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Perguntas e respostas sobre a vacina contra febre amarela

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O que é a vacina1 contra febre amarela2?

A vacina1 contra a febre amarela2 é feita com o vírus3 vivo atenuado e aplicada por injeção subcutânea4 ou intramuscular na região deltoidea (braço).

A vacina1 contra febre amarela2 é segura?

Sim. A vacina1 vem sendo usada desde a década de 1930 e tem se mostrado bastante segura. São raros os casos em que pessoas tiveram complicações e mesmo chegam a morrer após a aplicação dela. Isso sempre aconteceu a pessoas que tomaram a vacina1 nos limites das condições recomendadas ou fora delas, tais como pessoas idosas ou sofrendo de outras doenças.

Saiba mais sobre "Vacina1 contra febre amarela2" e "Segurança da vacina1 contra a febre amarela2".

Quem deve tomar a vacina1 contra febre amarela2?

A vacina1 da febre amarela2 deve ser aplicada de rotina a todas as pessoas que vivem em áreas com risco de transmissão do vírus3 ou que viajem para essas áreas. Também devem ser vacinadas as pessoas que precisem do Certificado Internacional de Vacinação para viajar a países que exigem esse documento.

Por quanto tempo a vacina1 protege contra a febre amarela2?

A dose integral da vacina1 (0,5 ml) confere imunidade5 por toda a vida, a partir de 7 a 10 dias após a aplicação. Atualmente, descobriu-se que uma dose de apenas 0,1 ml (que passou a ser chamada “dose fracionada”, em comparação com a outra, dita “dose integral”) também confere imunidade5 igual à dose integral por, pelo menos, oito anos.

Mulheres grávidas podem tomar a vacina1 contra a febre amarela2?

A vacina1 contra a febre amarela2 parece segura também durante a gravidez6, mas deve-se seguir a regra geral de não administrar nesse período nenhuma medicação estranha à gravidez6. No entanto, ela pode ser recomendada pelo médico assistente para aquelas grávidas expostas a um alto risco de contrair a doença. Recomenda-se também que as mulheres que tenham sido vacinadas evitem engravidar por no mínimo 30 dias.

Mulheres que estejam amamentando podem tomar a vacina1 contra a febre amarela2?

De preferência, a vacina1 não deve ser aplicada a mulheres que estejam amamentando, porque o vírus3 pode ser eliminado através do leite e atingir o bebê. Se a lactante7 for inevitavelmente exposta a grande risco de contrair a doença e tiver de ser vacinada, deve suspender o aleitamento materno8 por dez dias após a vacinação.

Leia mais sobre "Febre amarela2".

A vacina1 contra a febre amarela2 pode ser tomada juntamente com outras vacinas?

Em pessoas que tenham feito uso recente de qualquer outra vacina1 com vírus3 atenuado (sarampo9, rubéola10, varicela11, cólera12, etc.) a vacina1 contra a febre amarela2 deve ser postergada por, no mínimo, quatro semanas.

O que fazer se a pessoa se esqueceu se já tomou a vacina1 contra a febre amarela2?

Se a pessoa se esqueceu se já foi vacinada e não tem como comprovar isso e vai se expor ao risco de infectar-se, deve tomar uma nova dose da vacina1.

Pessoas com outras doenças devem tomar a vacina1 contra a febre amarela2?

Pessoas com febre13 devem adiar a vacina1 contra a febre amarela2 até que esta desapareça. A vacinação deve ser evitada nos casos de doenças agudas ainda sem diagnóstico14. Pessoas com doenças crônicas descompensadas devem consultar um médico sobre a conveniência ou não da vacinação.

Como tomar a vacina1 contra a febre amarela2 se a pessoa vai viajar para países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação?

Para viajar para países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação a pessoa deve tomar a dose integral da vacina1 (0,5 ml) com 10 dias de antecedência do início da viagem.

Quais são os efeitos colaterais15 da vacina1 contra a febre amarela2?

A vacina1 contra a febre amarela2 geralmente produz poucos (ou nenhum) efeitos colaterais15. Cerca de 5% das pessoas pode desenvolver sintomas16 leves como febre13, dor de cabeça17 e dor muscular. A ocorrência de reações no local de aplicação é muito infrequente. Reações de hipersensibilidade são muito raras (cerca de 8 por milhão) e geralmente atribuídas às proteínas18 do ovo19 contidas na vacina1. A ocorrência de encefalite20 também é raríssima (cerca de 8 por milhão) e a maioria dos casos registrados ocorreu em crianças que foram vacinadas com menos de seis meses de idade.

