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Esplenectomia: quando precisa ser feita?

quinta-feira, 31 de março de 2016
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Esplenectomia: quando precisa ser feita?

O que é a esplenectomia?

A esplenectomia é um procedimento cirúrgico para remover o baço ou parte dele. O baço é um órgão que se situa abaixo da caixa torácica, no lado superior esquerdo do abdômen, abaixo do diafragma. Ele faz parte do sistema imunológico e ajuda a combater as infecções. Além disso, filtra e elimina material desnecessário, como as células sanguíneas velhas ou danificadas.

O baço é um órgão muito pequeno, responsável por produzir, armazenar e eliminar algumas substâncias do sangue e produzir anticorpos, mantendo o equilíbrio do organismo e evitando infecções, sendo mais indicado, se possível, esplenectomia parcial ao invés da total.

Por que fazer uma esplenectomia?

A razão mais comum para a esplenectomia é tratar uma ruptura do baço, quando ele é rompido em razão de uma lesão abdominal, geralmente traumática. A esplenectomia pode ser usada também para tratar outras condições como a esplenomegalia (aumento de tamanho do baço), algumas doenças do sangue, certos tipos de câncer, infecções e cistos benignos ou tumores. A ruptura do baço também pode ser causada por um aumento exagerado do órgão. O aumento do baço, além de uma possível ruptura, pode levar a sintomas como dor e uma sensação de plenitude abdominal.

As principais desordens sanguíneas que podem ser tratadas com esplenectomia incluem púrpura trombocitopênica idiopática, policitemia vera, talassemia e anemia falciforme. Mas a esplenectomia só deve ser realizada em último caso, após outros tratamentos terem falhado. Alguns cânceres podem ser tratados com esplenectomia. Uma infecção grave ou um abscesso no baço pode exigir a remoção do órgão, se não responder a outros tratamentos. Também os cistos ou tumores benignos dentro do baço podem exigir esplenectomia se eles se tornarem grandes o suficiente para serem difíceis de remover. O médico também pode remover o baço para ajudar a diagnosticar uma doença que cause um grande aumento do baço e que ele não possa determinar o motivo.

Como é feita a esplenectomia?

Na maioria dos casos, o paciente deve iniciar antibiótico antes da cirurgia. Imediatamente antes da cirurgia, o paciente será submetido à anestesia geral. A equipe cirúrgica monitora a frequência cardíaca, pressão arterial e de oxigênio no sangue durante todo o procedimento. Um manguito de pressão arterial é colocado no braço do paciente e um monitor cardíaco é anexado ao seu peito. Depois que o paciente estiver inconsciente e adequadamente monitorado, o cirurgião começa a cirurgia.

O método cirúrgico utilizado depende muitas vezes do tamanho do baço, mas a esplenectomia é mais comumente realizada por meio de uma laparoscopia, a não ser que o baço esteja muito crescido. Durante a laparoscopia, o cirurgião faz quatro pequenas incisões no abdômen e, em seguida, insere um tubo com uma câmera de vídeo minúscula em seu abdômen, através de uma das incisões. Mediante observações das imagens de vídeo, o cirurgião remove o baço com ferramentas cirúrgicas especiais que são colocadas nas outras três incisões. Em seguida, o médico cirurgião fecha as incisões.

Com este tipo de cirurgia o paciente pode deixar o hospital no mesmo dia e se recuperar totalmente em cerca de duas semanas. No entanto, a esplenectomia laparoscópica não é apropriada para todos os casos. A ruptura do baço, por exemplo, muitas vezes requer esplenectomia aberta.

Durante a esplenectomia aberta, o cirurgião faz uma incisão no meio do abdômen e afasta o músculo e outros tecidos para chegar ao baço. Em seguida, remove o baço e fecha a incisão. Se o paciente fizer cirurgia aberta, ele pode ser capaz de ir para casa depois de dois a seis dias, conforme o caso.

Após a remoção do baço, um órgão do sistema imunológico, o paciente fica mais propenso a contrair infecções graves ou fatais. O médico pode recomendar que o paciente faço uso de antibióticos preventivos, especialmente se ele estiver sob o risco de infecções graves.

Como o médico trata um paciente sem baço?

Se a esplenectomia for devido a uma ruptura do baço, o tratamento geralmente não é necessário. Se ela foi feita em razão de outra doença, um tratamento adicional dessa doença pode ser necessário. Após a remoção do baço, outros órgãos do corpo assumem a maior parte das funções antes desempenhadas por ele.

Como evolui a esplenectomia?

O paciente sem baço pode ter vida normal, mas está em maior risco de adoecer ou contrair infecções graves. Igualmente, pessoas sem baço também podem levar um tempo maior para se recuperar de uma doença ou lesão.

Quais são as complicações possíveis da esplenectomia?

A esplenectomia geralmente é um procedimento seguro, mas como em qualquer cirurgia, acarreta o risco potencial de complicações como sangramentos, infecções e prejuízo para os órgãos vizinhos, incluindo o estômago, pâncreas e cólon. Além dos riscos próprios da cirurgia, a ausência do baço pode aumentar a chance do paciente adquirir infecções, que podem evoluir para uma septicemia. Também pode ocorrer aumento no número de leucócitos e plaquetas, junto com neutropenia.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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