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Bloqueio de ramo - definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e possíveis complicações

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O que é bloqueio de ramo?

Bloqueio de ramo, ou bloqueio cardíaco1, é uma anomalia do sistema de condução elétrica cardíaca que impede parcial ou totalmente a condução de estímulos nervosos no coração2 e pode afetar separadamente o ramo direito ou esquerdo desse sistema, assim como suas respectivas fibras.

Ele acaba por causar falta de coordenação entre as contrações das câmaras superiores e inferiores do coração2 e pode ser subdividido em diferentes graus.

No bloqueio cardíaco1 de primeiro grau há um ligeiro abrandamento da transmissão nervosa através do nódulo3 átrio-ventricular, normalmente sem consequências clínicas maiores. O bloqueio de segundo grau implica uma falha intermitente4, permanente ou temporária, ao transmitir um impulso da aurícula para o ventrículo.

Qual é o mecanismo fisiológico5 do bloqueio de ramo?

A ligação entre os níveis superior e inferior do coração2 é normalmente mantida por um comando especial das células6 cardíacas. O coração2 tem um sistema nervoso7 intrínseco, o qual permite a condução de estímulos elétricos desde o nó sinusal8, no teto do átrio direito9, onde são gerados, até o nodo atrioventricular10, no assoalho do átrio direito9, e daí aos ventrículos e seus respectivos fascículos e subdivisões.

Essa estimulação ordenada permite a contração eficiente dos músculos11 cardíacos em todas as suas quatro câmaras, possibilitando assim a correta circulação12 do sangue13. A condução de estímulos é feita por meio de dois ramos nervosos principais, um do lado direito e outro do lado esquerdo do coração2. Em suma, é esse sistema que comanda os batimentos cardíacos.

O bloqueio cardíaco1 pode levar a uma baixa pulsação, porque cada batida é retardada.

Quais são as causas mais usuais do bloqueio de ramo?

A causa pode variar dependendo se o bloqueio é do ramo direito ou do esquerdo. De um modo geral, essas causas podem dever-se à pressão arterial14 elevada, toxicidade15 medicamentosa, febre reumática16, excessiva ingestão de álcool, câncer17 de pulmão18, cirurgia no coração2, tumor19, hiperatividade da glândula20 tireoide21, pneumonia22, inflamação23 do pericárdio24, embolia25 pulmonar, sífilis26 e doença de Lyme.

Causas do bloqueio do ramo direito: as causas mais importantes do bloqueio do ramo direito, são, entre outras, as alterações do eletrocardiograma27 em um paciente normal, doença de Chagas28 e a comunicação interatrial (CIA). A propensão a estes bloqueios aumenta com a idade e é mais comum em idosos do que em pessoas de meia-idade ou jovens. Da mesma forma, essa propensão aumenta nas pessoas que têm pressão arterial14 alta ou doenças cardíacas.

Causas do bloqueio do ramo esquerdo: o bloqueio do ramo esquerdo está associado a doenças cardíacas na maioria dos casos. As principais delas são: hipertrofia29 ventricular esquerda, doença arterial coronariana, doença cardíaca/valvular, miocardiopatias e doença degenerativa30 do sistema de condução. Esse bloqueio pode se dar também com frequência cardíaca elevada e, menos frequentemente, em pacientes com estudos cardiológicos normais. O bloqueio do ramo esquerdo pode ser a primeira evidência de uma doença cardíaca não conhecida.

Leia sobre "Hipertensão Arterial31", "Crises hipertensivas", "Dieta para hipertensos", "Como reduzir o colesterol32", "Embolia25 pulmonar" e "Arritmia33 cardíaca".

Quais são as principais características clínicas do bloqueio de ramo?

Os bloqueios de ramo em geral causam bradicardia34. O efeito de uma batida cardíaca muito lenta limita a atividade física da pessoa e pode levá-la a ter síncopes35 (desmaios) ou confusão mental, por causa de um aporte insuficiente de sangue13 ao cérebro36. Os demais sintomas37 da doença são tontura38, palpitações39 e, eventualmente, morte.