Se a pessoa não puder tomar a vacina1 como ela deve se proteger contra a febre amarela2?

Se a pessoa não puder tomar a vacina1 contra a febre amarela2, ela deve se proteger contra a picada do mosquito transmissor:

  1. Evitando áreas de mata.
  2. Usando roupas que cubram todo o corpo (mangas e calças compridas, golas suspensas, etc).
  3. Usando repelentes.
  4. Usando telas protetoras nas janelas e portas.
  5. Dormindo com a proteção de mosquiteiros.
Leia também sobre "Dengue21", "Animais que mais matam no mundo", "Zika vírus3" e "Febre13 chikungunya".

 

ABCMED, 2018. Perguntas e respostas sobre a vacina contra febre amarela. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1312808/perguntas-e-respostas-sobre-a-vacina-contra-febre-amarela.htm>. Acesso em: 28 jan. 2020.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
2 Febre Amarela: Doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). A única forma de prevenção é a vacinação contra a doença.
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Injeção subcutânea: Injetar fluido no tecido localizado abaixo da pele, o tecido celular subcutâneo, com uma agulha e seringa.
5 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
6 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
7 Lactante: Que produz leite; que aleita.
8 Aleitamento Materno: Compreende todas as formas do lactente receber leite humano ou materno e o movimento social para a promoção, proteção e apoio à esta cultura. Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
9 Sarampo: Doença infecciosa imunoprevenível, altamente transmissível por via respiratória, causada pelo vírus do sarampo e de imunidade permanente. Geralmente ocorre na infância, mas pode afetar adultos susceptíveis (não imunes). As manifestações clínicas são febre alta, tosse seca persistente, coriza, conjuntivite, aumento dos linfonodos do pescoço e manchas avermelhadas na pele. Em cerca de 30% das pessoas com sarampo podem ocorrer complicações como diarréia, otite, pneumonia e encefalite.
10 Rubéola: Doença infecciosa imunoprevenível de transmissão respiratória. Causada pelo vírus da rubéola. Resulta em manifestações discretas ou é assintomática. Quando ocorrem, as manifestações clínicas mais comuns são febre baixa, aumento dos gânglios do pescoço, manchas avermelhadas na pele, 70% das mulheres apresentam artralgia e artrite. Geralmente tem evolução benigna, é mais comum em crianças e resulta em imunidade permanente. Durante a gravidez, a infecção pelo vírus da rubéola pode resultar em aborto, parto prematuro e mal-formações congênitas.
11 Varicela: Doença viral freqüente na infância e caracterizada pela presença de febre e comprometimento do estado geral juntamente com a aparição característica de lesões que têm vários estágios. Primeiro são pequenas manchas avermelhadas, a seguir formam-se pequenas bolhas que finalmente rompem-se deixando uma crosta. É contagiosa, mas normalmente não traz maiores conseqüências à criança. As bolhas e suas crostas, se não sofrerem infecção secundária, não deixam cicatriz.
12 Cólera: Doença aguda ocasionada por infecção bacteriana pelo vibrião colérico, caracterizada por diarréia aquosa muito freqüente e abundante, que pode levar o paciente ao choque por desidratação. É transmitida por ingestão da bactéria através de água e alimentos contaminados.
13 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
14 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
15 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
16 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
17 Cabeça:
18 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
19 Ovo: 1. Célula germinativa feminina (haploide e madura) expelida pelo OVÁRIO durante a OVULAÇÃO. 2. Em alguns animais, como aves, répteis e peixes, é a estrutura expelida do corpo da mãe, que consiste no óvulo fecundado, com as reservas alimentares e os envoltórios protetores.
20 Encefalite: Inflamação do tecido encefálico produzida por uma infecção viral, bacteriana ou micótica (fungos).
21 Dengue: Infecção viral aguda transmitida para o ser humano através da picada do mosquito Aedes aegypti, freqüente em regiões de clima quente. Caracteriza-se por apresentar febre, cefaléia, dores musculares e articulares e uma erupção cutânea característica. Existe uma variedade de dengue que é potencialmente fatal, chamada dengue hemorrágica.
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