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Trombocitose ou plaquetose: o que é isso?

Tuesday, April 15, 2014
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Trombocitose ou plaquetose: o que é isso?

O que é trombocitose?

Trombocitose ou plaquetose refere-se a um número excessivo plaquetas na corrente sanguínea. A plaqueta (ou trombócito) é um glóbulo sanguíneo formado na medula óssea, cuja principal função é a formação de coágulos, participando do processo de coagulação do sangue. Uma pessoa normalmente tem entre 150.000 e 400.000 plaquetas por milímetro cúbico de sangue. Seu aumento, sobretudo se muito significativo (acima de 750.000-1.000.000), magnifica muito o risco de trombose.

Quais são as causas de trombocitose?

A trombocitose pode ser primária, também denominada essencial, ou reativa, secundária a outras doenças. A primária (ou essencial) se deve a formas de doenças mieloproliferativas, como a leucemia mielógena, a policitemia vera e a mielofibrose. A reativa pode ser ocasionada por inflamações, hipoesplenismo (função diminuída do baço), deficiência de ferro, anemias regenerativas, endocrinopatias, neoplasias, terapias соm corticoides, etc.

Quais são os principais sinais e sintomas da trombocitose?

Em casos mais simples, a trombocitose pode permanecer assintomática, mas mesmo assim provoca uma predisposição para tromboses. Ela não significa necessariamente a presença de um problema clínico e pode ser facilmente detectada por um hemograma de rotina. No entanto, alguns pacientes relatam sintomas como náusea, torpor, enjoos, vômitos, labirintite e formigamento nas extremidades. Uma pequeníssima proporção de pacientes tem uma sensação de ardência e vermelhidão das extremidades. Nos casos de policitemia vera, em que há altas contagens de glóbulos vermelhos, pode também ocorrer elevação do número de plaquetas.

Como o médico diagnostica a trombocitose?

O diagnóstico da trombocitose pode ser estabelecido por um simples hemograma e ser refinado por uma dosagem das enzimas hepáticas, da função renal e da taxa de sedimentação eritrocitária. Em casos especiais pode-se fazer uma biópsia de medula óssea, para determinar se a trombocitose é reativa ou primária.

Como o médico trata a trombocitose?

Quase nunca é necessário tratamento para a trombocitose reativa, mas deve-se estar atento para as consequências dela, como hipertensão, problemas no baço, insuficiência cardíaca posterior e falência dos rins. Algumas medicações como a aspirina e os citocorretores (que reduzem o número de plaquetas) podem ser empregadas. As trombocitoses primárias são tratadas com quimioterapia e têm um prognóstico mais reservado.

Quais são as complicações possíveis da trombocitose?

O risco mais grave e mais temido das trombocitoses são as coagulações intravasculares, que podem levar a isquemias cerebrais ou pulmonares potencialmente mortais.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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