Um bloqueio incompleto do ramo direito muitas vezes não chega a causar sintomas37. Em pacientes com insuficiência cardíaca40, o bloqueio de ramo esquerdo pode causar assincronia do ventrículo esquerdo, em que o septo e a parede lateral se contraem de forma assíncrona41, piorando o prognóstico42 e os sintomas37 do paciente.

Em suma, o bloqueio cardíaco1 de primeiro grau pode não causar sintomas37. O mesmo também é verdadeiro para muitos casos de bloqueio de segundo nível, no qual a pessoa afetada pode estar consciente de batidas espaçadas e de longas pausas entre as batidas. O bloqueio cardíaco1 de terceiro grau provoca uma pulsação muito baixa. Isto pode dar a sensação de que o coração2 parou completamente, o que é pouco provável, porque enquanto o músculo do coração2 tiver um aporte de sangue13 adequado ele continuará naturalmente a contrair.

Como o médico diagnostica o bloqueio de ramo?

O diagnóstico43 do bloqueio de ramo pode ser feito clinicamente pelos sinais44 e sintomas37 apresentados pelo paciente e é confirmado em definitivo pelos sinais44 típicos do eletrocardiograma27.

Como o médico trata o bloqueio de ramo?

Em si mesmo, os bloqueios do primeiro e mesmo do segundo graus não requerem um tratamento específico, mas sim a doença cardíaca que os tenha causado. Em pacientes com sintomas37 de síndrome45 coronariana aguda, o bloqueio do ramo esquerdo deve ser tratado como um infarto46 agudo47 do miocárdio48. De modo geral, o tratamento do bloqueio de ramo envolve a implantação de um marcapasso49 artificial. Um bloqueio alternante entre o ramo direto e o esquerdo é critério de implante50 de um marcapasso49 definitivo.

Embora alguns bloqueios não precisem de tratamento, outros podem evoluir para um bloqueio coronário total (bloqueio de terceiro grau). Outra variante do bloqueio de ramo é um distúrbio do nódulo sinusal51 causado pela degeneração52 das artérias coronárias53.

Como evolui o bloqueio de ramo?

Muitos estudos demonstram que o prognóstico42 de indivíduos com bloqueio de ramo é determinado em parte pela presença ou ausência de doença cardiovascular associada, principalmente cardiopatia isquêmica54. Em pacientes que sofreram infarto46 agudo47 do miocárdio48 ou insuficiência cardíaca40, a presença de bloqueio de ramo indica um pior desfecho.

Em pacientes assintomáticos, o bloqueio de ramo direito parece não implicar aumento no risco de doença cardiovascular ou morte. Já os pacientes portadores de bloqueio de ramo esquerdo, têm um risco muito aumentado de morte por doença coronariana55.

Nos bloqueios do ramo esquerdo, a implantação de um marcapasso49 e a ressincronização dos músculos11 cardíacos geralmente envolvem uma melhora na função ventricular e na sobrevida56 dos pacientes.

Veja mais sobre "Marcapasso49", "Insuficiência cardíaca40", "Infarto do miocárdio57", "Fibrilação atrial" e "Fibrilação ventricular".

Quais são as complicações possíveis do bloqueio de ramo?

A principal complicação dos bloqueios de ramo é a bradicardia34 (frequência cardíaca lentificada), o que às vezes pode causar síncopes35. Os bloqueios de ramo podem também causar morte súbita. Como o bloqueio de ramo afeta a atividade elétrica do coração2, às vezes, ele pode dificultar o diagnóstico43 correto de outras doenças do coração2 e levar a atrasos na gestão adequada delas.

Outros assuntos relacionados: "Síncopes35", "Morte súbita" e "Parada cardiorrespiratória".

 

