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Queloides: definição, causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução e prevenção

quinta-feira, 24 de outubro de 2013
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Queloides: definição, causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução e prevenção

O que são queloides?

Os queloides são respostas cicatriciais anômalas e exacerbadas, constituídas por lesões fibroelásticas salientes, de cores rosadas, avermelhadas ou escuras que podem ocorrer sobre quaisquer cicatrizes na pele. São cicatrizes aberrantes que acontecem apenas nos seres humanos. Apesar de benignas, não contagiosas e indolores, constituem um problema estético de grande importância.

Quais são as causas dos queloides?

Os queloides parecem ter um forte componente genético e geralmente têm a sua formação no interior dos tecidos, em cicatrizes em que a pele tenha sofrido algum corte, abertura ou lesão; como em queimaduras, doenças como a varicela e a acne, furos nas orelhas ou para colocação de piercing, arranhões, cortes cirúrgicos, feridas traumáticas, locais de vacinação, etc. Os queloides se caracterizam pela produção exagerada de fibroblastos, que são células que produzem o colágeno.

Quais são os principais sinais e sintomas dos queloides?

Os queloides ocorrem em ambos os sexos, embora seja relatada uma maior incidência no sexo feminino. Quase sempre eles se localizam em locais de lesões prévias da pele, sejam acidentais, cirúrgicas, provocadas por doenças, por abrasões ou inflamações, no entanto, mais raramente, os queloides podem também ocorrer em regiões de pele íntegra. As lesões que estão sobre o local de um machucado ou ferimento na pele apresentam-se como protuberâncias salientes de consistência endurecida e superfície lisa e cor vermelha, rosada ou semelhante à pele. Os locais mais comuns em que surgem os queloides são a região do esterno, os ombros, as orelhas e a face. As lesões podem coçar.

Como o médico diagnostica os queloides?

O diagnóstico de queloide depende de uma observação direta da lesão. Porém não é fácil diferenciar entre queloide e cicatriz hipertrófica, tanto ao microscópio ótico quanto ao eletrônico. O queloide pode alastrar-se além da área da lesão e pode não regredir, enquanto que a cicatriz hipertrófica é limitada à área do trauma e em muitos casos regride com o tempo. Uma biópsia da pele pode ajudar a descartar outras formações patológicas que ocorrem na pele.

Como o médico trata os queloides?

O tratamento dos queloides representa um desafio para os médicos. Eles são difíceis de erradicar e mesmo quando retirados cirurgicamente, tendem a recidivar. Existem várias técnicas para tratar os queloides, à escolha do médico. Dentre elas pode-se citar a remoção cirúrgica, a radioterapia, a crioterapia, o gel de silicone, a injeção intralesional de agentes diversos e a laserterapia ou a malha de compressão, em casos de queimaduras.

Como evoluem os queloides?

Embora os queloides não representem risco à saúde, podem afetar grandemente a aparência e serem, mesmo, desfiguradores.

Em alguns casos, ao longo dos anos os queloides podem diminuir, ficarem mais lisos e menos visíveis.

A exposição ao sol faz com que o queloide fique mais escuro do que a pele no seu entorno.

A remoção do queloide pode produzir uma cicatriz ainda maior e mais anômala que a anterior.

Os queloides muito extensos podem causar limitação da mobilidade nas áreas afetadas do corpo.

Como prevenir os queloides?

Muitas vezes a prevenção não é possível, mas para toda cicatriz valem alguns cuidados:

  • Não arranhe a crosta em formação. Não coce a cicatriz, não tire as crostas formadas.
  • Adicione alimentos ricos em vitamina E à sua dieta (tomates, pimentões, ovo, fígado, sementes, cereais, etc.).
  • Limpe a ferida e cubra-a com gaze limpa.
  • Se a cicatriz começar a transformar-se em queloide, fale logo com o seu dermatologista sobre o melhor tratamento a realizar. Existem algumas pomadas cicatrizantes que podem ajudar.
  • Se você ou algum membro da sua família é propenso ao desenvolvimento de queloides, procure não submeter-se a cirurgias evitáveis ou a perfurações da pele.
  • Evite fumar e tomar banhos de sol.
Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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