 Delírio: Delirio é uma crença sem evidência, acompanhada de uma excepcional convicção irrefutável pelo argumento lógico. Ele se dá com plena lucidez de consciência e não há fatores orgânicos.
27 Apatia: 1. Em filosofia, para os céticos e os estoicos, é um estado de insensibilidade emocional ou esmaecimento de todos os sentimentos, alcançado mediante o alargamento da compreensão filosófica. 2. Estado de alma não suscetível de comoção ou interesse; insensibilidade, indiferença. 3. Em psicopatologia, é o estado caracterizado por indiferença, ausência de sentimentos, falta de atividade e de interesse. 4. Por extensão de sentido, é a falta de energia (física e moral), falta de ânimo; abatimento, indolência, moleza.
28 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
29 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
30 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
31 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
32 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
33 Involuntária: 1.    Que se realiza sem intervenção da vontade ou que foge ao controle desta, automática, inconsciente, espontânea. 2.    Que se encontra em uma dada situação sem o desejar, forçada, obrigada.
34 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
35 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
36 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
37 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
38 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
39 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
40 Abscesso: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
41 Meningites: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
42 Contagiosa: 1. Que é transmitida por contato ou contágio. 2. Que constitui veículo para o contágio. 3. Que se transmite pela intensidade, pela influência, etc.; contagiante.
43 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
44 Nariz: Estrutura especializada que funciona como um órgão do sentido do olfato e que também pertence ao sistema respiratório; o termo inclui tanto o nariz externo como a cavidade nasal.
45 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
46 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
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Comentários

19/08/2015 - Comentário feito por Valéria
Boa tarde, gostei muito da matéria at&e...
Boa tarde, gostei muito da matéria até porque serei mãe daqui a 4 meses. aproveitei para ler também outros assuntos como gravidez e saúde da mulher

29/05/2015 - Comentário feito por Adalgiza
Boa matéria. Fiquei muito triste e decep...
Boa matéria. Fiquei muito triste e decepcionada com aclasse médica. Meu filiho ficou muito mal com dores de cabeça muito forte e vômito, sencibilidade à luz. levavámos ao pronto socorro, eles o medicavam como enxaqueca e mandava de volta pra casa mesmo com dor, pois os medicamento só amenizava a dor que logo voltava, e la ia ele pro pronto socorro denovo. No décimo primeiro dia de sofrimento ele teve uma dor muito fote, vomitou e a esposa dele foi buscar um "gaytorade", quando ela voltou ele ja não reconhecia mais ninguém, ela percebeu que ele não estava enxergando, ficou alterado, foi levado para Santa casa de Bragança Paulista. O primeiro diagnóstico que nos deram foi infarto, logo depois disseram que era AVC, depois viram que não era avc, o amarraram e sedaram. isso aconteceu de manhã. Entre 22 e23 horas eu ja desesperada porque não foi feito nada alem de sedar e amarrar, eu implorei para que fizessem alguma coisa ou falassem pra nós o que fazer,pois pra eles era só mais um, mas pra nós era nosso primeiro filho amado, então a médica disse que ia mandar ele pro ps para o médico fazer a coleta dolícor da coluna. À 1h da manhã eles o levaram para o ps que é dentro do mesmo prédio, não me deixaram acompanhá-lo. As 2:30 hs da manhã sem saber o que estava acontecendo quando o guarda se destraiu e eu consegui entrar, o encontrei sozinho na mesma maca num galpão vazio perto de um tanque e uma pia, acho que era área de serviço não sei... estava em reforma eu acho... sozinho... alguem que estava em confusão mental, fiquei tentando ampará-lo do vento frio que vinha de fora com medo que ele acordasse e saísse desorientado,poderia até sair pra rua. Um médico apareceu e disse que ja tinha sido informado do caso, nesse momento meu filho ja estava acordando, mas grogue, então o médico mostrou dois dedos e perguntou: Isaac quantos dedos eu tenho aqui e ele disse dois, antão o médico falou pra ele colocar o dedo no nariz e ele colocou, pegou uma lanterninha e olhou os dois olhos dede e me disse: mãe ele está bem, foi mandado pra mim pra que eu colhesse o licor da coluna, mas não vou submeter ele a um exame desnecessário por mim ele pode ir pra casa, só não vou mandar agora por ser de madrugada, vou deixá-lo aqui até de manhã quando o plantonista passar ele vai pra casa.
Fiquei sem saber o que fazer, angustiada, meu filho é advogado saudável, não tinha problemas com dor de cabeça, agora com esse quadro de dor de cabeça muito forte e confusão mental e vai ser mandado pra casa sem diagnóstico, eu só pedia misericórdia de Deus. Na manhã seguinte ele ja estava acordado e não se lembrava de nada, ele dizia que era como se o dia não tivesse existido, o médico plantonista entrou no quarto e reconheceu meu filho, era o médico da sogra do meu filho, pois por várias vezes viu meu filho no consultório dele com a sogra. ele se prontificou fazer o exame que só ficou pronto no dia seguinte e foi constatado que ele estava com miningite. Meu outro filho mais novo, formado em publicidade, portanto não entende nada de medicina, ja tinha pesquisado na internete e dado diagnóstico, menos os médicos. No décimo terceiro dia de doente meu filho tomou a primeira dose do medicamento para miningite. Concluo que só não perdi meu filho pela graça e misericórdi de Deus, pois se dependesse dos médicos... Somos crentes em Cristo, nossos irmão em Cristo oraram continuamente por ele, e Deus teve misericórdia. Faz um mês e meio que isso aconteceu, ele ja voltou a trabalhar e está bem graças a Deus, mas aminha confiança na medicina...

08/05/2011 - Comentário feito por lilia
Re: Meningite
Olá,gostei muito da matéria.Gostaria de saber sobre a meningite que se instala no sangue ou sobre a bacteria ! Deste ja sou grata.

21/04/2010 - Comentário feito por fernanda
Re: Meningite
gostei, mas gostaria que vs falasse mais um pouco sobre a menigite causada por fungos.Sinais e sintomas,tratamento,exames laboratoriais.

25/03/2009 - Comentário feito por André
Re: Meningite
Gostei muito dessa pesquisa.....
contribui muito para o meu conhecimento...
e ajudara muito no palestra que irei fazer
em meu colégio.
muito obrigado.

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