ABCMED, 2017. Bloqueio de ramo - definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e possíveis complicações. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1295268/bloqueio-de-ramo-definicao-causas-sintomas-diagnostico-tratamento-e-possiveis-complicacoes.htm>. Acesso em: 16 nov. 2018.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Bloqueio cardíaco: Transtorno da condução do impulso elétrico no tecido cardíaco especializado, manifestado por uma diminuição variável da freqüência dos batimentos cardíacos.
2 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
3 Nódulo: Lesão de consistência sólida, maior do que 0,5cm de diâmetro, saliente na hipoderme. Em geral não produz alteração na epiderme que a recobre.
4 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
5 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
6 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
7 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
8 Nó sinusal: Pequena massa de fibras musculares cardíacas modificadas, localizada na junção da VEIA CAVA SUPERIOR com o átrio direito. Os impulsos da contração provavelmente começam neste nó, propagam-se pelo átrio (ÁTRIO CARDÍACO) sendo então transmitidos pelo feixe de His (FEIXE ATRIOVENTRICULAR) para o ventrículo (VENTRÍCULO CARDÍACO).
9 Átrio Direito: Câmaras do coração às quais o SANGUE circulante retorna.
10 Nodo Atrioventricular: Pequena massa nodular formada por fibras musculares especializadas que estão localizadas no septo interatrial próximo ao óstio do seio coronário. Dá origem ao feixe atriventricular do sistema de condução do coração.
11 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
12 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
13 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
14 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
15 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
16 Febre reumática: Doença inflamatória produzida como efeito inflamatório anormal secundário a infecções repetidas por uma bactéria chamada estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Caracteriza-se por inflamação das articulações, febre, inflamação de uma ou mais de uma estrutura cardíaca, alterações neurológicas, eritema cutâneo. Com o tratamento mais intensivo da faringite estreptocócica, a freqüência desta doença foi consideravelmente reduzida.
17 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
18 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
19 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
20 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
21 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
22 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
23 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
24 Pericárdio: Saco fibroseroso cônico envolvendo o CORAÇÃO e as raízes dos grandes vasos (AORTA, VEIA CAVA, ARTÉRIA PULMONAR). O pericárdio consiste em dois sacos, o pericárdio fibroso externo e o pericárdio seroso externo. O pericárdio seroso consiste em uma camada parietal externa e uma visceral interna próxima ao coração (epicárdio), com uma cavidade pericárdica no meio. Sinônimos: Epicárdio
25 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
26 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
27 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
28 Doença de Chagas: Doença parasitária transmitida ao homem através da picada do Triatoma infestans (barbeiro). É endêmica em alguns países da América do Sul e associa-se a condições precárias de habitação. Produz em sua forma crônica um distúrbio cardíaco que termina por causar insuficiência cardíaca e distúrbios do ritmo cardíaco.
29 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
30 Degenerativa: Relativa a ou que provoca degeneração.
31 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
32 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
33 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
34 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
35 Síncopes: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
36 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
37 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
38 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
39 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
40 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
41 Assíncrona: 1. Que não é sincrônico, que não apresenta sincronia ou sincronismo; assincrônico. 2. Em eletricidade, é o que gira com uma velocidade diferente da do sincronismo, sem uma relação constante entre a frequência da força eletromotriz e a velocidade (diz-se do motor elétrico de indução, alimentado por corrente alternada). 3. Em informática, é o que não é controlado por dispositivo temporizador; que não mantém sincronia.
42 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
43 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
44 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
45 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
46 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
47 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
48 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
49 Marcapasso: Dispositivo eletrônico utilizado para proporcionar um estímulo elétrico periódico para excitar o músculo cardíaco em algumas arritmias do coração. Em geral são implantados sob a pele do tórax.
50 Implante: 1. Em cirurgia e odontologia é o material retirado do próprio indivíduo, de outrem ou artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. 2. Na medicina, é qualquer material natural ou artificial inserido ou enxertado no organismo. 3. Em patologia, é uma célula ou fragmento de tecido, especialmente de tumores, que migra para outro local do organismo, com subsequente crescimento.
51 Nódulo Sinusal: Pequena massa de fibras musculares cardíacas modificadas, localizada na junção da VEIA CAVA SUPERIOR com o átrio direito. Os impulsos da contração provavelmente começam neste nó, propagam-se pelo átrio (ÁTRIO CARDÍACO) sendo então transmitidos pelo feixe de His (FEIXE ATRIOVENTRICULAR) para o ventrículo (VENTRÍCULO CARDÍACO).
52 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
53 Artérias coronárias: Veias e artérias do CORAÇÃO.
54 Cardiopatia isquêmica: Doença ocasionada por um déficit na circulação nas artérias coronarianas e outros defeitos capazes de afetar o aporte sangüíneo para o músculo cardíaco.É evidenciada por dor no peito, arritmias, morte súbita ou insuficiência cardíaca.
55 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
56 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
57 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
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